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Quarta-feira, Maio 20, 2026
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COVID-19: IN CASTRO APOIA EMPRESAS DO CONCELHO DE CASTRO VERDE

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Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.

“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.

O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.

Declarações de David Marques

Leia também: https://radiocastrense.pt/beja-incentiva-ao-consumo-no-comercio-local-do-concelho/

Castro Verde avança com obras nas Piscinas Municipais

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A Câmara Municipal de Castro Verde está a realizar trabalhos de reparação e beneficiação dos tanques exteriores das Piscinas Municipais, numa intervenção “destinada a melhorar as condições de funcionamento e a reforçar a qualidade do equipamento municipal”.

A obra inclui “intervenções nas tubagens existentes e a substituição da tela de um dos tanques exteriores, operações consideradas essenciais para garantir o correto funcionamento das infraestruturas, aumentar a sua durabilidade e assegurar melhores condições de utilização” explica a autarquia.

Adjudicada à empresa FLUIDRA Comercial Portugal Unipessoal Lda, a intervenção “representa um investimento de 48.304,81 euros, acrescidos de IVA, e tem um prazo de execução de 30 dias”.

Segundo o município, esta ação “pretende também preparar as Piscinas Municipais para a época balnear de 2026, garantindo um espaço mais funcional, seguro e adequado aos utilizadores”.

Mais de 1,6 milhões de portugueses sem médico de família, número continua a aumentar

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Mais de 1,6 milhões de utentes em Portugal não têm médico de família atribuído, uma situação que continua a agravar-se e que deixa uma parte significativa da população sem acompanhamento regular em caso de doença.

De acordo com os dados mais recentes do Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde, referentes ao mês de março, este número representa cerca de 15% do total de inscritos nos Cuidados de Saúde Primários a nível nacional.

A situação tem motivado críticas por parte do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que alerta para a necessidade de medidas urgentes. A sindicalista Carolina Ribeiro defende que estes números devem levar o Governo a reforçar a aposta na fixação de médicos, sobretudo nas regiões do Interior do país, onde a carência de profissionais de saúde é mais acentuada.

A falta de médicos de família continua, assim, a ser um dos principais desafios do Serviço Nacional de Saúde, com impacto direto no acesso aos cuidados de saúde e na resposta atempada às necessidades da população.

Exercício “DECIRBALE’26” mobiliza mais de uma centena de operacionais no Baixo Alentejo

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O Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo (CSREPC BA), da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, vai promover, no próximo dia 26 de maio de 2026, o exercício “DECIRBALE’26”, que terá lugar no Perímetro Florestal da Cabeça de Ferro e no Regimento de Infantaria n.º 1, em Beja, no âmbito da preparação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026.

Esta ação tem como principal objetivo “testar e reforçar a articulação entre as várias forças e serviços que integram o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro (SIOPS), através de um conjunto de cenários operacionais ligados ao combate a incêndios rurais”. Entre as valências a exercitar “destacam-se o treino de equipas de Posto de Comando Operacional, o Comando Tático e de Manobra, as Equipas de Reconhecimento e Avaliação de Situação, a condução de veículos fora de estrada, a preservação de indícios em teatros de operações, o combate a incêndios na interface urbano-rural, o socorro pré-hospitalar em contexto de incêndio e o empenhamento de máquinas de rasto” adianta o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo.

O exercício contará com a participação de mais de uma centena de operacionais, maioritariamente provenientes dos Corpos de Bombeiros Voluntários da sub-região, contando ainda com o envolvimento de diversas entidades e forças de apoio, nomeadamente a Força Especial de Proteção Civil, o Regimento de Infantaria n.º 1, a Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, os Sapadores Florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, os Serviços Municipais de Proteção Civil, a Cruz Vermelha Portuguesa e a Polícia Judiciária.

Com a realização do “DECIRBALE’26”, pretende-se “reforçar a coordenação operacional, melhorar a capacidade de resposta e potenciar a interoperabilidade entre os diferentes agentes de proteção civil, contribuindo assim para uma maior eficácia no combate aos incêndios rurais na região” realça a Proteção Civil.

Foto: Rádio Castrense

GNR alerta para aumento de furtos em veículos no verão apesar da descida de crimes em 2025

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A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para o aumento do risco de furtos no interior de veículos com a aproximação da época de verão, sublinhando que este tipo de crime tende a intensificar-se durante os períodos de lazer e maior afluência turística. Apesar de, em 2025, se ter registado uma diminuição global de 7,6% no número de ocorrências face a 2024, a atuação das autoridades resultou num aumento significativo de 160% no número de detenções relacionadas com este tipo de ilícito.

Segundo os dados divulgados, foram registados 5.667 crimes em 2025, menos 470 do que no ano anterior. Ainda assim, a GNR destaca o reforço da sua resposta operacional, que levou à detenção de 68 indivíduos, mais 42 do que em 2024, e à identificação de 1.523 suspeitos.

Os furtos em veículos ocorrem sobretudo em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira, sendo frequentemente associados a locais como parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus. Os distritos com maior número de ocorrências foram o Porto, com 1.440 crimes — registando a maior subida —, seguido de Setúbal (722), Lisboa (691) e Faro (629).

A análise mensal revela que este tipo de criminalidade acompanha os períodos tradicionalmente associados a férias e momentos de lazer. Em 2024, destacaram-se o Carnaval e os meses entre a segunda quinzena de junho e setembro, além de um pico em outubro, mês particularmente quente. Já em 2025, para além do verão, registaram-se aumentos nos meses de janeiro, maio e dezembro, associados respetivamente às festividades de Natal e Ano Novo e às condições climatéricas favoráveis que anteciparam a época balnear.

