A ligação em autoestrada entre a A2 e Beja ainda vai ter de esperar. O Governo prevê concluir o projeto do prolongamento da A26 em 2027 ou no início de 2028, mas a obra só poderá avançar depois da conclusão do processo de avaliação e aprovação ambiental.
A informação foi avançada pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, ao Diário do Alentejo. De acordo com o governante, o desenvolvimento do projeto, já contratado pela Infraestruturas de Portugal em julho, deverá prolongar-se por cerca de 12 a 18 meses.
Terminada essa fase, o processo terá de passar pela avaliação ambiental. Só depois de obtida a aprovação poderá ser lançada a empreitada. Por esse motivo, não existe ainda uma data concreta para o início da construção da autoestrada até Beja.
Variantes de Figueira dos Cavaleiros e Beringel poderão integrar a A26
Entretanto, duas intervenções rodoviárias recentemente concluídas poderão vir a fazer parte do futuro corredor da A26.
As variantes de Figueira dos Cavaleiros e de Beringel, construídas no percurso da EN121 entre Ferreira do Alentejo e Beja, foram inauguradas esta semana e, segundo Hugo Espírito Santo, foram projetadas de forma a permitir a sua integração na futura ligação em autoestrada.
O secretário de Estado garante que as infraestruturas “já estão preparadas para ser parte dessa futura autoestrada”.
As obras foram financiadas através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representam uma das componentes já executadas do corredor rodoviário previsto entre a A2 e Beja.
Mais de 660 milhões de euros previstos para o distrito
O prolongamento da A26 surge integrado num pacote mais abrangente de investimentos públicos previstos para o distrito de Beja.
Na ferrovia, a modernização da ligação entre Casa Branca e Beja representa um investimento anunciado de 410 milhões de euros, com os trabalhos previstos para os próximos três a quatro anos.
No setor rodoviário estão previstos mais cerca de 250 milhões de euros para novas infraestruturas, manutenção, repavimentações e intervenções destinadas a melhorar as condições de segurança e sinalização.
No conjunto, os investimentos anunciados ultrapassam os 660 milhões de euros, valor que não inclui o custo da construção da futura A26 até Beja.
Sines, Portalegre e Beja entre as prioridades
Hugo Espírito Santo identificou três ligações rodoviárias como prioridades do Governo para o Alentejo: a ligação de Sines à A2, através de Grândola Norte, e as futuras ligações em autoestrada a Portalegre e Beja.
O governante considera que estas acessibilidades são fundamentais para melhorar a ligação do Alentejo ao resto do país.
No caso de Beja, trata-se de uma reivindicação antiga e de uma das principais prioridades da região em matéria de acessibilidades rodoviárias.
Por enquanto, contudo, a ligação entre a A2 e a capital do Baixo Alentejo continua apenas na fase de projeto. O calendário da obra ficará dependente da conclusão dos estudos, da avaliação ambiental e, posteriormente, do lançamento da empreitada.
Até lá, Beja mantém-se sem ligação direta à rede nacional de autoestradas. As recentes variantes de Figueira dos Cavaleiros e Beringel são, para já, algumas das infraestruturas já concretizadas que poderão ser aproveitadas pelo futuro corredor da A26.