O Porto de Sines registou em 2025 uma redução de 12% no volume de movimentação total nos seus terminais, em comparação com o ano anterior, enquanto o Porto de Portimão apresentou crescimento no número de escalas de cruzeiros e passageiros.
Em comunicado, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) revelou que Sines encerrou o ano com um total de 42,1 milhões de toneladas movimentadas, refletindo a descida face a 2024. A APS atribuiu este resultado a diversos fatores, destacando as condições atmosféricas adversas nos meses de inverno, que impossibilitaram ou condicionaram a operação de navios durante 26 dias.
No segmento de granéis líquidos, a redução foi também influenciada pela paragem técnica da refinaria da Galp, no último trimestre de 2025, que levou a uma queda de cerca de 3 milhões de toneladas, totalizando 18 milhões de toneladas movimentadas neste terminal. Para 2026, a APS aponta boas perspetivas, destacando a requalificação do terminal para permitir a movimentação de novos combustíveis verdes e aumentar a capacidade operacional.
O Terminal de Gás Natural Liquefeito manteve a sua resiliência, registando volumes similares a 2024, apesar da forte pluviosidade, garantindo 96% do fornecimento nacional de gás para produção de energia.
No segmento de carga contentorizada, o Terminal de Contentores de Sines movimentou 1,7 milhões de TEU, refletindo uma queda de 10% face ao ano anterior, associada à instabilidade laboral ocorrida em 2025. A APS destaca, no entanto, o crescimento de 4% na carga ‘Import/Export’, impulsionado pelo tráfego com o hinterland e pela oferta competitiva de Sines para importadores e exportadores ibéricos.
Quanto ao Porto de Portimão, o destaque vai para o segmento de cruzeiros, com 56 escalas e 23.996 passageiros, correspondendo a 40% mais escalas e 70% mais passageiros do que em 2024. A APS considera estes números como um reforço do posicionamento de Portimão no mercado do Mediterrâneo, sobretudo para navios de média capacidade e luxo, promovendo o Algarve como destino de prestígio para cruzeiros.
Rádio Castrense / Lusa

















