Gonçalo Valente acusa autarquias de “passar culpas” ao Governo no atraso de obras e exige “verdade”
Gonçalo Valente, deputado da Aliança Democrática (AD) eleito por Beja reagiu à tomada de posição pública conjunta dos municípios de Moura, Castro Verde, Ourique e Serpa, garantindo que a responsabilidade pelos atrasos das obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é inteiramente das câmaras locais e não do Governo.
O deputado Gonçalo Valente, acusou publicamente os municípios de Moura, Castro Verde, Ourique e Serpa de faltarem à verdade e de demonstrarem uma “falta de honestidade política”. Em causa estão os recentes pedidos de explicações dirigidas pelas autarquias à Ministra da Saúde sobre, o calendário para uma solução alternativa de financiamento destinada às obras nos centros de saúde locais com o término do PRR.
De acordo com o parlamentar, em declarações à Rádio Castrense, “as Câmaras Municipais assumiram o compromisso logo no início de 2024 em realizar estas obras. O Governo assumiu a sua parte, que foi financiar as obras, e as autarquias assumiram a sua parte, que foi executá-las. As coisas não correram bem, e aquilo que seria mais natural e normal era as câmaras fazerem a sua mea-culpa, alegando os motivos que vieram dar naquilo que deu, e serem humildes e pedir ajuda.”
Gonçalo Valente lamentou a atitude dos presidentes de câmara envolvidos, defendendo que o Executivo é “completamente alheio” ao insucesso ou atraso do processo de execução das obras.
Apesar de considerar “injusta” a posição assumida pelos autarcas, Gonçalo Valente assegurou que o Executivo não deixará de responder às necessidades das populações. Por uma questão de “responsabilidade cívica e institucional”, o Governo está a trabalhar na procura de “outros instrumentos financeiros” para garantir a concretização das empreitadas em causa.
Gonçalo Valente concluiu esclarecendo que a sua intervenção não se trata de “nenhum ataque pessoal”, mas sim de uma reação para “repor a verdade dos factos” e garantir a transparência do processo perante os cidadãos do distrito.
“Os autarcas são sempre parte da solução e nunca parte do problema” afirma Marcelo Guerreiro
A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista (PS) repudiou as declarações do deputado do PSD eleito por Beja, que acusou os presidentes das câmaras municipais de Castro Verde, Moura, Ourique e Serpa de “falta de honestidade política atroz” por exigirem ao Governo garantias quanto à continuidade das obras de requalificação de equipamentos de saúde financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O presidente da Federação, Marcelo Guerreiro, apelou à união dos eleitos políticos da região na defesa dos investimentos na área da Saúde, considerando que a prioridade deve ser assegurar a continuidade dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Em declarações à Rádio Castrense, Marcelo Guerreiro defendeu que o foco deve estar na resolução dos problemas da região e não no confronto político.
“O mais importante é que os eleitos políticos da região se concentrem em defender a região e aquilo que é importante para o território, nomeadamente os investimentos na área da saúde, e menos em lançar ataques e ofensas aos autarcas, que são sempre parte da solução e nunca parte do problema”, afirmou.
O também presidente da Câmara Municipal de Ourique manifestou preocupação com a incerteza que envolve o financiamento de várias obras previstas no PRR, lembrando que o aproximar do prazo limite de execução e a rescisão de alguns contratos colocam em causa investimentos considerados essenciais para o Baixo Alentejo.
“Passado todo este tempo, alguns dos contratos começaram a ser rescindidos e ainda não sabemos em concreto qual vai ser a solução. O que nos deve mobilizar a todos — autarcas e deputados dos vários partidos — é defender o interesse da região, assegurando o financiamento para este conjunto de projetos”, sublinhou.
Entre as intervenções que considera prioritárias, Marcelo Guerreiro destacou o novo Centro de Saúde de Castro Verde e a obra da Urgência do Serviço Básico de Castro Verde, defendendo que o Governo deve encontrar rapidamente uma solução que permita garantir a continuidade da sua execução.
A Federação socialista reforça que a defesa dos investimentos na Saúde deve constituir uma causa comum a todos os representantes políticos da região, independentemente da sua filiação partidária, tendo em vista garantir melhores cuidados de saúde para as populações do Baixo Alentejo.
Odemira: Hélder Guerreiro defende união do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral numa única Comunidade Intermunicipal
O presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, defendeu uma reorganização territorial que junte o Baixo Alentejo e o Alentejo Litoral numa mesma comunidade intermunicipal. O autarca considera que “essa solução permitiria reforçar a coesão do território, melhorar a articulação entre municípios e aumentar a capacidade de representação política da região”.
Na sua intervenção, em declarações à Rádio Castrense, Hélder Guerreiro afirmou que sempre foi defensor da criação de uma comunidade intermunicipal do Baixo Alentejo, agregando os 18 municípios”. Argumentou que “uma reorganização desta natureza poderia traduzir-se numa maior presença parlamentar da região e numa ligação mais eficaz entre temas como mobilidade, acessibilidades e desenvolvimento económico”.
O autarca criticou ainda “a atual fragmentação administrativa”, sublinhando que “Odemira vive uma relação institucional dividida entre Beja e o Litoral Alentejano”. Na sua leitura, essa divisão “cria dificuldades na gestão do território e não responde às necessidades reais da população e dos serviços públicos”.
Hélder Guerreiro deixou também um aviso sobre o futuro do Baixo Alentejo, defendendo que “falta uma visão estratégica mais ambiciosa para a região”. O presidente da Câmara de Odemira lamentou “a ausência de consenso político e comparou o caso com outras regiões do país que avançaram com reorganizações territoriais consideradas mais assertivas”.
