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Governo avança com expansão da fibra ótica para todo o país e aposta na coesão digital

O Governo formalizou a assinatura de contratos com a dstelecom para a expansão da rede de fibra ótica a todo o território nacional, numa medida que pretende garantir acesso à internet de alta velocidade a habitações, empresas e diversas infraestruturas, com especial atenção às regiões de baixa densidade.

A cerimónia decorreu esta sexta-feira, em Carrazeda de Ansiães, e marcou o arranque de um projeto que prevê a instalação, gestão e manutenção de redes de comunicações eletrónicas de capacidade muito elevada. O objetivo passa por assegurar que todo o país beneficie de conectividade rápida e eficiente, eliminando assimetrias no acesso às tecnologias digitais.

Com esta iniciativa, todos os edifícios — residenciais, comerciais, industriais e agrícolas — deverão passar a dispor de acesso a redes de última geração, permitindo melhorar as condições de trabalho, competitividade e qualidade de vida, sobretudo nos territórios do interior.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, destacou que este investimento vai além da criação de infraestruturas, representando um passo decisivo para um desenvolvimento mais equilibrado do país. O governante sublinhou que persistem desigualdades no acesso à internet e à rede móvel, considerando essencial garantir igualdade de oportunidades a todas as regiões.

Já o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, classificou a iniciativa como um momento determinante para o futuro do território, referindo que melhores condições de conectividade poderão incentivar o teletrabalho, atrair população qualificada e contribuir para a fixação de jovens fora dos grandes centros urbanos.

O projeto envolve as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, sendo a CCDR do Norte responsável pela gestão global, e resulta de um concurso público internacional ganho pela empresa DSTelecom, encarregue da implementação da rede.

Esta operação integra a Estratégia Nacional para a Conectividade 2023-2030, que estabelece como meta garantir cobertura de rede Gigabit em todo o território até ao final da década.

O investimento conta com uma comparticipação pública na ordem dos 30 milhões de euros, financiada por fundos europeus, através do FEDER, no âmbito do Portugal 2030, bem como por receitas provenientes do leilão do 5G.

Foto: Rádio Castrense

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