O Governo anunciou a declaração de situação de alerta em todo o território continental, medida que entra em vigor à meia-noite e se prolonga até às 23h59 da próxima segunda-feira, face à previsão de temperaturas muito elevadas.
O anúncio foi feito esta quinta-feira, em Leiria, pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, que alertou para o risco acrescido de incêndios rurais, num contexto de condições meteorológicas consideradas críticas. Em algumas regiões, os termómetros poderão ultrapassar os 40 graus Celsius, podendo mesmo atingir valores próximos dos 47 ºC.
O governante sublinhou que a conjugação de calor intenso, vento forte — entre 70 e 80 quilómetros por hora — e baixos níveis de humidade cria um cenário altamente perigoso, comparável a um “barril de pólvora”.
Perante este quadro, foram definidas várias medidas excecionais de prevenção, com destaque para a proibição de acesso, circulação e permanência em áreas florestais previamente identificadas, bem como nos caminhos que as atravessam.
Ficam igualmente interditas as queimadas e queimas de sobrantes agrícolas, sendo suspensas todas as autorizações já emitidas. Está também proibida a realização de trabalhos com maquinaria em espaços florestais, exceto quando associados ao combate a incêndios.
As restrições estendem-se ainda a outras atividades em meio rural, nomeadamente o uso de equipamentos como motorroçadoras com lâminas metálicas, corta-matos ou destroçadores. A utilização de fogo-de-artifício e outros artefactos pirotécnicos fica igualmente proibida, tal como o lançamento de balões com mecha acesa.
Estas medidas surgem numa altura em que Portugal continental enfrenta uma vaga de calor, com temperaturas máximas que poderão atingir os 44 graus e mínimas elevadas, entre os 24 e os 28 graus Celsius.
Entretanto, a Direção-Geral da Saúde já recomendou aos municípios a adoção de medidas preventivas para proteger as populações, sobretudo os grupos mais vulneráveis. Entre as orientações estão a identificação e acompanhamento de pessoas em risco, bem como a realização de contactos regulares e, sempre que possível, visitas domiciliárias.