Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.
“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.
O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.
O Município de Odemira distinguiu os vencedores da 25.ª edição do Prémio Espírito Empreendedor, uma iniciativa integrada na programação da FACECO – Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira, que visa incentivar o empreendedorismo, a inovação e a criação de novos projetos empresariais no concelho.
Na categoria Melhor Ideia Empreendedora e Criativa, o vencedor foi Simão Campos Ludovino Gonçalves, com o projeto “Refúgio Alentejo”, tendo recebido um prémio financeiro no valor de 1.500 euros.
Na categoria Novas Iniciativas Empresariais, o primeiro lugar foi atribuído à empresa Luis Nunes & Cláudia Nunes, Lda, pelo projeto “Transporte de Doentes Não Urgentes”, distinguido com um prémio de 2.000 euros.
O segundo prémio, no valor de 1.000 euros, foi entregue a Sokhony Hok, pela iniciativa empresarial “Temple Spicy”.
O terceiro lugar coube a Elvis Sanches, com o projeto “Snack Bar Pérola do Mira”, que recebeu um prémio financeiro de 500 euros.
O Prémio Espírito Empreendedor, promovido anualmente pelo Município de Odemira, tem como objetivo reconhecer e apoiar ideias inovadoras e novas iniciativas empresariais que contribuam para a dinamização da economia local, incentivando a criação de emprego, o investimento e o desenvolvimento sustentável do concelho.
Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Odemira, Ricardo Cardoso, o programa tem sido trabalhado ao longo dos anos:
“A [medida] mais destacada é, sem dúvida, o apoio ao investimento. Ao longo destes anos, nós já investimos nesse programa, do orçamento municipal, mais de 2 milhões de euros. Com esses 2 milhões de euros, criámos mais de 200 empregos no concelho de Odemira.”
O autarca sublinhou que a máxima de que “um conjunto de pequenas coisas pode fazer uma grande coisa” se aplica perfeitamente ao projeto, elogiando o “trabalho de formiguinha de muitos empresários”. Atualmente, o concelho recebeu 22 candidaturas ao apoio ao investimento nesta edição, o que representa um investimento municipal expectável próximo dos 200 mil euros para apoiar estas iniciativas, caso sejam aprovadas. O objetivo é claro: “criar maior dinâmica dos nossos núcleos comerciais, incentivar os produtores locais a criar os seus negócios (…) e dinamizar aquilo que é o tecido económico local” realça Ricardo Cardoso.
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu no âmbito da FACECO, certame que continua a afirmar-se como uma montra privilegiada do tecido económico, social e empresarial de Odemira, reunindo expositores, empresários, produtores e visitantes de toda a região.
O processo de avaliação foi conduzido por um júri composto por João Mira (em representação do NERBE) Élia Martins, (indicada pela Câmara Municipal) e Luís Pereira (diretor da Escola de Superior de Gestão Hoteleira e Turismo da Universidade do Algarve).
Nesta edição de 2026, registou-se um total de 17 candidaturas: 11 candidaturas na categoria de “Ideias Empreendedoras e Criativas” e 6 candidaturas na categoria de “Novas Iniciativas Empresariais”, tornando esta “a edição mais dinâmica” desde a criação do prémio, há cerca de 10 anos.
Novas Iniciativas Empresariais
3.º Lugar: Luís e Cláudia (Serviço de Transporte de Doentes) O projeto nasceu da identificação de uma lacuna social e geográfica no concelho. Nas palavras do promotor:“Isto surgiu, na base, porque o concelho de Odemira é muito grande e havia um défice de transportes de doentes nesta área. Tendo em conta que a população é muito idosa, tem muita dificuldade em deslocar-se aos meios hospitalares, a falta é muito grande. Há uma lacuna grandíssima e viemos tentar preencher um pouco essa lacuna. (…) Não vamos fazer tudo, mas vamos tentar ser mais um elemento, um fator para conseguir ajustar a falta desse [serviço].”A sua parceira de negócio, Cláudia, acrescentou a importância do reconhecimento local:“É muito bom e é ótimo sermo-nos reconhecidos no nosso território pelo nosso município. É muito bom ter os apoios do município, e não só em termos monetários, mas também na divulgação. Nós também precisamos dessa divulgação.”
