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COVID-19: IN CASTRO APOIA EMPRESAS DO CONCELHO DE CASTRO VERDE

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Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.

“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.

O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.

Declarações de David Marques

Leia também: https://radiocastrense.pt/beja-incentiva-ao-consumo-no-comercio-local-do-concelho/

PS alerta para risco no funcionamento dos centros de saúde do Alentejo

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Os deputados do Partido Socialista alertam para o risco de milhares de utentes poderem perder acesso a cuidados de saúde no Alentejo, na sequência das novas regras de contratação de médicos, e exigem medidas que reforcem a fixação de profissionais no interior do país.

Em causa está a aplicação do Decreto-Lei n.º 115/2026, de 16 de junho, que regula o regime de contratação de médicos em prestação de serviços. Numa pergunta dirigida à Ministra da Saúde, os parlamentares solicitam esclarecimentos sobre o impacto deste diploma na cobertura dos cuidados de saúde primários e no funcionamento dos Serviços de Urgência Básica na região.

Para o deputado eleito pelo círculo de Beja, Pedro do Carmo, a resposta aos problemas do Serviço Nacional de Saúde não pode limitar-se à alteração das regras de contratação. O parlamentar defende a necessidade de políticas que valorizem as carreiras médicas, reforcem a atratividade do SNS e garantam a fixação de profissionais nas regiões mais carenciadas, assegurando igualdade no acesso aos cuidados de saúde.

Apesar de reconhecer a importância de enquadrar juridicamente a contratação de médicos prestadores de serviços, o PS considera que o diploma não responde às causas estruturais da escassez de profissionais, nomeadamente às dificuldades de fixação no SNS e à desigualdade na distribuição territorial.

Segundo Pedro do Carmo, estas limitações são particularmente graves no Alentejo, onde muitos serviços dependem de médicos não especialistas para assegurar o funcionamento dos centros de saúde e dos Serviços de Urgência Básica. O deputado alerta que a aplicação do novo regime poderá deixar sem enquadramento legal alguns destes profissionais, colocando em risco a assistência a cerca de 30 mil utentes e o funcionamento de várias unidades de saúde.

Os deputados socialistas recordam ainda que os municípios da região têm implementado, com recursos próprios, medidas de apoio à fixação de médicos, mas sublinham que o novo diploma não cria mecanismos adicionais de atração de especialistas para o território. Acrescentam também que a ausência de vagas carenciadas de Medicina Geral e Familiar para o Alentejo tem vindo a aumentar a instabilidade entre os profissionais.

Na pergunta enviada ao Governo, o PS pretende conhecer a avaliação do impacto do novo regime, nomeadamente quantos utentes poderão ficar sem médico de família ou sem resposta assistencial. Questiona ainda se o Executivo tenciona recorrer a mecanismos excecionais previstos na lei para assegurar a continuidade dos médicos atualmente em funções.

A iniciativa parlamentar procura igualmente esclarecer quantas vagas carenciadas de Medicina Geral e Familiar foram ou serão atribuídas aos agrupamentos de centros de saúde da região, bem como a estratégia do Ministério da Saúde para articular esta legislação com os esforços dos municípios.

Por último, os deputados solicitam ao Governo a apresentação de medidas estruturais para combater a escassez de médicos e promover uma distribuição mais equilibrada dos profissionais de saúde, garantindo o acesso a cuidados de qualidade às populações do interior em condições de equidade.

Câmara de Almodôvar reforça recuperação de caminhos vicinais em parceria com as Juntas de Freguesia

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A Câmara Municipal de Almodôvar continua a reforçar a cooperação com as Juntas de Freguesia na recuperação e manutenção dos caminhos vicinais, uma intervenção que o presidente da autarquia, José Tadeu Freitas, considera essencial para melhorar a mobilidade e combater o despovoamento das zonas rurais.

Segundo o autarca, o município tem investido na aquisição de equipamentos específicos para estes trabalhos, lembrando que encontrou uma rede de caminhos rurais em estado crítico.

