A Barragem do Alqueva reforçou esta quinta-feira o volume de água descarregado para o rio Guadiana, passando a libertar um caudal total de 3.300 metros cúbicos por segundo, em resposta à manutenção de afluências elevadas resultantes das chuvas intensas que se têm registado. A informação foi confirmada pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA).
Segundo a empresa gestora, o aumento do caudal foi decidido devido à continuidade das entradas de água na albufeira. O volume agora libertado resulta da combinação de 2.500 m3/s descarregados pelos dois descarregadores de meio-fundo, atualmente em funcionamento, e de 800 m3/s turbinados através dos quatro grupos das centrais hidroelétricas.
A água proveniente de Alqueva, juntamente com os elevados caudais do rio Ardila, está a fazer aumentar significativamente o volume que chega à Barragem de Pedrógão, situada no concelho de Vidigueira. Neste momento, aquela infraestrutura está a descarregar cerca de 4.000 m3/s para o Guadiana, valor considerado o mais elevado desde o encerramento das comportas de Alqueva.
As primeiras descargas para o rio tiveram início a 28 de janeiro, a partir da Barragem de Pedrógão, devido ao mau tempo e ao elevado nível de armazenamento. Horas depois, a Barragem do Alqueva iniciou também descargas controladas, numa fase em que a albufeira se encontrava próxima do Nível de Pleno Armazenamento.
Inicialmente, o caudal libertado foi de 600 m3/s, que, somado ao volume turbinado, perfazia 1.200 m3/s. Após uma interrupção de 48 horas, a operação foi retomada esta semana, tendo os valores sido sucessivamente aumentados até atingirem os atuais 3.300 m3/s.
Perante este cenário, a EDIA volta a apelar às populações e às entidades locais para que adotem comportamentos preventivos, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a cheias, reforçando a importância da colaboração de todos na redução de riscos.
Recorde-se que a última operação de descargas controladas em Alqueva ocorreu em 2013, também associada à aproximação da albufeira à sua capacidade máxima, fixada na cota 152, correspondente a um armazenamento total de 4.150 hectómetros cúbicos de água.
Rádio Castrense / Lusa
















