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Oferta de casas para arrendar cai em Portugal, mas Beja destaca-se com forte crescimento

A oferta de casas para arrendar em Portugal registou uma quebra significativa de 22% no segundo trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, o distrito de Beja surge em contraciclo, liderando o crescimento da oferta a nível nacional.

De acordo com dados divulgados pelo idealista, estavam disponíveis 40.716 imóveis para arrendamento de longa duração no país, num mercado que continua a evidenciar fortes assimetrias entre o litoral urbano e o interior.

Beja com maior crescimento do país

A nível distrital, Beja destacou-se com um aumento de 65% na oferta de casas para arrendar, o maior crescimento registado em todo o território nacional. Seguem-se a ilha da Madeira, com uma subida de 50%, e Bragança, com 44%.

Este crescimento coloca Beja como um dos territórios onde a oferta habitacional tem vindo a recuperar, contrastando com as fortes quebras registadas em distritos como Coimbra (-49%) e Porto (-42%).

Capitais com comportamentos distintos

Nas capitais de distrito e regiões autónomas, o cenário é mais desigual. Coimbra (-58%) e Porto (-52%) lideram as maiores quedas na oferta, seguidas de Lisboa (-27%). Em sentido oposto, cidades como Funchal (58%), Viana do Castelo (57%) e Vila Real (50%) registaram aumentos expressivos.

No caso de Beja, a oferta manteve-se estável na capital de distrito, sem variação face ao ano anterior.

Mercado continua pressionado nos grandes centros

Segundo Ruben Marques, porta-voz do idealista, os aumentos percentuais elevados em alguns territórios devem ser analisados com cautela, uma vez que podem representar apenas um número reduzido de imóveis adicionais.

“O problema real do arrendamento em Portugal concentra-se nos grandes centros urbanos, onde a oferta continua a cair e a pressão sobre as famílias é mais intensa”, sublinha.

Interior ganha peso na oferta

Os dados revelam uma tendência de recuperação da oferta em regiões do interior, como Beja e outros distritos alentejanos, ao mesmo tempo que o litoral urbano enfrenta uma escassez crescente de habitação para arrendamento.

A análise foi realizada pelo idealista/data, com base numa ampla base de dados própria e em informação pública e privada, com o objetivo de apoiar decisões estratégicas no setor imobiliário.

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