Até à data, os serviços sediados no “IN Castro” contabilizavam o contacto direto com mais de 70 microempresas ligadas aos sectores da restauração, alojamento e similares, comércio por grosso e a retalho e construção civil.
“Paralelamente, foram instruídos 13 processos de candidatura à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, num valor global total de 42.750€, sendo que, desse montante já foram aprovados 20.250€” revela o vereador David Marques.
O autarca socialista esclarece ainda que, “através dos serviços de apoio prestados foram ainda atribuídas 8 certificações PME pelo IAPMEI, necessárias para aceder à Linha de Apoio à Tesouraria COVID-19 para microempresas do setor do Turismo e Restauração, efetuadas 2 candidaturas ao lay-off simplificado e aos apoios para sócios-gerentes, 1 selo Clean & Safe para restauração e apresentada 1 candidatura ao Programa Adaptar”.
A Rádio Castrense reforçou esta segunda-feira, 29 de junho, de forma significativa a sua capacidade operacional com a implementação de um sistema integrado de painéis solares, baterias e geradores, assegurando a continuidade da emissão mesmo em caso de falhas curtas ou prolongadas na rede elétrica.
O investimento permite “aumentar a autonomia energética e a robustez técnica de toda a cadeia de transmissão, garantindo que a estação se mantém no ar em qualquer cenário, incluindo situações de contingência prolongada” realça a direção da CORTIÇOL, cooperativa proprietária da emissora de Castro Verde.
A fase de projeto no Centro Emissor da Rádio Castrense encontra-se já operacional, enquanto nos estúdios em Castro Verde está em curso a implementação de uma solução de backup energético, “reforçando assim a segurança e continuidade do processo de emissão desde a produção até à difusão do sinal” frisa a CORTIÇOL.
Todo o projeto foi concebido e desenhado pela direção da CORTIÇOL / Rádio Castrense, sendo posteriormente executado por empresas especializadas, “garantindo elevados padrões de qualidade técnica e fiabilidade”.
Este reforço assume particular relevância tendo em conta episódios recentes de falhas energéticas generalizadas, como o chamado “dia do apagão”, que deixou grande parte das rádios locais e regionais sem capacidade de emissão. Nesse contexto, várias estações ficaram temporariamente fora do ar, sem possibilidade de assegurar informação à população.
Com este investimento, a Rádio Castrense posiciona-se como a primeira estação do distrito de Beja preparada para responder a eventuais cortes prolongados de energia, assegurando a continuidade da emissão quando mais necessária.
A estação sublinha ainda o seu papel no âmbito da proteção civil, garantindo a transmissão de informação essencial em situações de emergência e reforçando a sua proximidade à população.
Mais do que uma modernização tecnológica, este projeto representa um compromisso com a resiliência, a segurança e a continuidade do serviço público de informação.
A Central de Compras da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) atingiu a marca das 200 adjudicações, consolidando o seu crescimento enquanto um dos principais instrumentos de contratação pública agregada em Portugal.
De acordo com o mais recente barómetro, a atividade desenvolvida pela Central de Compras permitiu já concretizar cerca de 40,7 milhões de euros em adjudicações, gerar 3,04 milhões de euros em poupanças para as entidades aderentes e registar 237 fornecedores inscritos.
A evolução do sistema tem sido contínua, já que em janeiro de 2026 se contabilizavam 182 adjudicações e 38,7 milhões de euros em contratos celebrados, números que aumentaram ao longo dos meses até atingir o atual marco das 200 adjudicações.
Atualmente, a Central de Compras da CIMBAL presta apoio a 37 entidades aderentes, disponibilizando um modelo de aquisição centralizada que visa reduzir custos administrativos, simplificar procedimentos e reforçar o poder negocial das entidades públicas da região.
Entre os acordos-quadro mais recentes destacam-se os concursos para fornecimento de combustíveis rodoviários, gás, veículos elétricos para transporte de passageiros e materiais destinados a obras públicas, abrangendo áreas consideradas essenciais para o funcionamento dos municípios e restantes entidades aderentes.
Além do impacto financeiro, a CIMBAL destaca que este crescimento posiciona a Central de Compras entre as mais ativas do país, refletindo também a adesão de entidades públicas de outras regiões ao modelo de contratação agregada.
A estrutura sublinha ainda que este sistema permite melhores condições de mercado, redução de tempos de contratação e libertação de recursos financeiros que podem ser aplicados noutros investimentos públicos.
A marca das 200 adjudicações é assim considerada um novo marco na evolução da Central de Compras da CIMBAL, reforçando o seu papel na modernização da contratação pública e na eficiência da gestão dos recursos públicos no Baixo Alentejo.