2.º Lugar: Molhos Picantes “Tempo Spice” Com produção sediada em Vila Nova de Milfontes, o promotor explicou as origens familiares da ideia:“Isto começou um bocado na brincadeira, com a minha namorada… nós cozinhávamos uma gastronomia asiática em jantares de amigos lá em casa. Ela fazia sempre uns molhos para ter ali à mesa e a malta foi gostando. (…) O ‘Tempo Spice’ é um projeto de pequena produção de molhos picantes e iguarias de qualidade. No fundo, dá também a nossa origem e vai fundir um bocadinho os sabores da comida do Sul da Ásia com uma mistura com os sabores alentejanos. (…) Estes prémios servem, além do reconhecimento e da ajuda financeira, para nos motivar a fazer mais e melhor.”
1.º Lugar: Café Pérola de Mude (Elvis) O grande vencedor desta categoria foi Elvis, jovem de Cabo Verde que se fixou no concelho após estudar na Escola Profissional de Odemira. O projeto reabilita o espaço do antigo “Café O Chafariz”, fundado em 1937:“Sejam todos bem-vindos. Essa ideia, esse projeto, é um projeto muito recente, um projeto familiar. A intenção é dar vida a essa praça, dar vida aqui para tudo… para todos os que vivem na nossa praça de Odemira e servir bem as pessoas. Que as pessoas se sintam em casa, para estarem à vontade com famílias, crianças, todo o mundo à vontade.”Elvis deixou ainda um agradecimento especial:“Ter ganho este prémio de Odemira Empreendedor, atribuído pela Câmara, é muito bom. Dá mais incentivos para nós, os jovens. Para nós, os jovens, isso é muito bom, e agradeço à Câmara Municipal de Odemira.”
Ideias Empreendedoras e Criativas
Vencedor: Simão (Projeto de Turismo Rural Sustentável) O projeto foca-se no ecoturismo sustentável direcionado para mitigar o stress urbano e apoiar a população sénior:“Isto surgiu com a minha namorada. Nós vínhamos de uma rotina de cidade — ou seja, trabalho, trânsito, aquela confusão de pessoas — e quando nós vínhamos para cá, para o Alentejo (onde eu tenho casa), nós sentíamos aquela paz, aquele sossego. E por aí começou a surgir ideias… O foco do turismo rural sustentável é as pessoas que vivem mais nos centros urbanos e que levam a sua vida assim a 80 [à hora], tentar tirar essa pressão e esse afogo às pessoas, e virem cá ao Alentejo conhecer a nossa paz e também conhecer um pouco do que está escondido na nossa região.”Simão elogiou o impacto da iniciativa municipal:“Na minha opinião, é algo que é benéfico e fomenta… mesmo que uma pessoa não tenha muita possibilidade económica, ou não veja muito futuro em algo, se calhar para ele é uma ideia pequenina, mas que pode fazer a diferença para muita gente. É nessas pequenas coisas que este programa vai ao encontro e vai ajudar essas ideias.”
Ao encerrar a cerimónia, o vereador Ricardo Cardoso reforçou a entrega dos diplomas e dos cheques, deixando uma palavra de responsabilidade aos premiados: “Vocês levam ainda uma outra coisa, que é uma responsabilidade acrescida de defender o espírito empreendedor. Gostávamos muito que cada um de vocês se tornasse, efetivamente, embaixador destes prémios (…) porque só pensando em ideias e iniciativas empresariais é que vão surgir realmente mais empresas.”
Prova, promovida pela ARBUTUS, decorreu na tarde deste sábado na 34.ª edição da FACECO
A produção Monte do Pereiro Grande, de António Gonçalves Silva e Graça Gonçalves, foi a primeira classificado no 5.º Concurso de Medronho, promovido pela Associação para a Promoção do Medronho (ARBUTUS), que decorreu na tarde deste sábado na 34.ª edição da FACECO – Feira das Actividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira. Este decorreu no Showcooking.
No concurso deste ano participaram as produções Monte da Medronheira, Monte da Carochinha, Taliscas, Destilaria Vale Pereira, Foz do Touril, Monte do Pereiro Grande e 30&1.
Durante a manhã foi feita uma pré-seleção das produções e, pela tarde, o júri – composto por 10 pessoas – provou quatro, tendo os dois prémios sido atribuídos à mesma produção.
O projeto, que já conta com mais de uma década de existência, serve de rampa de lançamento para o corpo ativo da corporação, contando atualmente com 35 jovens.
A Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros Voluntários de Odemira assinalou o encerramento do ano letivo 2025/2026 com uma visita especial ao recinto da Faceco. A iniciativa fez parte de um conjunto de atividades planeadas para o último dia de aulas, que incluiu ainda uma formatura no quartel, a entrega de certificados e o tradicional “batismo” de final de ano.
Em declarações à rádio, o comandante da corporação, Luís Oliveira, explicou que o projeto já tem “mais de 10 anos” e acolhe crianças e jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 16 anos. O grande objetivo passa por incutir valores como o voluntariado, a responsabilidade e a missão de entreajuda e apoio ao próximo.
Futuro assegurado no corpo ativo
De acordo com o comandante, o sucesso e a moldura humana da escola superaram as expectativas iniciais:
“Quando reativámos a Escola de Infantes e Cadetes, o nosso objetivo era termos 21 elementos. Atualmente já temos 35, tivemos que ir ampliando as inscrições.”
Este dinamismo tem trazido frutos diretos para o futuro da corporação. Luís Oliveira revelou que cerca de 16 elementos que integram atualmente o corpo ativo dos Bombeiros de Odemira são provenientes desta escola de cadetes, tendo decidido seguir carreira após ganharem o “bichinho” pelos bombeiros.
O fascínio pelas fardas e sirenes
Questionado sobre a facilidade em captar a atenção dos mais novos para uma causa tão nobre, o comandante confirmou que o interesse surge muitas vezes de forma espontânea e precoce. A curiosidade pelas fardas, pelas ambulâncias e pelos carros de bombeiros funciona como um forte atrativo.
“Muitos deles, quando cumprem os 6 anos de idade, o presente que pediram aos pais foi a inscrição na Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros de Odemira”, sublinhou Luís Oliveira, demonstrando o impacto desta ação de sensibilização na formação dos futuros “soldados da paz”.
O 25ª Concurso Regional do Mel, integrado na FACECO, conta com a participação de 21 produtores e 24 amostras das regiões de Odemira, Barlavento Algarvio, Sines e Santiago do Cacém.
O mel do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina volta a estar em destaque na FACECO (Feira de Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira), em São Teotónio, com a realização do 25.º Concurso Regional do Mel. Fernando Duarte, presidente da Associação de Apicultores do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, explicou à Rádio Castrense o que torna o mel desta zona tão especial e fez o balanço da produção neste ano de 2026.
Diversidade floral dita a qualidade
Segundo o dirigente, o segredo da excelência do mel local prende-se com a sua vasta diversidade floral, muito superior à das zonas mais secas do interior do país. Fernando Duarte destacou as especificidades que enriquecem a produção da região:
Mel de Rosmaninho: Produzido na zona mais interior, considerado “espetacular”.
Mel do Litoral: Marcado por uma grande diversidade de méis, incluindo de origem agrícola, como o de framboesa.
Mel de Medronheiro: Um mel amargo muito especial, característico da zona da serra.
Ao contrário de outras regiões do país onde a apicultura de fim de semana prevalece, no Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina domina a apicultura profissional. Os produtores têm investido fortemente nas condições de higiene e de produção ao longo dos anos, o que tem resultado numa melhoria contínua da qualidade.
Ano desafiante, mas com qualidade “espetacular”
Relativamente à campanha de 2026, Fernando Duarte admitiu que o ano foi complexo a nível climatérico, com excesso de chuva no inverno e falta dela durante a primavera. Embora não seja um ano recorde em termos de quantidade, a produção acabou por se revelar “com uma qualidade espetacular, muito acima da média”.
O júri do concurso — composto por especialistas científicos e por avaliadores com uma perspetiva mais sensorial — esteve a analisar os parâmetros que definem o melhor mel. Para o responsável da associação, a elevada adesão de concorrentes demonstra que os apicultores perderam a vergonha e “têm orgulho em apresentar o seu mel”.
Os vencedores deste 25º Concurso Regional de Me, são todos oriundos do concelho de Odemira. Assim em 1º lugar ficou Eduardo Júlio Marques, de Vale de de Santiago, em 2º lugar ficou Paulo Manuel Rosa, da Baiona, São Teotónio, e em 3º lugar ficou o apicultor Joaquim Júlio Catarino, da freguesia de Colos