Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.
“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.
O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.
As preferências dos portugueses para as férias de verão estão a mudar. Um estudo recente do IPAM indica que o Alentejo Litoral passou a ser o destino nacional mais procurado, deixando o Algarve para a quarta posição, numa tendência associada, sobretudo, ao aumento dos preços e à elevada afluência de turistas.
De acordo com o estudo “Férias dos Portugueses”, metade dos inquiridos pretende passar férias em Portugal, uma percentagem inferior aos 61% registados em 2019. Entre quem escolhe o território nacional, o Alentejo Litoral destaca-se como a região mais procurada, reunindo 60% das preferências.
O Norte Litoral e o Alentejo Interior surgem em segundo lugar, ambos com 33% das intenções de escolha. O Algarve desce para a quarta posição, com 30%, igualando o Centro Litoral, enquanto os Açores recolhem 10% das preferências.
A mudança representa uma inversão face a 2019, quando o Algarve era o destino nacional favorito dos portugueses, concentrando 48% das escolhas.
A proximidade da praia continua a ser o principal critério na seleção do destino de férias, apontado por 47% dos participantes no estudo. Ainda assim, este fator perdeu peso em comparação com há sete anos, quando era referido por 59% dos inquiridos. O preço surge como o segundo aspeto mais valorizado, refletindo a crescente preocupação com o custo das férias.
O estudo indica ainda que o orçamento médio previsto para as férias de verão aumentou para 750 euros por pessoa, mais 5% do que os 712 euros registados em 2019. Apesar disso, 43% dos portugueses pretende gastar menos do que no ano passado, outros 43% prevê manter o mesmo nível de despesa e apenas 14% admite aumentar os gastos.
Relativamente ao financiamento das férias, 77% dos inquiridos afirma recorrer ao subsídio de férias para suportar os custos. Destes, 30% depende totalmente deste rendimento para conseguir viajar, enquanto 47% utiliza-o apenas como complemento do orçamento.
Em plena FACECO (Feira de Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira), o município recebeu com grande entusiasmo a notícia de que o Alentejo Litoral se tornou o destino de férias preferido dos portugueses. De acordo com o mais recente estudo do IPAM, cerca de 60% dos turistas nacionais escolhem agora esta região, motivados pela qualidade e pelos preços competitivos, deixando o Algarve num plano secundário. O Algarve, que agora ocupa o quarto lugar das preferências, tem sofrido uma quebra devido à elevada afluência e aos preços altos praticados na hotelaria e restauração.
Reagindo a estes dados, o Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Ricardo Cardoso, admitiu que estes resultados são surpreendentes, uma vez que o Algarve liderou as preferências nacionais durante décadas, sendo visto como o grande destino de férias de Portugal. O autarca expressou o desejo de que esta tendência se mantenha e sublinhou que a meta do município foi sempre a afirmação da qualidade da Costa Vicentina. Ricardo Cardoso lembrou o percurso dos últimos doze anos, referindo que o concelho passou de seis águas balneares e quatro bandeiras azuis para as atuais doze águas balneares, quase todas galardoadas com a Bandeira Azul e dotadas de acessibilidade, o que comprova o forte investimento público realizado na região.
O vice-presidente fez questão de frisar que este sucesso é fruto de um esforço coletivo e destacou o papel fundamental dos empresários locais. Segundo o vereador, registou-se um crescimento quase exponencial na oferta de alojamento oficial, tanto em empreendimentos turísticos como em alojamento local, a par de um forte desenvolvimento nas atividades de lazer. Atualmente, Odemira concentra a maior fatia de operadores marítimo-turísticos e empresas de animação de todo o Alentejo, demonstrando que, além do valor natural do território, existe uma enorme qualidade no serviço prestado por quem ali trabalha.
Questionado sobre a responsabilidade acrescida que estes dados trazem, Ricardo Cardoso afirmou que a autarquia nunca rejeitou esse compromisso, lembrando que a campanha do município sempre passou pela premissa de ter as melhores praias de Portugal. Contudo, o autarca realçou que este não é um feito exclusivo de Odemira, elogiando o crescimento visível dos concelhos vizinhos do Alentejo Litoral, como Grândola, Santiago do Cacém e Sines.
O vereador concluiu defendendo que este sucesso conjunto deve trazer mais responsabilidade à própria Comunidade Intermunicipal, manifestando o desejo de que os municípios da região se coordenem cada vez melhor para assumir plenamente as competências de promoção turística e potenciar ainda mais o território.