Beja entre os municípios mais procurados para arrendar casa com rendas abaixo dos mil euros
Beja está entre os municípios portugueses mais procurados para arrendar casa onde ainda é possível encontrar rendas inferiores a 1.000 euros mensais, segundo os dados do segundo trimestre de 2026 divulgados pelo idealista.
No total, 31 dos 50 concelhos mais procurados a nível nacional apresentam rendas medianas abaixo desse valor, refletindo uma mudança gradual no mercado de arrendamento, com o interior do país a ganhar cada vez mais expressão na procura.
No distrito de Beja, destaca-se também o concelho de Moura, que surge na 15.ª posição do ranking, com uma renda mediana de cerca de 600 euros mensais, evidenciando a atratividade crescente do território alentejano para quem procura soluções mais acessíveis.
Os dados revelam que a pressão do mercado imobiliário nas grandes áreas metropolitanas continua a empurrar a procura para fora dos grandes centros urbanos, levando cada vez mais pessoas a considerar municípios do interior, onde os preços são mais competitivos e a qualidade de vida surge como fator diferenciador.
Apesar de Lisboa e os seus arredores dominarem os primeiros lugares do ranking — com a Amadora na liderança, seguida da Trofa e de Vila Franca de Xira —, os preços elevados têm limitado a presença da própria capital na lista dos mais procurados.
Entre os municípios mais caros do ranking destaca-se Sintra, com uma renda mediana de 1.651 euros mensais, enquanto no extremo oposto surgem localidades do interior como Miranda do Douro (425 euros), Campo Maior (454 euros) e Aguiar da Beira (500 euros), confirmando a crescente procura por alternativas mais económicas.
Esta tendência reforça o papel de concelhos como Beja no panorama nacional do arrendamento, afirmando-se como opções cada vez mais relevantes para quem procura habitação a preços mais acessíveis fora das grandes cidades.
Foto: Rádio Castrense
GNR alerta para aumento do furto de catalisadores e reforça fiscalização em todo o país
A Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para o aumento do furto de catalisadores e outros componentes automóveis em Portugal, registado durante o primeiro semestre de 2026. Segundo os dados divulgados, houve uma subida de cerca de 19% face ao mesmo período do ano passado, totalizando 685 ocorrências — uma média de quase quatro crimes por dia.
Deste total, 178 processos-crime dizem respeito especificamente ao furto de catalisadores, um fenómeno que tem sido impulsionado pela valorização dos metais preciosos presentes no seu interior, como o ródio, a platina e o paládio, altamente procurados nos mercados internacionais.
A GNR explica que os autores destes furtos atuam de forma rápida, recorrendo a ferramentas como rebarbadoras portáteis, conseguindo remover o catalisador em menos de um minuto. Posteriormente, os materiais são encaminhados para circuitos ilegais de reciclagem e comercialização.
Em termos geográficos, os distritos de Setúbal, Porto, Lisboa e Aveiro registam o maior número de ocorrências, mas há aumentos significativos em zonas do interior, como Portalegre, Viseu e Leiria, o que demonstra a mobilidade das redes criminosas.
Perante este cenário, a GNR tem vindo a intensificar as ações de fiscalização, nomeadamente junto de oficinas, sucateiras e operadores de gestão de resíduos, com o objetivo de controlar a origem dos metais e travar os circuitos ilegais de escoamento. Paralelamente, foi também reforçada a vigilância rodoviária.
A autoridade apela ainda à colaboração dos cidadãos, recomendando medidas de prevenção como o estacionamento em locais iluminados e vigiados, a instalação de sistemas de proteção nos veículos e a denúncia imediata de comportamentos suspeitos às autoridades.
A GNR relembra que a compra ou venda de peças sem comprovativo legal de proveniência pode constituir crime de recetação, garantindo que continuará a apostar em ações de patrulhamento, fiscalização e sensibilização para combater este tipo de criminalidade.
XVII Feira da Caça de Mértola já tem data e abre inscrições para expositores e realiza-se num novo local
A XVII Feira da Caça de Mértola já tem data marcada e realiza-se nos dias 24, 25 e 26 de outubro de 2026, anunciou o Município de Mértola. O evento, considerado um dos mais importantes certames cinegéticos do país, traz novidades nesta edição, desde logo com a mudança de localização.
Pela primeira vez, a feira terá lugar no Parque Desportivo e de Lazer Municipal de Mértola, um espaço que oferece melhores condições para acolher expositores, atividades ao ar livre, demonstrações e os milhares de visitantes que todos os anos se deslocam ao concelho para celebrar a caça, a natureza e o mundo rural.
No âmbito da preparação do evento, encontram-se já abertas as inscrições para expositores. Empresas, associações, organizações do setor cinegético, produtores locais, artesãos e outras entidades interessadas podem formalizar a sua participação, estando toda a documentação necessária disponível através dos canais oficiais do Município.
Ao longo dos anos, a Feira da Caça tem-se afirmado como uma referência nacional na promoção da atividade cinegética sustentável, contribuindo para a valorização dos recursos naturais, da biodiversidade, da cultura rural e da economia local. A realização da 17.ª edição reforça também o posicionamento de Mértola como Capital Nacional da Caça, reunindo profissionais, caçadores, investigadores, associações e visitantes de todo o país.
A nova localização permitirá ampliar as áreas de exposição, melhorar a circulação do público e proporcionar novas experiências aos visitantes, mantendo a identidade que consolidou a feira como um evento de destaque no calendário cinegético nacional.
O Município de Mértola convida todos os interessados a consultar o edital, regulamento e restante documentação de participação, disponíveis para consulta, e a integrarem mais uma edição deste evento que celebra a tradição cinegética, a conservação da natureza, a gastronomia e a autenticidade do território.



