Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.
“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.
O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.
O XI Festival da Juventude – Summer End 2026 arrancou ontem no Complexo Desportivo Municipal de Almodôvar e prossegue este sábado, 29 de agosto, com música pela noite dentro, atividades e muita animação.
Almodôvar está a viver mais uma edição do Summer End, o festival que marca o final do verão no concelho e que, até amanhã, 30 de agosto, reúne música, DJs, piscina, campismo, desporto, aventura, arte, street food e diversas atividades de animação.
Promovido pelo Município de Almodôvar, o XI Festival da Juventude aposta novamente numa programação dirigida sobretudo aos mais jovens, mas aberta a todos os públicos, proporcionando três dias de convívio, diversão e experiências no Complexo Desportivo Municipal.
Para o Presidente da autarquia, José Tadeu de Freitas “Almodôvar é um concelho jovem, onde a juventude importa, mas principalmente uma juventude saudável”, sublinha a organização, justificando a diferenciação desta edição face a iniciativas anteriores realizadas no concelho.
Sábado com música pela noite dentro
Depois do arranque de ontem, o programa prossegue hoje, sábado, com o Sunset Piscina, a partir das 18h00, ao som de DJ Leo.
A programação musical continua às 21h30, no Palco Principal, com DJ AZ Pinto, seguindo-se, às 23h00, a atuação de Deejay Telio.
A noite prolonga-se pela madrugada com Mello, às 00h30, DJ Rena, às 02h00, e DJ Mike K, às 03h00.
Para além da música, o festival mantém ao longo do dia diversas atividades gratuitas, entre as quais parede de escalada, slide, tiro ao alvo, Burgee Run, balão de ar quente, paintball, workshops de DJ, Karaté e Cocktails, festa da espuma e graffiti.
Passaporte Summer End desafia participantes
Uma das novidades desta edição é o Passaporte Summer End, que incentiva os participantes a envolverem-se nas diferentes atividades do festival.
O passaporte pode ser levantado no Secretariado e permite acumular carimbos pela participação nas atividades elegíveis. Por cada atividade distinta concluída, os participantes podem receber um voucher de consumo de 3 euros, até um máximo de cinco vouchers, para utilizar em alimentação ou bebidas no recinto.
Quem completar pelo menos quatro atividades fica ainda habilitado ao sorteio dos três grandes prémios finais, que será realizado amanhã, domingo, às 16h00.
O primeiro prémio inclui 75 euros em dinheiro e um voucher de 25 euros para o comércio local ou uma entrada de Festivaleiro para o Summer End 2027. O segundo prémio é de 50 euros em dinheiro, mais um voucher de 25 euros ou uma entrada para a edição de 2027, enquanto o terceiro prémio corresponde a 30 euros em dinheiro, mais um voucher de 25 euros ou uma entrada para o próximo ano.
Os passaportes devem ser validados e colocados na tômbola do Secretariado até às 14h00 de domingo.
Domingo encerra três dias de festa
O último dia do Summer End, amanhã, 30 de agosto, terá uma programação diferente, dedicada sobretudo ao desporto, à arte e à participação.
Entre as 09h00 e as 13h00 decorrem várias atividades desportivas. Às 11h00 realiza-se a tertúlia “Música, Arte e Inclusão”, acompanhada por um Mural Participativo – Graffiti.
O encerramento da edição de 2026 acontece às 16h00, com o Sorteio do Grande Prémio Final do Passaporte Summer End.
Piscina e campismo prolongam a experiência
O festival disponibiliza ainda piscina e campismo gratuitos, sendo a zona de campismo exclusiva para portadores de Pulseira de Festivaleiro previamente registados.
Com capacidade para 150 tendas e cerca de 400 pessoas, o espaço permite aos participantes permanecerem no recinto durante os três dias do evento.
O Summer End 2026 entra assim na sua segunda jornada, mantendo Almodôvar como ponto de encontro para jovens, famílias, visitantes e todos aqueles que querem aproveitar os últimos dias do verão com música, aventura e convívio.
A festa continua este sábado e encerra amanhã, domingo, no Complexo Desportivo Municipal de Almodôvar.
A cidade de Beja recebe hoje, 29 de agosto, um dos dias centrais da 18.ª edição das “Palavras Andarilhas – Festa da Palavra Contada”, que decorre até domingo, no Jardim Público Gago Coutinho e Sacadura Cabral.
Promovido pela Câmara Municipal de Beja, através da Biblioteca Municipal José Saramago, o festival reúne ao longo de três dias contadores de histórias, escritores, ilustradores e público, num programa dedicado à tradição oral e à arte de contar.
Nesta edição, que assinala a “maioridade” das Palavras Andarilhas, a organização decidiu tornar gratuitas todas as iniciativas, permitindo ao público participar nas diferentes atividades sem custos. Paula Santos, diretora da Biblioteca Municipal de Beja – José Saramago, explica que a decisão pretende assinalar de forma especial os 18 anos do festival.