A FACECO (Feira das Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira) volta a ser o palco principal para a apresentação de projetos que visam transformar o território. Em grande destaque nesta edição está a Regenerativa Cooperativa Integral, que aproveitou o certame para dar a conhecer o projeto Sistema Alimentar Local de Odemira, conhecido pela plataforma SAL Odemira. Em declarações à nossa rádio, André Vizinho, representante da cooperativa, explicou que o grande propósito deste sistema é aproximar quem produz de quem consome à escala local, combatendo a tendência atual de as zonas rurais consumirem alimentos que vêm de fora enquanto a produção local é escoada para longe.
O Funcionamento do SAL Odemira e a Ligação à Comunidade
Atualmente a terminar o seu primeiro ano de atividade, este projeto conta com o financiamento do Município de Odemira e prevê avançar para a sua segunda fase já no próximo mês de setembro. Na prática, a equipa — composta por cerca de seis a sete pessoas — tem estado no terreno a entrevistar agricultores locais, bem como os responsáveis pelas cantinas escolares do concelho, restaurantes, unidades de turismo e empresas de distribuição. Toda esta informação serve para mapear a oferta e a procura. O objetivo final é disponibilizar estes dados no site oficial para que os consumidores possam contactar diretamente os produtores, facilitando a logística e o transporte direto para refeitórios e alojamentos da região. O projeto estende-se ainda às escolas, onde a cooperativa tem ajudado a implementar hortas pedagógicas.
Energia Renovável e Gestão Ambiental da Bacia do Rio Mira
Para além da vertente alimentar, a Cooperativa Regenerativa estende a sua ação a outras áreas cruciais como a transição energética e a preservação ambiental. Um dos projetos de maior impacto decorre em São Luís, onde a associação trabalha para tornar a freguesia autossuficiente em termos energéticos. Através da criação de uma comunidade de energias renováveis, os moradores unem-se para comprar painéis solares em conjunto, conseguindo preços mais acessíveis e a possibilidade de vender o excedente de eletricidade dentro da própria comunidade. Já na área do ambiente, a cooperativa lidera as iniciativas Torgal Vivo e Mira Vivo, que realizam análises regulares à qualidade da água na bacia do Torgal e no Rio Odemira, num troço que liga a vila a Vila Nova de Milfontes, ajudando a identificar focos de poluição e a sensibilizar a população para o estado de saúde do rio.
Fixação de Jovens no Mundo Rural e Apoios Financeiros
Com cerca de 200 cooperantes espalhados por zonas como Odemira, Aljezur e Lisboa, a cooperativa assume-se também como um motor de empreendedorismo e fixação de população jovem através do programa ReRural. Financiado pelo Erasmus, este projeto promove o intercâmbio, formações e campos de trabalho para que os jovens descubram oportunidades no espaço rural. Paralelamente, no âmbito de uma rede europeia, a cooperativa está encarregue de selecionar e apoiar dez iniciativas comunitárias em Portugal, com um financiamento direto de 4.000 euros para cada uma, estando as candidaturas abertas nas suas plataformas digitais.
O Projeto Atlas e o Modelo de Cooperativa de Serviços
O futuro da associação passa também pelo Projeto Atlas, uma iniciativa que visa criar terceiros espaços de uso partilhado no concelho. Estão previstas valências coletivas como uma destilaria, uma cozinha comunitária, uma serração e uma moagem, permitindo que vários profissionais partilhem os mesmos equipamentos de trabalho. De resto, a própria cooperativa funciona como uma estrutura de apoio legal e financeiro para os seus membros: qualquer pessoa se pode associar e utilizar a cooperativa para faturar os seus próprios serviços autónomos, que hoje em dia já incluem áreas tão diversas como a venda de gelados artesanais, serviços de podas, planeamento agroflorestal, instalação de sistemas de rega, consultoria e cinema.
Para acompanhar de perto o desenvolvimento destas iniciativas, os interessados podem visitar o espaço da Cooperativa Regenerativa na FACECO ou consultar os portais eletrónicos oficiais do projeto.
Na sessão de abertura de mais uma edição da FACECO (Feira de Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira), o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, proferiu um discurso focado na proximidade territorial, no fortalecimento das políticas públicas e na sustentabilidade. O líder da comissão regional elogiou o dinamismo do concelho de Odemira e reforçou o empenho do organismo em responder aos grandes desafios contemporâneos da região alentejana.
