Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.
“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.
O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.
Um acidente rodoviário ocorrido na manhã desta sexta-feira no IC1, na zona de Mimosa, freguesia de Alvalade, concelho de Santiago do Cacém, resultou na morte de um jovem e deixou outra pessoa com ferimentos ligeiros.
A vítima mortal, um cidadão alemão de 22 anos, seguia ao volante de um veículo ligeiro de passageiros que colidiu com um camião de mercadorias. O óbito foi confirmado ainda no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital do Litoral Alentejano.
Do embate resultou ainda um ferido ligeiro, o condutor do pesado, um homem de 49 anos, de nacionalidade portuguesa. Após assistência no local, foi transportado para o serviço de urgência do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém.
O alerta, que foi dado às 07h22 desta sexta-feira, mobilizou um total de 21 operacionais e dez viaturas, envolvendo meios dos Bombeiros de Alvalade, da VMER e da Guarda Nacional Republicana.
A vítima mortal foi transportada para a morgue do Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém. O ferido foi levado para a mesma unidade hospitalar.
A circulação no IC1 esteve condicionada durante as operações de socorro, tendo a GNR assegurado a gestão do trânsito e iniciado diligências para apurar as circunstâncias do acidente.
Fotos: Luís Pedro do Rosário – Serviço Especial para a Rádio Castrense
Gonçalo Valente, deputado da Aliança Democrática (AD) eleito por Beja reagiu à tomada de posição pública conjunta dos municípios de Moura, Castro Verde, Ourique e Serpa, garantindo que a responsabilidade pelos atrasos das obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é inteiramente das câmaras locais e não do Governo.
O deputado Gonçalo Valente, acusou publicamente os municípios de Moura, Castro Verde, Ourique e Serpa de faltarem à verdade e de demonstrarem uma “falta de honestidade política”. Em causa estão os recentes pedidos de explicações dirigidas pelas autarquias à Ministra da Saúde sobre, o calendário para uma solução alternativa de financiamento destinada às obras nos centros de saúde locais com o término do PRR.
De acordo com o parlamentar, em declarações à Rádio Castrense, “as Câmaras Municipais assumiram o compromisso logo no início de 2024 em realizar estas obras. O Governo assumiu a sua parte, que foi financiar as obras, e as autarquias assumiram a sua parte, que foi executá-las. As coisas não correram bem, e aquilo que seria mais natural e normal era as câmaras fazerem a sua mea-culpa, alegando os motivos que vieram dar naquilo que deu, e serem humildes e pedir ajuda.”
Gonçalo Valente lamentou a atitude dos presidentes de câmara envolvidos, defendendo que o Executivo é “completamente alheio” ao insucesso ou atraso do processo de execução das obras.
Apesar de considerar “injusta” a posição assumida pelos autarcas, Gonçalo Valente assegurou que o Executivo não deixará de responder às necessidades das populações. Por uma questão de “responsabilidade cívica e institucional”, o Governo está a trabalhar na procura de “outros instrumentos financeiros” para garantir a concretização das empreitadas em causa.
Gonçalo Valente concluiu esclarecendo que a sua intervenção não se trata de “nenhum ataque pessoal”, mas sim de uma reação para “repor a verdade dos factos” e garantir a transparência do processo perante os cidadãos do distrito.
A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista (PS) repudiou as declarações do deputado do PSD eleito por Beja, que acusou os presidentes das câmaras municipais de Castro Verde, Moura, Ourique e Serpa de “falta de honestidade política atroz” por exigirem ao Governo garantias quanto à continuidade das obras de requalificação de equipamentos de saúde financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O presidente da Federação, Marcelo Guerreiro, apelou à união dos eleitos políticos da região na defesa dos investimentos na área da Saúde, considerando que a prioridade deve ser assegurar a continuidade dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Em declarações à Rádio Castrense, Marcelo Guerreiro defendeu que o foco deve estar na resolução dos problemas da região e não no confronto político.
“O mais importante é que os eleitos políticos da região se concentrem em defender a região e aquilo que é importante para o território, nomeadamente os investimentos na área da saúde, e menos em lançar ataques e ofensas aos autarcas, que são sempre parte da solução e nunca parte do problema”, afirmou.
O também presidente da Câmara Municipal de Ourique manifestou preocupação com a incerteza que envolve o financiamento de várias obras previstas no PRR, lembrando que o aproximar do prazo limite de execução e a rescisão de alguns contratos colocam em causa investimentos considerados essenciais para o Baixo Alentejo.
“Passado todo este tempo, alguns dos contratos começaram a ser rescindidos e ainda não sabemos em concreto qual vai ser a solução. O que nos deve mobilizar a todos — autarcas e deputados dos vários partidos — é defender o interesse da região, assegurando o financiamento para este conjunto de projetos”, sublinhou.
Entre as intervenções que considera prioritárias, Marcelo Guerreiro destacou o novo Centro de Saúde de Castro Verde e a obra da Urgência do Serviço Básico de Castro Verde, defendendo que o Governo deve encontrar rapidamente uma solução que permita garantir a continuidade da sua execução.
A Federação socialista reforça que a defesa dos investimentos na Saúde deve constituir uma causa comum a todos os representantes políticos da região, independentemente da sua filiação partidária, tendo em vista garantir melhores cuidados de saúde para as populações do Baixo Alentejo.
O presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, defendeu uma reorganização territorial que junte o Baixo Alentejo e o Alentejo Litoral numa mesma comunidade intermunicipal. O autarca considera que “essa solução permitiria reforçar a coesão do território, melhorar a articulação entre municípios e aumentar a capacidade de representação política da região”.
Na sua intervenção, em declarações à Rádio Castrense, Hélder Guerreiro afirmou que sempre foi defensor da criação de uma comunidade intermunicipal do Baixo Alentejo, agregando os 18 municípios”. Argumentou que “uma reorganização desta natureza poderia traduzir-se numa maior presença parlamentar da região e numa ligação mais eficaz entre temas como mobilidade, acessibilidades e desenvolvimento económico”.
O autarca criticou ainda “a atual fragmentação administrativa”, sublinhando que “Odemira vive uma relação institucional dividida entre Beja e o Litoral Alentejano”. Na sua leitura, essa divisão “cria dificuldades na gestão do território e não responde às necessidades reais da população e dos serviços públicos”.
Hélder Guerreiro deixou também um aviso sobre o futuro do Baixo Alentejo, defendendo que “falta uma visão estratégica mais ambiciosa para a região”. O presidente da Câmara de Odemira lamentou “a ausência de consenso político e comparou o caso com outras regiões do país que avançaram com reorganizações territoriais consideradas mais assertivas”.