A Universidade Politécnica de Beja registou uma recuperação significativa nas colocações da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao Ensino Superior de 2026. A instituição colocou 325 estudantes, num total de 522 vagas, alcançando uma taxa de ocupação de 62,3%.
O resultado representa um crescimento expressivo face a 2025, quando tinham sido colocados 203 estudantes, correspondentes a uma taxa de ocupação de 39,1%. Em apenas um ano, a Universidade Politécnica de Beja aumentou em 122 o número de estudantes colocados, o que corresponde a um crescimento de 60,1%.
A evolução supera largamente o crescimento registado a nível nacional. No conjunto do país, a 1.ª fase do CNA colocou 49.991 estudantes, mais 13,9% do que no ano anterior.
Apesar da recuperação, a instituição considera que os resultados ainda estão aquém daquilo que pretende alcançar. A Universidade Politécnica de Beja sublinha que uma taxa de ocupação de 62,3% não corresponde à sua ambição enquanto instituição pública de ensino superior e assume o objetivo de continuar a reforçar a sua capacidade de atração.
Recuperação acompanha tendência do Alentejo
Os resultados devem também ser analisados tendo em conta a realidade regional. Na NUTS II Alentejo, as instituições de ensino superior registaram, na 1.ª fase de 2026, taxas de ocupação entre 62,3% e 90,7%, verificando-se uma melhoria face ao ano anterior.
A Universidade Politécnica de Beja apresenta, assim, uma recuperação particularmente expressiva, mas reconhece que continua a existir margem para aproximar os seus níveis de ocupação dos valores mais elevados registados na região.
Mais estudantes chegam por outras vias
A instituição alerta ainda para o facto de os resultados da 1.ª fase do CNA não representarem a totalidade das entradas na Universidade.
Além do Concurso Nacional de Acesso, a Universidade Politécnica de Beja recebe estudantes através de diferentes regimes e vias de ingresso, entre os quais os maiores de 23 anos aprovados em provas próprias, titulares de cursos superiores, diplomados de cursos de especialização tecnológica ou de Técnico Superior Profissional e estudantes provenientes de vias profissionalizantes ou artísticas.
Por isso, a análise da procura será feita de forma global, procurando identificar quais os cursos mais procurados, o perfil dos candidatos e os fatores que influenciam as suas escolhas.
Universidade promete reforçar ligação ao território
Perante os resultados, a Universidade Politécnica de Beja afirma que pretende analisar a evolução curso a curso e reforçar a ligação às escolas, famílias, empresas e instituições do território.
A instituição pretende ainda avaliar de forma contínua a adequação e a atratividade da sua oferta formativa, numa estratégia que visa transformar a recuperação registada em 2026 numa trajetória sustentada de crescimento.
“Temos razões para reconhecer a recuperação alcançada este ano. Crescemos 60,1% no número de colocados, enquanto o crescimento nacional foi de 13,9%. É um resultado que nos encoraja, mas não nos permite acomodar”, afirma o reitor da Universidade Politécnica de Beja, Aldo Passarinho.
O responsável acrescenta que a instituição sabe “que ainda temos trabalho a fazer” e assume o compromisso de analisar os dados, ouvir estudantes e parceiros e agir sobre os aspetos que podem ser melhorados.
A 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso decorre entre 24 de agosto e 20 de setembro, constituindo uma nova oportunidade para os candidatos e para a Universidade.
Para a instituição, os resultados alcançados este ano representam, assim, “um ponto de partida” para uma estratégia de crescimento, com o objetivo de reforçar a qualidade, a atratividade e a confiança na Universidade Politécnica de Beja.
