Proximidade, governação local e resposta ao território
No início da sua intervenção, Ricardo Pinheiro saudou as diversas autoridades presentes, incluindo os presidentes das câmaras municipais de Odemira, Ourique, Mértola, Aljustrel e Castro Verde, além de representantes das juntas de freguesia e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O presidente da CCDR Alentejo sublinhou que a atuação da comissão tem assentado num exercício contínuo de proximidade e de construção de políticas públicas alinhadas com a sensibilidade do território. Ao fazer um balanço de quatro meses de trabalho, o responsável frisou a importância de “explicar e prestar contas” aos municípios, evidenciando o compromisso com o Programa Regional Alentejo 2030 e o acompanhamento do Fundo de Transição Justa.
O conceito de economia regenerativa
Um dos pontos centrais do discurso foi a defesa de uma visão estratégica para o Alentejo baseada na valorização dos seus produtos endógenos. Ricardo Pinheiro introduziu o conceito de “economia regenerativa”, apontando que 20% dos objetivos europeus assentam na capacidade de diminuir as importações de países terceiros.
Para o presidente da CCDR Alentejo, esta abordagem traduz-se na criação de cadeias de valor locais robustas que transformem os recursos da região em produtos competitivos, fixando a riqueza nas populações e promovendo a autonomia económica. Como exemplo prático deste dinamismo, elogiou os esforços locais de valorização de raças autóctones, como a cabra charnequeira e a vaca garvonesa.
Alinhamento e parceria com os autarcas
Ricardo Pinheiro dirigiu palavras de forte reconhecimento a Hélder Guerreiro, presidente da Câmara de Odemira, enaltecendo a sua capacidade de construir uma visão de desenvolvimento assente nos recursos locais. O líder da CCDR Alentejo estendeu o elogio a todos os autarcas da região, classificando-os formalmente como os verdadeiros “acionistas da comissão de coordenação”.
“Vocês são os descodificadores dos problemas da região e são vocês que têm de, de forma completamente clara, determinada e objetiva, indicar o caminho que a comissão de coordenação deve fazer.”
Neste âmbito, destacou o Plano Diretor Municipal (PDM) de Odemira como um bom exemplo de ordenamento do território e anunciou que a região terá nas semanas seguintes o desafio de rever o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo (PROT), um instrumento essencial que não era revisto há 20 anos.
O desafio da água e a “autoestrada” do Tejo ao Guadiana
A gestão da água foi apontada como o tema mais prioritário na agenda da CCDR Alentejo e dos municípios. Ricardo Pinheiro revelou que o organismo vai analisar em detalhe, nos dias seguintes, o projeto “Água Tejo” (também designado no plano como Projecto Água Kyon), que prevê a criação de uma verdadeira “autoestrada da água” com mais de $850\text{ km}$ de extensão.
Este plano estruturante visa ligar bacias hidrográficas e transferir cerca de 16 milhões de metros cúbicos de água para estabilizar os níveis hídricos superficiais e subterrâneos da região, beneficiando diretamente o setor agrícola. O presidente recorreu a uma fórmula económica para justificar a importância do regadio: “Sabemos que o valor direto de cada 1 euro investido na necessidade de hidatizar um determinado território vale 7 euros na economia real.”
O responsável garantiu que irá articular soluções diretamente com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e alertou o país para a necessidade de manter os mecanismos de resiliência hidráulica, mesmo em anos com níveis de precipitação favoráveis.
Uma defesa firme do Alentejo face ao poder central
A encerrar o seu discurso, Ricardo Pinheiro deixou uma mensagem de cariz marcadamente descentralizador, enviando um recado claro ao poder político sediado em Lisboa e recusando visões preconceituosas sobre o território.
“É preciso demonstrar a Lisboa que não há alentejanos lentos, mas também não há alentejanos anjos. Nós estamos preparados para defender aquilo que é o nível de política pública para estes territórios.”
O presidente da CCDR Alentejo reforçou que a região exige respeito pelas suas especificidades e que a cooperação e o diálogo direto entre as autarquias locais são o único caminho para criar valor real e fixar populações no mundo rural.
O Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, aproveitou a sessão de abertura de mais uma edição da FACECO (Feira de Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira) para fazer um retrato detalhado do estado do concelho. No seu discurso, o autarca evidenciou a feira como o “grande ponto de encontro e montra da identidade local”, mas focou-se sobretudo nos desafios de crescimento, nos investimentos em curso e nas parcerias estratégicas que estão a moldar o futuro do território.
O “boom” do investimento público e a reabilitação de escolas
O município de Odemira vive atualmente um momento de forte dinamismo ao nível das infraestruturas. Hélder Guerreiro revelou que o concelho “tem mais de 20 milhões de euros em obras a decorrer“, antecipando que “este será o ano em que se vão concretizar mais investimentos de sempre no território”. Entre os projetos mais ambiciosos “está a candidatura recentemente entregue à CCDR Alentejo para a requalificação de três escolas que transitavam do Estado para a gestão municipal”. Trata-se de um investimento previsto de 30 milhões de euros para modernizar estes estabelecimentos de ensino. Apesar das alterações e cortes orçamentais que ocorreram a meio do processo a nível governamental, o autarca manifestou “uma forte expectativa de que o acordo estabelecido com o Governo em 2023 seja integralmente cumprido e que a candidatura seja aprovada a 100%”.
Crescimento demográfico e o desafio orçamental na Educação
A atratividade de Odemira traduz-se em números populacionais expressivos, confirmados pelos dados mais recentes do INE que colocam o concelho como o segundo mais populoso de todo o Alentejo. Este crescimento demográfico e a sua enorme diversidade trazem, contudo, uma acrescida complexidade na gestão dos serviços públicos, com especial impacto na educação. Hélder Guerreiro partilhou que, “se há poucos anos o concelho registava cerca de 3.000 alunos, hoje em dia esse número subiu para os 4.000 estudantes, o que obriga à abertura constante de novas salas de aula ano após ano”. Perante este cenário, o presidente da câmara lançou um apelo à CCDR para “apoiar o município”, revelando que “a autarquia assume anualmente um défice superior a 3 milhões de euros na educação, resultante da diferença entre as verbas transferidas pelo Estado e o investimento real que o município faz com gosto para garantir as condições escolares”.
A crise de médicos na saúde e o alojamento para profissionais deslocados
Um dos alertas mais de maior ênfase do discurso centrou-se no setor da saúde. O autarca revelou que cerca de 60% dos médicos que exercem no concelho são tarefeiros. Com a entrada em vigor da nova legislação que limita o recurso a estes profissionais a partir de 31 de dezembro, Odemira enfrenta um risco sério de perder capacidade nos serviços de urgência e no apoio às famílias. Hélder Guerreiro apelou diretamente ao Governo para que seja criada uma exceção para o território, de forma a salvaguardar o acesso aos cuidados de saúde. A par da saúde, a atração e fixação de outros profissionais essenciais (como professores, técnicos de finanças e da segurança social) tem sido um desafio devido à escassez de habitação. Para mitigar o problema, a autarquia contratualizou com o Estado a aquisição de um edifício destinado a alojamento temporário, com capacidade para 38 camas para técnicos deslocados, solicitando ainda ao Ministério da Habitação que Odemira seja integrada nas soluções de alojamento pensadas para Sines, dada a proximidade e o impacto laboral direto em freguesias como Vila Nova de Milfontes.
Preservação da biodiversidade e a recuperação de Raças Autóctones
A FACECO serve também de palco para celebrar o património natural e genético da região, com destaque para duas raças autóctones. O presidente elogiou o trabalho da nova direção da Caprimira no resgate da Cabra Charnequeira, um esforço que permitiu reabrir o livro genealógico e recuperar quase mil animais que estavam esquecidos. De igual modo, celebrou o regresso da Vaca Garvonesa ao concelho, fruto de uma parceria com Ourique e a ACOS. Hélder Guerreiro lembrou com saudosismo “o seu início de carreira profissional ligado a esta raça” e lamentou a sua quase extinção no passado após ter sido exportada para a Abóboda. O autarca destacou que “a reintrodução da Garvonesa não é apenas importante para a produção de carne, mas assume um papel crucial como ativo agrícola na limpeza de terrenos e na prevenção de fogos florestais”.