“Decidimos comemorar a maioridade das Palavras Andarilhas sendo tudo gratuito. Queremos oferecer a possibilidade de usufruir destas oficinas a título gratuito”, afirmou.
A programação deste sábado começa às 10h00, com a tertúlia “Ilustrar para contar: imagens que transformam”, no Auditório do Coreto. À mesma hora, o Recanto dos Contos recebe “Eu conto, Tu contas”, enquanto a Pérgola junto ao Parque Infantil acolhe, até às 12h00, “Contos ao Correr das Teclas”, com Ana Rita Domingos, da UPA ed.
A manhã é também dedicada às famílias. Às 10h00, a Tenda Pais e Filhos recebe Rodolfo Castro, da Argentina, com “Dez Histórias Mal Contadas”. Às 11h00, Fábio Superbi, do Brasil, apresenta “Contos das Minas Gerais”. Ao meio-dia, o Coletivo “O Moinho” leva ao espaço a “Carreta das Lendas – Contadores de Histórias”.
Durante a tarde, entre as 14h30 e as 17h30, realizam-se oficinas, com acesso mediante inscrição prévia.
Às 18h00, o Auditório do Coreto recebe a tertúlia “Entre o Mundo natural e o mundo interior: a sabedoria dos contos tradicionais e a preservação da memória”. No mesmo horário, há ainda “Ondas de histórias”, com Valter Peres, na Tenda Pais e Filhos, e uma “Roda de Leitura”, com Andresa Olímpio, no Recanto dos Contos.
A partir das 19h30, o Recanto dos Contos volta a receber “Eu conto, Tu contas”.
O programa da noite começa às 21h00, com a Noite de Contos “Eu conto para que tu sonhes”, no Auditório do Coreto. A sessão reúne Luís Carmelo com Rodolfo Castro e Jorge Serafim com Ángeles Goás.
Já às 23h30, o Auditório do Coreto recebe o espetáculo “Bailen as vellas, os contos das cerezas”, apresentado pelas espanholas Atenea García e Vero Rilo.
As Palavras Andarilhas prosseguem este domingo, 30 de agosto, mantendo Beja como ponto de encontro para diferentes gerações e culturas em torno da palavra contada e da preservação da tradição oral.
O Programa Regional Alentejo 2030 abriu um concurso com uma dotação global de 10 milhões de euros para reforçar as infraestruturas de acolhimento empresarial e aumentar a capacidade dos territórios para atrair novos investimentos.
O aviso, denominado “Infraestruturas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração – ITI CIM”, destina-se a Municípios e Comunidades Intermunicipais das regiões NUTS III do Alentejo Central, Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Lezíria do Tejo.
Os projetos aprovados poderão beneficiar de uma taxa máxima de cofinanciamento de 85% através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Novas áreas empresariais e incubadoras
Entre os investimentos que podem ser apoiados está a criação de novas áreas de acolhimento empresarial, bem como a expansão ou aumento da capacidade de áreas empresariais já existentes.
O concurso contempla ainda a requalificação de áreas de acolhimento empresarial, desde que integrada em operações de expansão, e a criação de novas incubadoras de empresas de base não tecnológica. Também são elegíveis projetos destinados a aumentar a capacidade de incubadoras existentes ou a sua requalificação, quando associada a operações de expansão.
Os investimentos podem abranger infraestruturas e equipamentos e, no caso das áreas de acolhimento empresarial, também acessos complementares.
Segundo o Programa Regional, o objetivo passa por melhorar as condições para a instalação e crescimento das empresas, reforçando simultaneamente a atratividade dos territórios para a captação de investimento.
Apoio distribuído pelas quatro regiões
A verba de 10 milhões de euros é distribuída territorialmente da seguinte forma:
Alentejo Litoral: 3 milhões de euros;
Baixo Alentejo: 2,5 milhões de euros;
Lezíria do Tejo: 2,5 milhões de euros;
Alentejo Central: 2 milhões de euros.
O apoio pretende contribuir para uma maior cobertura territorial de infraestruturas destinadas à competitividade empresarial, tendo em conta as transições digital e climática.
A iniciativa procura ainda estimular a criação e o crescimento de empresas, reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas (PME) e favorecer a criação de emprego na região.
Candidaturas em duas fases
As candidaturas ao concurso decorrem em duas fases. A primeira termina no dia 30 de setembro de 2026, às 18h00, enquanto a segunda fase estará aberta até 21 de dezembro de 2026, às 18h00.
Os interessados podem consultar o aviso e obter mais informações através do portal do Alentejo 2030.
