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Sexta-feira, Maio 22, 2026

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Projeto de ‘Multibanco social’ avança para combater falta de acesso a numerário em zonas isoladas

Um novo projeto para a instalação de um ‘Multibanco social’ em freguesias mais isoladas do país deverá arrancar até ao final do primeiro semestre, com o objetivo de reforçar o acesso a numerário e combater o chamado “deserto de dinheiro físico”.

A iniciativa, que está a ser desenvolvida pela SIBS em articulação com várias entidades públicas e instituições bancárias, prevê a instalação de caixas automáticas em juntas de freguesia localizadas em regiões onde o acesso a serviços financeiros é mais limitado.

De acordo com informações avançadas pelo ECO, o projeto-piloto deverá abranger cerca de duas dezenas de freguesias, sendo direcionado sobretudo para territórios identificados pelo Banco de Portugal como mais distantes de pontos de acesso a numerário, segundo o estudo sobre a cobertura da rede de caixas automáticas e agências bancárias.

A SIBS confirmou estar a trabalhar numa solução que permita disponibilizar operações financeiras básicas do dia a dia nestas localidades, nomeadamente levantamentos de dinheiro, podendo futuramente incluir também pagamentos e transferências.

Apesar de mais de 98% da população portuguesa ter acesso a um multibanco ou balcão bancário a menos de cinco quilómetros — segundo dados de 2022 — persistem fortes assimetrias regionais. Atualmente, mais de 1.200 freguesias, o equivalente a cerca de 41% do total, não dispõem de qualquer meio físico para levantamento de dinheiro, havendo casos em que o acesso mais próximo se encontra a 17 quilómetros de distância.

O tema tem sido destacado pelo governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que defende a necessidade de garantir que todos os cidadãos tenham acesso ao numerário. “O que queremos é que as pessoas tenham escolha”, afirmou, sublinhando que o banco central não pretende “deixar ninguém para trás”.

Além do ‘Multibanco social’, está também em análise a possibilidade de implementar soluções como o ‘cash-in-shop’, que permite o levantamento de dinheiro em estabelecimentos comerciais — uma prática já comum noutros países, mas ainda pouco disseminada em Portugal.

A nova diretiva europeia de pagamentos deverá igualmente facilitar este tipo de operações, criando condições mais favoráveis para que os cidadãos possam aceder a dinheiro físico diretamente junto de comerciantes.

Fonte: ECO

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