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Mértola: Banhos proibidos nas Azenhas do Guadiana devido a riscos para a segurança

Entrou em vigor ontem, sexta-feira dia 31 de julho, a proibição da prática balnear nas Azenhas do Guadiana, no concelho de Mértola, por decisão da Autoridade Marítima Nacional, na sequência da identificação de vários riscos para a segurança naquele local.

O despacho, assinado pelo capitão do Porto e comandante local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, Sérgio Pardal, determina a interdição de banhos numa área específica do rio Guadiana, considerada de elevado risco.

Segundo a Autoridade Marítima, apesar de a zona aparentar reunir condições para utilização balnear, existem perigos significativos, nomeadamente correntes fortes e irregulares e um fundo instável, que pode provocar alterações súbitas de profundidade.

“Há locais onde se tem pé e, de repente, deixa de se ter”, alertou Sérgio Pardal, sublinhando a necessidade de evitar a utilização daquela zona para banhos.

A decisão surge depois de, este ano, se terem registado duas vítimas mortais nas Azenhas do Guadiana: um jovem de 16 anos, no início de julho, e um homem de 37 anos, em junho. As autoridades recordam ainda que, em anos anteriores, também ocorreram acidentes semelhantes naquele local.

A interdição aplica-se exclusivamente à prática de banhos e natação. Permanecem autorizadas outras atividades, como a pesca e a navegação em caiaque, embora as autoridades recomendem que os banhistas optem por zonas vigiadas, como a praia fluvial da Mina de São Domingos, também no concelho de Mértola.

Nos últimos dias, a Polícia Marítima realizou ações de sensibilização junto dos frequentadores das Azenhas do Guadiana, alertando para os riscos existentes e informando sobre a entrada em vigor da proibição.

O incumprimento da interdição constitui uma contraordenação, punível com coimas entre os 400 e os 40 mil euros.

A área sob jurisdição da Capitania de Vila Real de Santo António no rio Guadiana estende-se desde a foz até às Azenhas do Guadiana, abrangendo a zona agora interditada à prática balnear.

Fonte: Rádio Castrense / Lusa.

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