As Festas de Santa Bárbara de Padrões 2026 realizam-se este fim de semana, nos dias 28, 29 e 30 de agosto, na freguesia de Santa Bárbara de Padrões, no concelho de Castro Verde.
A iniciativa, que promete animar a localidade ao longo de três dias, é organizada pela Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Padrões, com o apoio da Câmara Municipal de Castro Verde e da EPOS.
As festividades contam ainda com a parceria da Paróquia de Santa Bárbara de Padrões, bem como de associações e coletividades da freguesia.
Neste segundo dia das tradicionais Festas de Santa Bárbara de Padrões promete uma agenda preenchida com atividades para todas as idades neste sábado, dia 29 de agosto. A programação estende-se ao longo de todo o dia e noite adentro, combinando tradição, animação infantil, artesanato e muita música.
A manhã arranca cedo, às 08h30, com a concentração e o passeio de ciclomotores. Da parte da tarde, pelas 18h00, realizam-se as tradicionais cavalhadas, seguidas da abertura dos insufláveis e pinturas faciais para os mais novos, a partir das 19h00 (estendendo-se até às 23h00). Meia hora mais tarde, às 19h30, abre oficialmente a Feira de Artesanato e Produtos Locais.
A animação noturna arranca às 21h30 com o baile a cargo do “Grupo Quarta Série”. O momento alto da noite dá-se à 00h00, altura em que sobe ao palco o cantor Badoxa para o grande espetáculo musical da jornada. A celebração continua madrugada fora com a continuação do baile sob o comando de Martim Fernandes, a partir da 01h30.
As Festas de Santa Bárbara de Padrões constituem, assim, mais um momento de encontro e convívio entre a população local e visitantes, mantendo vivas as tradições e o espírito comunitário da freguesia.
Faro lidera as ocorrências no primeiro semestre, enquanto Beja regista três casos. GNR alerta para métodos cada vez mais sofisticados e para a escolha de vítimas com mais de 60 anos.
As burlas através da simulação de acidentes de viação já provocaram 72.540 euros de prejuízo nos primeiros seis meses de 2026, aproximando-se do valor registado durante todo o ano de 2025, que foi de 77.480 euros.
Segundo a GNR, foram apresentadas 30 denúncias entre janeiro e junho, mais 15,4% do que no mesmo período do ano passado. Faro lidera a lista, com seis ocorrências, seguido de Lisboa, Porto, Viseu e Beja, com três casos cada. Em 2025, Beja não tinha registado ocorrências deste tipo.
O esquema começa habitualmente à saída de parques de estacionamento, onde os suspeitos seguem a vítima e a fazem parar, alegando que esta provocou uma colisão. Recorrendo a uma abordagem convincente, apontam para riscos ou danos pré-existentes no veículo e pressionam o condutor a pagar de imediato para evitar a participação às autoridades ou problemas com o seguro.
Em alguns casos, os burlões acompanham as vítimas a caixas multibanco. Mais recentemente, passaram também a utilizar terminais de pagamento portáteis, observando o PIN e, por vezes, trocando o cartão bancário por outro semelhante.
A GNR alerta ainda que os condutores com mais de 60 anos estão entre os principais alvos destes criminosos, que exploram o receio de complicações legais e a vontade de resolver rapidamente a situação.
As autoridades recomendam que os condutores não efetuem pagamentos no local, protejam os dados bancários, fotografem os veículos e os danos, recolham a documentação da outra parte e preencham a declaração amigável ou contactem a seguradora.
Perante qualquer situação suspeita, a GNR aconselha a contactar de imediato as autoridades e formalizar a denúncia.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, entre os dias 21 e 27 de agosto, um conjunto de operações de prevenção e combate à criminalidade e à sinistralidade rodoviária, bem como ações de fiscalização de diversas matérias de âmbito contraordenacional.
De acordo com os dados operacionais provisórios divulgados pela GNR, foram efetuadas 610 detenções em flagrante delito durante este período.
Entre as detenções, destacam-se 253 por condução sob o efeito do álcool e 148 por condução sem habilitação legal. A GNR deteve ainda 53 pessoas por tráfico de estupefacientes, 20 por posse ilegal de armas ou arma proibida, 10 por violência doméstica e oito por crimes de furto e roubo.
Droga, armas e veículos apreendidos
No âmbito das operações de combate à criminalidade, a GNR apreendeu diversas quantidades de produtos estupefacientes. Entre as apreensões encontram-se 13.437,22 doses de haxixe, 11.471,8 doses de MDMA, 485,45 doses de cocaína, 164 doses de heroína e 98,396 doses de liamba.
Foram também apreendidos 33 selos de LSD e 29 comprimidos de MDMA.
As autoridades apreenderam ainda 44 armas de fogo, 30 armas brancas ou proibidas e 402 munições de diversos calibres, além de 36 veículos e 406 artigos contrafeitos.
