Portugal assinala hoje quatro décadas como Estado-Membro da União Europeia, celebrando uma transformação profunda que teve início a 1 de janeiro de 1986. O que começou como a entrada na então Comunidade Económica Europeia (CEE), pouco tempo após o fim da ditadura, consolidou-se como um processo decisivo para o fortalecimento da democracia, a modernização económica e a afirmação dos valores de liberdade e dignidade humana. Atualmente, o sentimento de pertença é amplamente partilhado pela população, com 91% dos portugueses a concordarem que o país beneficiou significativamente com esta adesão.
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a importância histórica da data, sublinhando que Portugal regressou ao seu “lugar de direito” no coração da família europeia. Numa mensagem dirigida ao país, a responsável afirmou que o “jardim plantado à beira-mar” foi transformado do Minho ao Algarve, permitindo que os cidadãos vivam hoje mais tempo e com melhores rendimentos. Para assinalar o marco, será divulgado um spot publicitário comemorativo nos canais nacionais, integrando um conjunto de iniciativas de sensibilização que irão decorrer ao longo de todo o ano de 2026, organizadas pela Representação da Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu em Portugal.
Sofia Moreira de Sousa, Representante da Comissão Europeia em Portugal, reforça que estes 40 anos são uma trajetória extraordinária de crescimento. Segundo a responsável, o investimento europeu traduziu-se em melhores infraestruturas, saúde e educação, mas recorda que a relação é bidirecional. Portugal enriqueceu a União com a sua cultura, liderança na transição energética e proteção dos oceanos, além de servir como ponte estratégica para África e América do Sul. A integração é, assim, apresentada como um caso de sucesso onde os valores europeus serviram de base para a construção de um país mais justo e competitivo.
Os dados estatísticos relativos a estas quatro décadas confirmam o salto qualitativo do país. Desde 1986, a esperança média de vida subiu de 72,9 para 81,2 anos e o abandono escolar, que era de 50% em 1990, caiu para os 6,6%. No plano económico, o PIB per capita duplicou e o número de postos de trabalho aumentou substancialmente.
Com mais de 95 mil milhões de euros de fundos europeus investidos, Portugal viu ainda as suas exportações crescerem e o setor científico ser impulsionado por quase 3 mil milhões de euros em projetos de investigação, cimentando o seu destino como parte integrante e ativa do projeto europeu.


