“Havia caminhos onde residem almodovarenses e que praticamente não conseguiam andar diariamente nas suas atividades. O que estávamos a fazer era retirar pessoas do mundo rural.”

José Tadeu Freitas explicou que as intervenções estão a decorrer de forma faseada, em articulação com as freguesias, devido à dimensão da rede viária rural.

“Estamos a fazer o melhor que sabemos e o melhor que podemos. Já fomos a várias freguesias e vamos agora para outra.”

O modelo de colaboração prevê que a Câmara disponibilize a maquinaria e os operadores, enquanto as juntas asseguram os consumíveis e outros materiais necessários às obras.

“Nós colocamos a máquina e o operador e a freguesia apoia naquilo que são os consumíveis e outros materiais necessários para essas vias.”

O presidente da Câmara sublinhou ainda que o objetivo passa por garantir um serviço público de qualidade e criar melhores condições para a fixação da população no concelho.

“A sintonia entre a Câmara e as Juntas é como um casamento: pode haver algumas discussões, mas a finalidade é sempre o benefício do bem público e dos almodovarenses.”

Beja recebe partida da 3.ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta a 8 de agosto

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A cidade de Beja volta a integrar o percurso da Volta a Portugal em Bicicleta em 2026, acolhendo a partida da 3.ª etapa da competição, marcada para o próximo dia 8 de agosto. A ligação entre Beja e Elvas terá cerca de 180 quilómetros e representa o regresso da “Grandíssima” ao sul do país.

O presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, considera que a passagem da prova pelo concelho constitui uma oportunidade para promover o território e reforçar a projeção do Baixo Alentejo.

“A Volta a Portugal é, por excelência, uma prova popular. É uma prova do povo e é uma prova que há alguns anos não vinha ao sul do país”, afirmou o autarca.

Segundo Nuno Palma Ferro, a autarquia foi desafiada pela organização da prova para integrar o percurso da edição de 2026.

“Fomos contactados no sentido de proporcionar essa realidade de a Volta a Portugal voltar a passar no Alentejo com uma etapa a sair de Beja”, explicou.

O presidente da Câmara sublinhou que o município aceitou de imediato o desafio, destacando o impacto regional da iniciativa. Além da partida em Beja, a etapa passará também pelos concelhos de Cuba e Vidigueira, atravessando as localidades de Vila de Frades e Vidigueira antes de seguir em direção ao Alto Alentejo.

“Agarrámos essa oportunidade. Para além de Beja, também vai passar nos concelhos da Cuba, em Vila de Frades e na Vidigueira. Por isso, é uma mais-valia para o Baixo Alentejo, é uma mais-valia para a região”, destacou.

Para o autarca, a presença da principal prova do ciclismo nacional representa uma importante montra para a promoção turística e económica do concelho e da região.

“É uma forma também de Beja se mostrar ao mundo e ao país, especialmente, o que nos deixa enormemente agradados. É uma prova que traz uma mais-valia ao Baixo Alentejo e também a Beja, como é óbvio, por consequência”, concluiu Nuno Palma Ferro.

Apenas 1 em cada 3 casas tem ar condicionado: Beja acima da média nacional

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Apesar das temperaturas elevadas que se fazem sentir em todo o país durante o verão, apenas cerca de 34% das casas anunciadas para venda ou arrendamento em Portugal dispõem de ar condicionado. Os dados são de uma análise realizada pelo idealista, com base em mais de 200 mil imóveis disponíveis no segundo trimestre de 2026.

No contexto nacional, o distrito de Beja apresenta um desempenho ligeiramente acima da média, com 36% das casas equipadas com sistema de refrigeração. Ainda assim, o número revela que a maioria das habitações no Baixo Alentejo continua sem esta solução, numa região frequentemente marcada por temperaturas extremas durante os meses de verão.

