O livro O Vinho de Talha no Baixo Alentejo é apresentado esta quinta-feira, 22 de outubro, pelas 18h00, no Centro Interpretativo do Vinho de Talha, em Vila de Frades, no concelho de Vidigueira. A obra, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), integra as iniciativas de Baixo Alentejo – Cidade Europeia do Vinho 2026.
Coordenada por Manuel Baiôa, a publicação reúne textos do próprio coordenador e de João Pereira Santos, com fotografia de Ricardo Zambujo, e propõe uma viagem pela história, pela cultura e pelas técnicas associadas ao vinho de talha, uma das tradições mais emblemáticas da vitivinicultura alentejana.
Ao longo de oito capítulos, o livro acompanha a evolução da vinha e do vinho no Baixo Alentejo, desde a Antiguidade até à atualidade, estabelecendo ligações com outras regiões do Mediterrâneo e do Cáucaso onde continuam a ser utilizadas práticas ancestrais de vinificação em recipientes de barro.
A obra aborda a história da vitivinicultura, a talha enquanto objeto e expressão dos saberes artesanais, as vinhas tradicionais e os processos de produção, sem esquecer o papel das adegas e tabernas e o renascimento do vinho de talha nas últimas décadas.
A publicação destaca ainda o contributo de Vila de Frades e da associação Vitifrades para a preservação e valorização desta tradição, bem como as iniciativas desenvolvidas noutras localidades alentejanas. O livro termina com uma reflexão sobre os desafios de salvaguardar este património cultural imaterial e de o transformar numa oportunidade de desenvolvimento sustentável para o território.
Manuel Baiôa, coordenador da obra, é doutorado em História Contemporânea pela Universidade de Évora, professor e investigador do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da mesma universidade. Nos últimos anos, tem dedicado parte da sua investigação à história da vinha, do vinho e da cultura da talha no Alentejo.
Com esta publicação, a CIMBAL pretende contribuir para um maior conhecimento do vinho de talha e reforçar a valorização de uma prática ancestral que continua a marcar a identidade cultural e vitivinícola do Baixo Alentejo, num ano em que a região assume o título de Cidade Europeia do Vinho 2026.





















