A Câmara Municipal de Almodôvar vai dispor, em 2026, de um orçamento próximo dos 30 milhões de euros, o que representa um aumento de cerca de 2,6 milhões face ao documento financeiro aprovado no ano anterior. A informação foi avançada pelo presidente do município, José Tadeu Freitas, em declarações à agência Lusa.
De acordo com o autarca social-democrata, o orçamento agora aprovado assenta, em grande parte, na continuidade de pequenas empreitadas e investimentos herdados do executivo anterior que, embora não figurem entre as prioridades da atual gestão, têm de ser concretizados. O valor global do orçamento fixa-se nos 30.070.590 euros, quando em 2025 se situava nos 27.452.410 euros.
O reforço financeiro permitirá, segundo José Tadeu Freitas, dar resposta a áreas consideradas fundamentais para o concelho, com destaque para a Educação e a Ação Social, prevendo verbas destinadas ao reforço de equipamentos e ao apoio direto às famílias.
As Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2026 foram aprovados por maioria em reunião de câmara, com os votos favoráveis dos três vereadores do PSD e a abstenção dos dois eleitos do PS. Na Assembleia Municipal, os documentos também passaram com maioria, reunindo 13 votos a favor — dos 11 eleitos do PSD, um do PS e um de um movimento independente — e 10 abstenções dos eleitos socialistas.
No que respeita à distribuição da despesa, o orçamento contempla 16.815.335 euros para despesas correntes e 13.255.259 euros destinados a investimento. Entre as intervenções previstas para este ano, o presidente da câmara apontou a construção de uma nova creche na sede do concelho, obras na Rua da Ferraria e uma reorganização profunda dos serviços municipais, sem adiantar mais detalhes.
O plano inclui ainda o apoio ao movimento associativo e ao tecido empresarial local, bem como diversas requalificações urbanas e trabalhos de manutenção da rede viária. Estão igualmente previstos projetos de médio e longo prazo, nomeadamente intervenções em caminhos rurais e a projeção de estradas consideradas estratégicas para a ligação entre freguesias e territórios vizinhos.
No capítulo fiscal, o município mantém a taxa mínima de IMI, fixada em 0,30% para prédios urbanos, prevendo reduções entre 30 e 140 euros para agregados familiares com dependentes. A participação municipal no IRS é de 4%. Já a derrama incide à taxa de 1,5% sobre o lucro tributável das empresas com volume de negócios superior a 150 mil euros, ficando isentas as empresas abaixo desse patamar.
Rádio Castrense / Lusa

