A gestão de água e o alerta ecológico na albufeira de Santa Clara
A sustentabilidade ambiental e a gestão de recursos hídricos mereceram uma atenção muito especial. O presidente da câmara assinalou que a Albufeira de Santa Clara se encontra cheia desde abril de 2026, tendo atingido um nível muito próximo da sua cota máxima. Contudo, apesar da abundância de água armazenada, o Rio Mira continua seco a jusante. Manifestando preocupação com a segurança e com o caudal ecológico do rio, o autarca pediu a intervenção da CCDR para coordenar uma reunião urgente com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Direção-Geral de Agricultura e a Associação de Beneficiários de Mira. O objetivo é delinear um plano que prepare a albufeira para o próximo inverno e que defina um modelo de gestão de água a dois anos (à semelhança do Alqueva), garantindo simultaneamente que o rio volte a ter água corrente.
Parceria estratégica com Mértola para o restauro da natureza
A encerrar a sua intervenção, Hélder Guerreiro anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a Câmara Municipal de Mértola para o desenvolvimento de um projeto conjunto focado no Plano Nacional de Restauro da Natureza. Esta iniciativa visa intervir e valorizar o ecossistema partilhado do norte da Serra do Caldeirão (Mú). O autarca defendeu convictamente que estes territórios não podem ser encarados a partir de Lisboa como “espaços vazios” destinados apenas à instalação massiva de painéis solares ou eólicas, mas sim como ecossistemas vivos e dinâmicos que produzem inovação, conhecimento e riqueza real para todo o país.
Na sessão de abertura da FACECO (Feira de Atividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira), o presidente da Junta de Freguesia de São Teotónio, Dário Guerreiro, sublinhou a importância e a forte representação que a freguesia assume neste certame. No seu discurso, o autarca destacou o potencial económico, a reativação do investimento local e a urgência de novas infraestruturas para o território.
A força económica e a diversidade de São Teotónio
Dário Guerreiro fez questão de lembrar que São Teotónio é a maior freguesia do concelho de Odemira e que se encontra amplamente representada na feira, uma vez que uma boa parte dos expositores é oriunda desta localidade. O autarca caracterizou a freguesia pela sua enorme diversidade de setores, apontando o turismo como uma das grandes referências locais, sendo o território com o maior número de alojamentos locais e de turismo rural no concelho. Além disso, destacou a liderança de São Teotónio em termos de volume de produção agrícola, pecuária, floresta e serviços, bem como na produção de produtos endógenos, revelando que a freguesia é atualmente a maior produtora de medronho legalizado no concelho de Odemira, destacando-se também na produção de mel.
O “despertar” da freguesia e a retoma do investimento
Após um período que o autarca descreveu como mais adormecido devido às crises dos últimos anos, Dário Guerreiro afirmou com satisfação que São Teotónio está a acordar. Para sustentar esta retoma, o presidente da junta enumerou vários investimentos recentes, tais como a reabilitação da Zambujeira do Mar e a recuperação em curso no núcleo antigo da vila de São Teotónio. A nível ambiental e turístico, foi com agrado que viu hasteada novamente a bandeira azul na praia da Zambujeira do Mar. No plano imobiliário, realçou o crescimento da construção civil e o sucesso do bairro municipal, onde 13 lotes iniciais já foram entregues aos jovens da freguesia, encontrando-se várias casas em fase de edificação.
O apelo ao parque industrial e a criação de oportunidades
Apesar do cenário de crescimento, o autarca aproveitou a presença dos responsáveis municipais e regionais para deixar um apelo firme: a necessidade de avançar com o parque industrial de São Teotónio. Dário Guerreiro sublinhou que a freguesia tem um tecido empresarial gigante que aguarda por esta infraestrutura há 30 anos. Com o terreno já garantido e os projetos iniciados, o presidente da junta frisou que falta apenas passar à fase de execução da obra, garantindo que continuará a insistir neste tema até que os trabalhos arranquem, por considerá-lo vital para a criação de novas oportunidades de negócio e emprego.
Agradecimentos e espírito de acolhimento
A fechar a sua intervenção, o presidente da junta agradeceu o empenho de todos os que tornam a FACECO possível, elogiando o trabalho dos funcionários municipais e da junta de freguesia, bem como a presença dos expositores. Dário Guerreiro reforçou o caráter acolhedor e a hospitalidade das gentes locais, concluindo que São Teotónio é uma terra de braços abertos onde quem chega decide ficar e quem parte o faz com saudades e o desejo de voltar.