Entre as cidades portuguesas, Vila Real (53%) e Faro (51%) lideram no acesso a ar condicionado nas habitações, seguidas por Viseu (47%), Aveiro (44%) e Braga (42%). Já Beja surge a meio da tabela, com 36%, à frente de Lisboa (35%) e Évora (29%), mas ainda distante dos valores mais elevados.

No sentido oposto, Guarda (13%) e Portalegre (16%) são as cidades com menor percentagem de casas com ar condicionado, evidenciando assimetrias significativas no conforto térmico das habitações a nível nacional.

No que diz respeito às diferenças entre venda e arrendamento, o estudo conclui que são pouco expressivas: 33% das casas para arrendar têm ar condicionado, contra 34% das que estão à venda. Ainda assim, há exceções. Em cidades como Porto (42% venda; 34% arrendamento) ou Aveiro (47% venda; 32% arrendamento), a oferta de casas com ar condicionado é mais significativa no mercado de compra. Já em Évora verifica-se o inverso, com maior presença desta comodidade no arrendamento (35%) do que na venda (23%).

Ao nível distrital, Faro lidera com 57% das habitações com ar condicionado, seguido de Braga (40%) e Vila Real (37%). Nos últimos lugares surgem Guarda (14%), Portalegre (17%) e Bragança (18%).

Estes dados reforçam a importância crescente do conforto térmico nas habitações, especialmente em regiões como o Baixo Alentejo, onde as ondas de calor são cada vez mais frequentes. Ainda assim, a realidade mostra que o ar condicionado continua longe de ser uma característica generalizada no parque habitacional português.

Município de Odemira apresenta proposta de revisão do PDM em sessões públicas

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O Município de Odemira vai promover um conjunto de sessões públicas de apresentação da proposta de Revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), numa iniciativa que antecede o período oficial de Discussão Pública, agendado entre 30 de julho e 23 de outubro.

O objetivo destas sessões é dar a conhecer as principais alterações previstas no documento, esclarecer dúvidas da população e incentivar a participação dos munícipes na definição do futuro ordenamento do território do concelho.

A apresentação geral da proposta realiza-se no dia 27 de julho, às 18h00, no Cineteatro Camacho Costa, em Odemira.

Estão igualmente previstas sessões específicas por freguesia, de acordo com o seguinte calendário:

27 de julho, 21h30 – Cineteatro Camacho Costa, Odemira (Freguesia de São Salvador e Santa Maria);
28 de julho, 18h00 – Sala do Clube da Boavista, Boavista dos Pinheiros;
28 de julho, 21h30 – Sociedade Recreativa de São Luís;
3 de agosto, 18h00 – Casa do Povo de Relíquias;
3 de agosto, 21h30 – Escola Básica Aviador Brito Paes, Colos;
4 de agosto, 18h00 – Centro Social de Bicos;
4 de agosto, 21h30 – Centro Cultural, Recreativo e Desportivo de Fornalhas Velhas, Vale de Santiago.

O período de Discussão Pública da Revisão do Plano Diretor Municipal decorrerá entre 30 de julho e 23 de outubro, permitindo a todos os cidadãos consultar a proposta e apresentar sugestões ou observações.

O Município de Odemira convida a população a participar nas sessões de apresentação e a contribuir ativamente para a definição das orientações que irão marcar o desenvolvimento e a gestão do território nos próximos anos.

Mais informações sobre a Revisão do Plano Diretor Municipal podem ser consultadas no portal do Município de Odemira.

Parceria reforça educação ambiental na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha

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A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo, I.P.), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF, I.P.) e os Municípios de Santiago do Cacém e de Sines vão assinar, no próximo dia 28 de julho, um protocolo de colaboração com o objetivo de reforçar a educação ambiental na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha.

A cerimónia terá lugar pelas 10h30, no Centro Nacional de Educação Ambiental para a Conservação da Natureza (CNEACN), localizado no Monte do Paio, em Brescos, e contará com a presença de representantes das várias entidades envolvidas, entre os quais o presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro.

