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COVID-19: IN CASTRO APOIA EMPRESAS DO CONCELHO DE CASTRO VERDE

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Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.

“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.

O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.

Declarações de David Marques

Leia também: https://radiocastrense.pt/beja-incentiva-ao-consumo-no-comercio-local-do-concelho/

FACECO regressou aos quatro dias e ultrapassou a barreira dos 50 mil visitantes

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A edição deste ano da FACECO (Feira de Atividades Económicas do Concelho de Odemira) ficou marcada pelo aumento do número de expositores, pela recuperação de raças autóctones e pelo anúncio da discussão pública da revisão do Plano Diretor Municipal.

O retorno ao formato de quatro dias

A FACECO somou mais um dia ao seu certame este ano, regressando ao formato de quatro dias que já tinha testado em edições anteriores. A confirmação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, que justificou a decisão com o feedback dos próprios empresários. De acordo com o autarca, os expositores sempre transmitiram a ideia de que a feira representa um investimento importante em termos empresariais e que a duração de apenas três dias se tornava curta para o esforço financeiro e logístico realizado pelas empresas.

Apesar de reconhecer que um dia extra exige maior disponibilidade e esforço por parte de alguns participantes, Hélder Guerreiro considerou que responder a esta solicitação foi a decisão ideal. O balanço desta alteração revelou-se bastante positivo, permitindo que o concurso da vaca da raça Limousine se estendesse ao longo de todo o certame e promovendo uma maior abrangência e diversidade na oferta cultural do evento.

Crescimento no tecido empresarial e recorde de público

Os números desta edição validam o balanço positivo do município, registando-se “um crescimento significativo no número de empresas presentes”. A feira passou de cerca de 320 expositores no ano anterior para um total de 366 expositores este ano, “o que reflete um claro incremento de interesse por parte do setor empresarial”.

Este dinamismo atraiu também uma adesão massiva de público, alinhada com a tendência de crescimento gradual e sustentado que o certame tem registado ao longo dos anos. A FACECO “quebrou assim uma fasquia histórica”, estimando-se que, com a contabilização do público esperado até este domingo, o evento atinja uma assistência global entre 52 mil e 53 mil visitantes. “Trata-se da primeira vez que a feira ultrapassa a barreira das 50 mil pessoas” frisa o autarca de Odemira.

Para a realização do certame, a autarquia investiu um valor a rondar os 370 mil euros, montante que já estava salvaguardado no plano anual de atividades. No entanto, o presidente da Câmara sublinhou que, mais do que os recordes estatísticos, o foco principal da organização continua a ser a satisfação dos expositores e a garantia de uma boa experiência para as famílias e amigos que visitam o recinto.

Preservação de Raças Autóctones e sustentabilidade

No plano agrícola e pecuário, o autarca destacou com particular orgulho os progressos alcançados na preservação da raça caprina Charnequeira e da raça bovina Garvonesa. Graças a um trabalho conjunto com a Caprimeira e a Ovibeira, foi possível reabrir o livro genealógico da raça Charnequeira e registar mais de 850 animais que estavam por inscrever há vários anos, culminando na realização do primeiro concurso de âmbito nacional desta raça na FACECO, que atraiu criadores de concelhos como Santiago do Cacém e Castelo Branco.

No que toca à raça Garvonesa, que se encontra em pleno processo de reinstalação e recuperação no concelho, o certame acolheu um concurso de novilhas. O projeto conta atualmente com seis criadores em Odemira e perspetiva-se a adesão de novos produtores a curto prazo. Hélder Guerreiro explicou que a reintrodução e valorização destas raças no ecossistema local é crucial, pois ajuda a reanimar a produção pecuária na zona mais nascente do concelho, contribui para a valorização de fileiras de carne diferenciadas e assume um papel relevante na mitigação dos efeitos das alterações climáticas e na prevenção de incêndios.

Nova marca territorial e discussão pública do PDM

A feira serviu também de palco para o lançamento da nova marca corporativa “O de Odemira”, um selo territorial que pretende abranger todas as fileiras dos principais produtos locais, promovendo a sua diferenciação e facilitando o acesso a mercados mais competitivos.

Paralelamente, o certame marcou o arranque da discussão pública da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM). Após esta primeira apresentação geral na feira, que incluiu a proposta específica para a freguesia de São Teotónio, a autarquia irá percorrer todas as freguesias do concelho nos próximos 15 dias para promover o debate público e realizar atendimentos descentralizados, tornando este importante instrumento de planeamento acessível a todos os cidadãos.

A fechar as suas declarações, Hélder Guerreiro deixou um agradecimento público aos trabalhadores do Município e da Junta de Freguesia de São Teotónio pelo empenho na organização e montagem do certame, bem como aos órgãos de comunicação social pelo papel fundamental na divulgação do evento.