Nas operações foram igualmente apreendidos 7.369 euros em numerário.
Mais de oito mil infrações rodoviárias
A fiscalização rodoviária voltou a assumir um peso significativo na atividade operacional da GNR. Ao longo da semana foram detetadas 8.262 infrações às regras de trânsito.
A falta de inspeção periódica obrigatória foi a infração mais registada, com 1.120 ocorrências, seguindo-se os 678 excessos de velocidade.
Foram ainda detetadas 501 situações de condução com uma taxa de álcool no sangue superior à permitida por lei e 344 infrações relacionadas com a falta de seguro de responsabilidade civil.
A GNR registou também 335 infrações relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, 253 por utilização indevida do telemóvel durante a condução, 242 relacionadas com tacógrafos e 204 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistemas de retenção para crianças.
A operação semanal da GNR teve como principais objetivos a prevenção e combate à criminalidade, a redução da sinistralidade rodoviária e o reforço da fiscalização, abrangendo todo o território nacional.
O número de espécies marinhas não indígenas identificadas em águas portuguesas aumentou para 231, segundo um novo estudo publicado na revista científica Marine Pollution Bulletin. A investigação, liderada por cientistas do MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e da ARNET – Rede de Investigação Aquática, constitui a atualização mais completa do inventário nacional desde 2015.
O levantamento contabiliza 159 espécies em Portugal continental, 81 nos Açores e 62 na Madeira. Entre as espécies agora registadas estão cinco que nunca tinham sido identificadas em território português. Todas foram detetadas na costa sudoeste do continente, junto ao Porto de Sines, no âmbito de um programa de monitorização ambiental de longo prazo que acompanha aquela zona desde 1997.
O estudo reúne o trabalho de 31 investigadores de 11 universidades portuguesas, além de três entidades públicas nacionais e vários institutos de investigação.
Pacífico Norte domina no continente
A investigação revela diferenças significativas na origem geográfica das espécies não indígenas encontradas em Portugal.
No continente, 39% das espécies identificadas têm origem no Pacífico Norte, enquanto 24% são provenientes do Atlântico Norte. Já nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, o Atlântico Norte assume maior importância.
Na Madeira, 27% das espécies têm origem no Atlântico Norte e 24% no Atlântico Tropical. Nos Açores, 37% são provenientes do Atlântico Norte e 19% do Pacífico Norte, apresentando um padrão mais próximo do registado em Portugal continental.
De acordo com os investigadores, o transporte marítimo é a principal via de introdução destas espécies, nomeadamente através da água de lastro e da bioincrustação nos cascos dos navios. No continente, a aquacultura representa também uma via particularmente relevante.
Neste contexto, o Porto de Sines assume especial importância. Por ser o maior e mais ocidental porto de águas profundas da Europa continental e estar localizado no cruzamento de rotas marítimas entre a Ásia, o Mediterrâneo, os Estados Unidos e África, constitui um ponto estratégico para a entrada de espécies não indígenas.
ADN ambiental pode antecipar novas invasões
Para além da lista de espécies confirmadas através da identificação morfológica, os investigadores criaram uma lista de vigilância com 22 espécies detetadas exclusivamente através de métodos moleculares, nomeadamente ADN ambiental.
A técnica permite identificar vestígios genéticos de organismos presentes na água e pode funcionar como um sistema de alerta precoce, sinalizando potenciais espécies invasoras antes de estas serem observadas diretamente.
O estudo alerta, contudo, para uma limitação importante: embora 71% das espécies catalogadas estejam representadas em bases de dados genéticas internacionais, apenas 12,5% possuem sequências obtidas a partir de espécimes recolhidos em águas portuguesas.
Na prática, muitas das referências genéticas utilizadas para identificar espécies em Portugal são provenientes de populações de outras regiões do mundo. Esta situação pode diminuir a fiabilidade de métodos rápidos de deteção, como o ADN ambiental, sobretudo quando se trata de distinguir espécies geneticamente muito semelhantes.
Os autores defendem, por isso, o reforço da recolha de amostras em águas portuguesas, de forma a criar uma base genética nacional mais robusta e melhorar a capacidade de deteção e resposta a novas invasões.
“As invasões marinhas são um fenómeno dinâmico e transfronteiriço, e compreendê-las exige uma ciência capaz de trabalhar à mesma escala”, afirma Romeu Ribeiro, investigador do MARE, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e primeiro autor do estudo.
Segundo o investigador, o trabalho permitiu não apenas atualizar o número de espécies identificadas, mas também compreender os seus padrões de introdução, identificar lacunas no conhecimento genético e definir prioridades para a monitorização futura.
A investigação foi coordenada por Paula Chainho, do MARE-ULisboa, e contou com a participação da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre outras instituições.
O projeto foi financiado, entre outros apoios, pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através da Agenda NEXUS, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).