O concelho de Odemira prepara-se para lançar, em 2026, a edição zero da Bienal Arte e Ciência de Odemira, uma nova plataforma internacional dedicada à criação, experimentação e pensamento contemporâneo, fortemente ligada ao território, às comunidades e à diversidade cultural e ecológica da região.
Com curadoria de Hugo Cruz, a iniciativa pretende afirmar o concelho como um ponto de encontro entre arte, ciência, ambiente, educação e participação cidadã. O programa inclui residências artísticas, espetáculos, instalações, obras em espaço público, conversas e oficinas.
Sob o tema “Tentemos”, esta edição inaugural assume a experimentação como ponto de partida para imaginar novas realidades, incentivando práticas artísticas e sociais que explorem o “e se…”. A Bienal propõe-se como um espaço de escuta, dúvida e construção coletiva, valorizando abordagens interdisciplinares e colaborativas.
A programação aposta fortemente na criação coletiva, com residências artísticas que irão cruzar o conhecimento local com o pensamento contemporâneo internacional, promovendo novas formas de pensar o presente e o futuro, com as comunidades no centro da experiência cultural.
Segundo Hugo Cruz, a Bienal pretende ser “um cruzamento onde nos encontramos para tomar outras direções”, promovendo encontros entre comunidades locais, natureza, espaços públicos e artistas nacionais e internacionais, num convite a “imaginar novas formas de existir”.
Já Hélder Guerreiro destaca a iniciativa como um dos pilares estratégicos do concelho, sublinhando o papel da cultura e da ciência na criação de valor, conhecimento e qualidade de vida, reforçando a atratividade do território.
A edição inaugural da Bienal Arte e Ciência de Odemira decorrerá entre os dias 3 e 5 de outubro de 2026, marcando o início de um novo ciclo de criação contemporânea em Odemira, onde a cultura se afirma como motor de desenvolvimento, coesão social e sustentabilidade.
O programa completo será divulgado no mês de setembro.



