O CCOM – Centro de Coordenação Operacional Municipal da Proteção Civil de Almodôvar é inaugurado hoje às 15h00, cerimónia que contará com a presença do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
A nova sala do CCOM ficará instalada no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Almodôvar e está dotada de sistemas redundantes de comunicações e energia, a nova infraestrutura foi concebida para garantir o funcionamento contínuo mesmo em cenários críticos. O espaço dispõe de gerador próprio, internet e telefone via satélite, quatro televisores e um sistema de videovigilância com capacidade de deteção inteligente de incêndios.
José Tadeu de Freitas, presidente da Câmara de Almodôvar, salienta que esta sala “serve para gerir operações e fazer planeamentos”, sublinhando que 54% do território do concelho é serra, serra do Caldeirão”, por isso “é necessário estar tudo preparado para situações de exceção”.
O Centro de Coordenação Operacional Municipal “será o centro nevrálgico de decisão em situações de Proteção Civil, reunindo as principais entidades envolvidas nas operações de socorro, nomeadamente o Presidente da Câmara Municipal, enquanto responsável máximo da Proteção Civil Municipal, o Comandante dos Bombeiros Voluntários, a Guarda Nacional Republicana, representantes da E-Redes, dos serviços de águas, da Segurança Social, entre outros agentes” explica ainda a autarquia almodovarense.
Complementarmente, o Município passa a dispor de uma Unidade Móvel equipada com comunicações via satélite, permitindo a coordenação de operações a partir de qualquer ponto do concelho, mesmo em caso de falha das redes tradicionais.
Outra das novidades prende-se com a instalação dos serviços dos Sapadores Florestais no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Almodôvar, reforçando a articulação entre os diferentes meios de intervenção. Durante este verão, o concelho contará ainda com cinco máquinas de rasto em prontidão, estrategicamente distribuídas, para resposta imediata a incêndios rurais.
Está igualmente prevista, a curto prazo, a instalação de uma antena do IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera no Pico do Mú, o ponto mais alto do concelho, permitindo o envio de dados meteorológicos atualizados de 10 em 10 minutos para a nova sala de coordenação.
A inauguração integra ainda um programa alargado de iniciativas dedicadas à proteção civil, que se realizarão no dia 1 de julho, quarta-feira.
Pelas 9h00, a Praça da República acolhe um Mass Training em Suporte Básico de Vida, aberto à população. Às 10h30 realiza-se, no Fórum Cultural, a tertúlia “Prevenção e Combate a Incêndios Florestais de norte a sul do país”, com a participação de coordenadores regionais de Proteção Civil.
Da parte da tarde, às 15h00, o Fórum Municipal recebe a apresentação “Jovens e a Proteção Civil em Meio Rural”, conduzida por Inês Gonçalves, do Serviço Municipal de Proteção Civil.
O Município de Almodôvar “reforça assim o seu compromisso com a segurança, a prevenção e a proteção das suas populações”.
Foram divulgados os resultados do 4.º Censo Nacional de Sisão, coordenado pelo Steppe Birds Move, e o retrato “é alarmante: a população nacional diminuiu 90% nos últimos 20 anos e a extinção desta espécie em Portugal é hoje um “risco real”.
O sisão está à beira da extinção em Portugal. A população nacional desta ave caiu 90% em 20 anos — restam apenas 1736 machos.
“Os resultados deste censo são alarmantes, mas infelizmente não são inesperados” referiu em declarações à radio Castrense, Estrela Matilde diretora executiva da Liga Para a Protecção da Natureza.
O Comando Territorial de Beja da GNR realizou, entre os dias 22 e 28 de junho, um conjunto de operações no distrito, com o objetivo de prevenir e combater a criminalidade violenta, reforçar a segurança rodoviária e garantir o cumprimento da legislação em vigor.
No âmbito destas ações, foram efetuadas 13 detenções. Entre os detidos, destacam-se oito por condução sob o efeito de álcool e três por condução sem habilitação legal. Foram ainda registadas detenções por permanência ilegal em território nacional e por resistência e coação sobre funcionário.
Durante o mesmo período, a GNR apreendeu seis doses de haxixe, uma viatura e um telemóvel.
Na vertente da fiscalização rodoviária, foram detetadas 191 infrações. As mais frequentes estiveram relacionadas com a falta de inspeção periódica obrigatória (26), problemas de iluminação e sinalização (22) e irregularidades no uso de tacógrafos (19). Registaram-se ainda infrações por excesso de álcool (11), excesso de velocidade (9), problemas com pneumáticos (9) e incumprimento do uso de cinto de segurança ou sistemas de retenção para crianças (5). Foram igualmente identificadas situações de falta de seguro, excesso de peso, condução sem habilitação suficiente e uso indevido do telemóvel.
No que diz respeito à sinistralidade rodoviária, foram registados 47 acidentes no distrito de Beja, dos quais resultaram cinco feridos graves e 18 feridos leves, não havendo vítimas mortais a registar.
A GNR procedeu ainda à fiscalização geral, tendo sido detetadas seis infrações, distribuídas entre o âmbito da polícia geral e da proteção da natureza e do ambiente.
