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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2026

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Turismo do Alentejo e Ribatejo exige apoios do Governo para empresários afetados pelas intempéries

O mau tempo que afetou várias regiões do país causou prejuízos em unidades e infraestruturas turísticas de diversos concelhos do Alentejo e do Ribatejo, levando o setor a exigir apoios governamentais a fundo perdido para garantir a recuperação da atividade.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Santos, sublinhou que a situação exige “respostas rápidas”, alertando que os empresários afetados não têm condições para recorrer a linhas de crédito. “São necessárias medidas a fundo perdido que apoiem a reconstrução das infraestruturas e a sobrevivência das empresas”, afirmou.

Segundo o responsável, no concelho de Alcácer do Sal o temporal afetou praticamente toda a restauração, assim como alguns alojamentos locais, incluindo um hotel, ainda que não estivesse em funcionamento. Registaram-se também danos em infraestruturas turísticas privadas noutros concelhos da região, nomeadamente Coruche, Salvaterra de Magos e Gavião, bem como em equipamentos públicos de apoio ao turismo em Mértola e Odemira.

A ERT do Alentejo e Ribatejo está a realizar, com o apoio dos municípios, um levantamento das unidades e estruturas afetadas, com o objetivo de apurar o número de ocorrências e quantificar os prejuízos. Apesar de não se tratarem de valores globais elevados, José Santos alertou que, para cada empresário, os danos são “gravíssimos”, uma vez que implicam a interrupção imediata da atividade, dificuldades no pagamento de salários e incerteza quanto à retoma.

O temporal, associado às depressões Kristin, Leonardo e Marta, provocou desde 28 de janeiro a morte de 15 pessoas em Portugal, além de centenas de feridos e desalojados. As principais consequências incluem destruição de casas e empresas, quedas de árvores e estruturas, cortes de estradas e falhas no fornecimento de energia, água e comunicações.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo estão entre as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até ao dia 15 em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que pode atingir os 2,5 mil milhões de euros.

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