O protocolo formaliza uma parceria entre as quatro entidades, visando a dinamização do CNEACN através da promoção de programas de educação e sensibilização ambiental dirigidos a escolas, comunidades e visitantes. A iniciativa pretende igualmente valorizar a Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, reforçando o seu papel enquanto espaço de aprendizagem e contacto com a natureza.

Mais do que o arranque de um novo projeto, esta parceria representa a consolidação de um trabalho conjunto que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos, garantindo agora um enquadramento institucional que reforça a cooperação entre os parceiros e assegura a continuidade de uma estratégia reconhecida na área da educação ambiental.

O Centro Nacional de Educação Ambiental para a Conservação da Natureza é hoje uma referência a nível nacional, tendo acolhido, apenas em 2025, cerca de 2.145 alunos em atividades pedagógicas.

A assinatura do protocolo realiza-se simbolicamente no Dia Nacional da Conservação da Natureza e no Dia Mundial da Conservação da Natureza, sublinhando o compromisso das entidades com a valorização do património natural, a promoção da educação ambiental e o incentivo a uma cidadania mais consciente e participativa.

A iniciativa inclui ainda um programa que contempla a receção dos convidados, uma apresentação sobre o papel da educação ambiental na conservação da natureza, a assinatura do protocolo, intervenções institucionais e uma visita ao centro interpretativo.

Radar Social de Ourique sinaliza 363 situações de vulnerabilidade

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O projeto Radar Social, dinamizado pelo Município de Ourique, identificou 363 situações de vulnerabilidade no concelho entre dezembro de 2024 e junho de 2026, num trabalho de proximidade que envolveu várias entidades locais e permitiu reforçar a capacidade de resposta social no território.

Grande parte das sinalizações resultou dos Censos Sénior, realizados em articulação com a GNR, que possibilitaram visitas domiciliárias a idosos em situação de isolamento ou a viver sozinhos. Este levantamento permitiu conhecer melhor as condições de vida, necessidades de saúde e redes de apoio existentes.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Ourique, Marcelo Guerreiro, o projeto “permitiu conhecer melhor a realidade social do concelho” e reforçou a responsabilidade de intervenção perante cada caso identificado.

As situações sinalizadas foram avaliadas e encaminhadas para diferentes respostas, nomeadamente o Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social (SAAS), o Gabinete de Ação Social e outras entidades da Rede Social, assegurando apoio nas áreas social e da saúde.

Inicialmente, o projeto tinha como meta identificar 70 situações, número largamente ultrapassado graças ao trabalho no terreno, sobretudo através das visitas domiciliárias. O município sublinha, no entanto, que este aumento reflete uma maior capacidade de identificação e não necessariamente um agravamento das vulnerabilidades sociais.

O isolamento e a solidão representam a principal causa de sinalização, correspondendo a 65% dos casos, seguidos de problemas de saúde (18%) e outras situações de vulnerabilidade social (17%). Metade das sinalizações teve origem em entidades parceiras, como a GNR, enquanto 40% foram reportadas por vizinhos ou conhecidos.

Durante o período de execução, foram ainda promovidas 29 sessões de sensibilização junto da população e dos parceiros locais. O projeto contribuiu também para a atualização dos instrumentos de planeamento social e para o reforço da cooperação entre o município, juntas de freguesia, IPSS, Centro de Saúde, Agrupamento de Escolas, CPCJ e restantes entidades da Rede Social.

Integrado na Estratégia Nacional de Combate à Pobreza, o Radar Social representou um investimento de 150.468,65 euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através da Componente C03 — Respostas Sociais. Apesar do término do financiamento a 30 de junho de 2026, o Município de Ourique garante a continuidade do acompanhamento das situações identificadas através dos serviços de ação social.

O autarca destaca ainda que “no centro deste trabalho estão as pessoas”, sublinhando a importância da resposta articulada para garantir que ninguém fica sem apoio no concelho.