Aumento da população coloca novos desafios aos serviços públicos em Odemira, diz Hélder Guerreiro

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Quando questionado sobre o aumento populacional no seu concelho, o presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, considera que o principal desafio decorrente do crescimento populacional no concelho passa por garantir que os serviços públicos continuam a responder com qualidade às necessidades de todos os residentes.

Em declarações sobre o aumento da população, que já coloca Odemira acima da capital de distrito em número de habitantes, o autarca sublinhou que a questão não é apenas quantitativa, mas também qualitativa.

“Os desafios centrais são como é que nós podemos continuar a proporcionar qualidade de vida às pessoas quando, na verdade, aquilo que acontece é o aumento populacional, e não só o aumento quantitativo, mas também da diversidade das pessoas que para cá vêm”, afirmou.

Segundo Hélder Guerreiro, esta realidade exige uma adaptação significativa dos serviços públicos, em particular na área da saúde, uma vez que o concelho conta atualmente com cerca de 44 mil habitantes de aproximadamente 90 nacionalidades.

“É muito importante que possamos ter um serviço público de saúde que dê resposta a 44 mil pessoas, mas também a 44 mil pessoas provenientes de 90 nacionalidades diferentes”, destacou.

O presidente da autarquia explicou que esta diversidade implica novos desafios, desde o conhecimento de diferentes perfis de saúde até às barreiras linguísticas e culturais.

“É preciso rastrear aquilo que são doenças crónicas dos diferentes países, perceber a língua, perceber as crenças, as religiões e, ao fim e ao cabo, perceber quem são todas estas pessoas que constituem, e nós queremos que constituam mesmo, a comunidade odemirense”, afirmou.

Para o autarca, o objetivo passa por garantir que todos os residentes, independentemente da sua origem, tenham acesso a serviços públicos de qualidade.

“Este é o maior desafio de todos. É nós termos respostas de serviços públicos que respondam com qualidade à vida das pessoas no nosso território”, concluiu Hélder Guerreiro.

Mértola e Odemira dão exemplo de cooperação alinhada com prioridades europeias, diz Ricardo Pinheiro

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O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, considerou que o memorando de entendimento assinado entre os municípios de Mértola e Odemira representa um exemplo de cooperação alinhado com os grandes objetivos definidos pela União Europeia, destacando a recuperação dos solos, a biodiversidade e a economia regenerativa como áreas estratégicas para o futuro.

As declarações foram feitas durante a FACECO, certame onde foi formalizada a parceria entre os dois municípios, destinada a desenvolver uma agenda comum de cooperação no âmbito das chamadas Novas Centralidades.

Segundo Ricardo Pinheiro, “este protocolo que é assinado com Mértola reflete bem o enquadramento num dos grandes objetivos europeus”, sublinhando que a recuperação dos solos integra tanto o Plano de Restauro da Natureza Nacional como o Plano Europeu de Restauro da Natureza.”

O responsável explicou que o restauro dos ecossistemas tem também uma forte dimensão económica, referindo que a degradação dos solos e da biodiversidade tem um impacto significativo na produção alimentar. “Quando perguntamos o que significa um plano de restauro, significa, por exemplo, a Europa anular um impacto negativo na produção de alimentos superior a 50 mil milhões de euros”, afirmou.

Ricardo Pinheiro destacou ainda o trabalho desenvolvido por Mértola através do Centro de Biodiversidade, criado há cerca de um ano e meio, considerando que a investigação realizada naquele equipamento sobre biodiversidade e requalificação dos solos “tem um impacto absolutamente enorme” na produção de alimentos, tanto à escala nacional como internacional.

Para o presidente da CCDR Alentejo, esta aposta enquadra-se igualmente na estratégia de economia regenerativa promovida pelo município de Odemira. “Esta área em que o presidente Hélder Guerreiro tem trabalhado, a economia regenerativa, enquadra-se nos grandes desafios europeus em matéria dos orçamentos da União Europeia”, afirmou.

O responsável recordou que mais de 20% do orçamento europeu está direcionado para apoiar a produção de bens cujas matérias-primas tenham origem no espaço europeu, reforçando a importância de projetos que promovam a sustentabilidade, a valorização dos recursos naturais e a autonomia estratégica da Europa.

O memorando de entendimento entre Mértola e Odemira prevê o desenvolvimento de projetos conjuntos, candidaturas a financiamento nacional e europeu, iniciativas de investigação e inovação e a criação de redes de cooperação destinadas a reforçar a competitividade, a atratividade e o desenvolvimento sustentável dos dois territórios.