A GNR reforça que muitos destes furtos ocorrem por oportunidade, quando objetos são deixados visíveis no interior das viaturas. Nesse sentido, aconselha os cidadãos a adotarem medidas preventivas simples, como trancar sempre o veículo, verificar janelas e tetos de abrir, evitar deixar bens à vista e optar por estacionar em locais iluminados, movimentados ou com vigilância. Recomenda ainda a ativação de alarmes e a utilização de aplicações de localização em equipamentos eletrónicos.

Em caso de sinais de arrombamento, a autoridade alerta para a importância de não contaminar o local, de forma a preservar eventuais vestígios, e de contactar de imediato as autoridades, fornecendo o máximo de informação possível, incluindo descrições detalhadas e fotografias dos bens furtados.

A GNR assegura que continuará a manter um patrulhamento reforçado nas zonas mais críticas, apelando à responsabilidade individual como primeira linha de defesa para prevenir este tipo de crime.

Agricultura regenerativa deverá dominar o futuro do Baixo Alentejo até 2050

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A investigadora e dirigente da associação Terra Sintrópica, de Mértola, Marta Cortegano, acredita que a agricultura regenerativa será o modelo dominante no Baixo Alentejo nas próximas décadas. A perspetiva foi partilhada durante a sua participação num podcast, onde foi desafiada a refletir sobre o futuro da atividade agrícola na sub-região do Campo Branco até 2050.

Sem hesitações, Marta Cortegano defendeu que este modelo sustentável irá prevalecer, sublinhando a importância de uma transformação nos sistemas produtivos e alimentares. Segundo a investigadora, a adoção de práticas regenerativas permitirá promover uma agricultura mais resiliente, capaz de responder aos desafios ambientais e climáticos característicos desta região mediterrânica.

A responsável destaca ainda que este caminho implicará o envolvimento de todos os agentes do território, desde produtores a entidades locais, com o objetivo comum de construir um sistema agrícola mais equilibrado e sustentável no Baixo Alentejo.

Foto: Rádio Castrense

Alentejo reforça cobertura de fibra, mas mantém-se abaixo da média nacional

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O Alentejo registou em 2025 uma melhoria na cobertura de redes fixas de alta velocidade, embora continue abaixo da média nacional, de acordo com dados do Relatório “O Sector das Comunicações 2025” da ANACOM. No final do ano passado, a região contabilizava 280 mil alojamentos e estabelecimentos cablados com fibra ótica FTTH, o que representa um aumento de 1,9% face a 2024.

A cobertura FTTH na região subiu para 78,3%, mais 1,9 pontos percentuais do que no ano anterior. Já quando se considera a cobertura mínima por redes FTTH ou HFC, o Alentejo chegou aos 80,7%, ainda bastante abaixo da média nacional, que se fixou nos 96,0%.

Segundo a ANACOM, o crescimento verificado no Alentejo ajuda a reduzir as assimetrias territoriais, sobretudo num contexto em que a expansão da fibra continua a ganhar peso em várias regiões do país. Ainda assim, o relatório mostra que o território alentejano permanece entre os mais atrasados na cobertura de alta velocidade, o que mantém em aberto o desafio da coesão digital.

Em termos globais, Portugal terminou 2025 com cerca de 6,2 milhões de alojamentos cablados com redes de alta velocidade, mais 0,8% do que no ano anterior, e com uma cobertura nacional de 96,0%. Mesmo assim, o Alentejo continua entre as regiões com menor expressão neste indicador, apesar da evolução positiva registada ao longo do último ano.

Foto: Rádio Castrense

Deputado Pedro do Carmo defende aposta na inovação e valorização da proteína vegetal em Portugal

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O deputado do Partido Socialista eleito pelo círculo eleitoral de Beja, Pedro do Carmo, defendeu ontem a necessidade de reforçar o investimento, a inovação e a valorização da proteína vegetal em Portugal, durante o debate “O Futuro da Proteína Vegetal: Inovação com Memória e Combate à Amnésia Alimentar”, realizado na Casa do Parlamento, em Lisboa.

Na sua intervenção, o parlamentar sublinhou que Portugal não precisa de “descobrir” a proteína vegetal, mas sim de a recuperar enquanto parte estruturante da Dieta Mediterrânica e da tradição alimentar portuguesa.

“Portugal não precisa de descobrir a proteína vegetal, precisa de a recuperar. O grão-de-bico e as lentilhas não são tendências de Instagram, são o ADN da nossa resiliência”, afirmou Pedro do Carmo, defendendo ainda que agricultores, cooperativas, associações, indústria e comunidades locais devem estar no centro desta transição alimentar.

O deputado considerou que a aposta na proteína vegetal “não é uma moda urbana, mas uma ferramenta de soberania e de saúde pública”, alertando para o afastamento progressivo da Dieta Mediterrânica, hoje classificada como Património Imaterial da Humanidade, da realidade alimentar quotidiana.

Pedro do Carmo criticou ainda o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, defendendo a valorização dos produtos tradicionais como o grão, o feijão, as favas e as ervilhas, em equilíbrio com os produtos de origem animal produzidos no mundo rural.

No debate, o Grupo Parlamentar do PS destacou quatro eixos prioritários para o setor: o apoio à produção nacional, o combate ao desvio alimentar nas cidades através da literacia alimentar, a investigação e valorização de produtos com maior valor acrescentado e a promoção da justiça social e territorial no mundo rural.

“Não precisamos de inventar um modelo alimentar, precisamos de o defender, financiar e adaptar aos tempos atuais”, afirmou o deputado, sublinhando que o futuro da proteína vegetal deve ser encarado como uma “causa nacional” com impacto na saúde pública, na economia e na sustentabilidade do território.