Estas ações inserem-se no esforço contínuo das autoridades para reforçar a segurança da população e promover comportamentos responsáveis, quer ao nível da condução, quer no cumprimento da lei.
Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Serpa continuam a enfrentar uma situação que o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais classifica como “insustentável”, denunciando novos incumprimentos salariais por parte da instituição.
Em comunicado, o sindicato refere que os funcionários permanecem sem receber o subsídio de Natal de 2024 e de 2025, bem como os retroativos salariais devidos desde novembro de 2022. A situação agravou-se recentemente com o não pagamento do subsídio de férias relativo a 2026.
Perante este cenário, o vereador da CDU na Câmara Municipal de Serpa, João Dias, não poupou críticas à gestão da instituição. O autarca considera que “os responsáveis por esta situação dramática devem ser responsabilizados pelos atos de gestão ruinosos que cometeram”.
A situação continua a gerar preocupação entre os trabalhadores, que aguardam uma resolução para os pagamentos em atraso.
A Direção Regional de Beja do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) manifestou a sua profunda preocupação e indignação perante a decisão da autarquia de avançar com a abertura de um Concurso Público Internacional para a aquisição de serviços de limpeza urbana. A medida foi viabilizada após os eleitos do PS, PSD e Chega terem votado favoravelmente na reunião de Câmara realizada no dia 19 de junho e na Assembleia Municipal do passado dia 29 de junho. O procedimento prevê um investimento global de 2,4 milhões de euros e terá uma execução planeada entre os anos de 2026 e 2028.
Apesar de o sindicato saudar a recente integração de 18 novos trabalhadores nos quadros do município, a estrutura sindical considera que este reforço de pessoal é manifestamente insuficiente para responder às reais necessidades permanentes dos serviços municipais. O STAL lamenta que o Município de Beja, ao invés de canalizar os seus recursos para a contratação de mais funcionários com vínculo de emprego público e para o reforço dos serviços estatais, insista em transferir setores que considera estratégicos e essenciais para os interesses privados. Esta decisão, adverte o sindicato, representa mais um passo num processo mais amplo de externalização de competências que já abrange a limpeza das instalações municipais e a gestão do cemitério de Santa Clara, bem como das freguesias rurais.
O sindicato alerta ainda para os impactos negativos que esta opção política poderá acarretar para a população e para os direitos dos trabalhadores. O STAL sustenta que a limpeza urbana deve manter-se sob a responsabilidade direta do Município para garantir a qualidade de vida e a saúde pública, argumentando que a privatização deste tipo de serviços essenciais tem demonstrado, a nível nacional, que a lógica do lucro resulta na degradação da qualidade do serviço e no aumento das tarifas cobradas aos munícipes.
Adicionalmente, a organização sindical chama a atenção para o risco de precarização laboral através de salários baixos e perda de direitos, uma vez que as empresas concessionárias tendem a reduzir drasticamente os custos com o pessoal para maximizar os seus lucros, ao contrário do que sucede na esfera pública, que oferece maior estabilidade e segurança. Criticando o que chama de subserviência a interesses privados e a grandes grupos económicos que não partilham do compromisso social exigido a uma autarquia, o STAL conclui questionando as razões de não se investirem os 2,4 milhões de euros na contratação direta e pública, garantindo uma resposta mais eficaz e controlada pelo próprio Município.
Os eleitos da CDU na Câmara Municipal de Beja votaram contra a proposta apresentada pela Coligação Beja Consegue (PSD, CDS e IL) relativa à abertura de um concurso público internacional para aquisição de serviços de limpeza urbana na cidade.
A proposta acabou por ser aprovada com os votos favoráveis do PS e do Chega, tendo sido contestada pela CDU, que considera que a medida prolonga a entrega a entidades privadas da prestação do serviço por mais dois anos, defendendo que este deveria ser assegurado diretamente pelos serviços municipais.
Em comunicado, a CDU afirma que a decisão representa “um peso maior nos custos suportados pela Câmara, ao mesmo tempo que mantém uma linha de privatização de serviços”, posição que, segundo a coligação, tem sido consistentemente rejeitada pelos seus eleitos.
Os autarcas comunistas sublinham ainda que a solução aprovada não contribui para a melhoria da qualidade do serviço, reforçando antes a dependência de empresas externas.
A CDU defende que o caminho a seguir passa pela valorização do Poder Local Democrático e dos trabalhadores municipais, reforçando o serviço público através da contratação de mais recursos humanos, em vez da “canalização de dinheiros públicos para entidades privadas”.
A coligação acrescenta que, embora tenha reconhecido o papel do município em anteriores processos de contratação e desenvolvimento do setor, considera que ainda há trabalho a fazer para garantir uma resposta mais eficaz através dos serviços próprios.
No mesmo comunicado, os eleitos da CDU apontam críticas à gestão do PS, considerando que a atual situação resulta de opções que contribuíram para a “degradação dos serviços municipais”, defendendo que devem ser apuradas responsabilidades políticas.