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Quarta-feira, Fevereiro 4, 2026

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Rio Guadiana em Mértola atinge níveis históricos, mas sem causar alarmes

O Rio Guadiana junto à vila de Mértola, no distrito de Beja, registou nas últimas horas um caudal “raramente visto”, embora sem provocar situações de alarme, informou o presidente da Câmara Municipal, Mário Tomé. O autarca garantiu que a subida do rio está a ser acompanhada com atenção, mas não representa risco imediato para pessoas ou bens.

Nos últimos dias, a Barragem do Alqueva tem vindo a efetuar descargas devido à manutenção de elevados caudais afluentes provocados pelas chuvas intensas. A mais recente operação teve início na segunda-feira, libertando inicialmente 600 metros cúbicos por segundo, que, somados ao caudal turbinado de 800 m³/s, resultaram num total de 1.400 m³/s lançados a jusante da barragem, segundo a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA). As descargas já tinham sido iniciadas no dia 28, interrompidas após 48 horas, e retomadas no início desta semana.

O aumento do caudal levou à submersão de uma obra municipal recentemente concluída na frente ribeirinha de Mértola, bem como do cais utilizado para as festas de verão locais. A aldeia ribeirinha do Pomarão também se encontra muito próxima do nível crítico, o que levou ao alerta de alguns caravanistas instalados no cais, que abandonaram o local em segurança, segundo Mário Tomé.

O presidente da câmara assegurou que, face às previsões de chuva para os próximos dias, estão a ser tomadas todas as precauções. Equipas da Proteção Civil encontram-se no terreno e existe articulação permanente com a EDIA e com a Proteção Civil distrital, sem registo de problemas graves até ao momento. Sobre a possível ativação do plano de emergência municipal, o autarca afirmou que “neste momento, tal não se justifica”.

O mau tempo já provocou a morte de 10 pessoas desde a semana passada, sendo cinco óbitos diretamente associados à passagem da depressão Kristin e outros quatro resultantes de quedas de telhados ou intoxicações com geradores, segundo dados da Proteção Civil e da Câmara da Marinha Grande. O temporal causou ainda destruição parcial ou total de habitações, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, cortes de estradas, interrupção de serviços de transporte, encerramento de escolas e falhas no fornecimento de energia, água e comunicações, afetando centenas de pessoas feridas ou desalojadas.

Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém registaram os maiores estragos, e o Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos até domingo, anunciando um pacote de apoio financeiro de até 2,5 mil milhões de euros.

Rádio Castrense / Lusa

Foto: Cortesia AMM

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