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Quarta-feira, Janeiro 21, 2026

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Gonçalo Valente critica CCDR Alentejo pela redução de verba para a modernização da linha do Alentejo

Em comunicado enviado à Rádio Castrense, Gonçalo Valente, deputado da AD eleito por Beja, vem lembrar que “a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo decidiu unilateralmente reduzir de 80 milhões para apenas 20 milhões de euros a dotação financeira prevista no programa regional Alentejo 2030 para o projeto de modernização da linha ferroviária Casa Branca-Beja” e sublinhar que “esta decisão, que segundo fontes não tem qualquer envolvimento do Governo Central, suscitou preocupação sobre a viabilidade da execução da obra”.

O parlamentar lembra que, “o investimento total para a modernização desta linha estratégica está orçado em cerca de 400 milhões de euros, sendo que 80 milhões de euros deveriam ser assegurados pelo programa regional Alentejo 2030, sob a gestão da CCDR Alentejo”. A redução de 60 milhões de euros “levanta a questão da capacidade da CCDR em encontrar uma alternativa financeira robusta e consistente para cobrir a verba retirada, evitando o risco de comprometer a empreitada” frisa Gonçalo Valente.

A Infraestruturas de Portugal (IP) já manifestou o seu desacordo com esta revisão, sublinhando o caráter estratégico da modernização da Linha Casa Branca-Beja, tanto para o Alentejo como para o país. Face a esta situação, “resta agora à CCDR Alentejo empenhar-se em garantir o avanço do projeto, recorrendo urgentemente a outros instrumentos financeiros para solucionar o problema criado na região” defende o deputado da AD.

A polémica escalou com críticas à Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) por, alegadamente, ter direcionado as responsabilidades para o Governo, que se declara alheio à decisão, em vez de questionar a entidade gestora, a CCDR Alentejo. A questão central que a CIMBAL deveria ter colocado à CCDR, e que exige uma resposta cabal e sem subterfúgios, é: “Para onde vão os 60 milhões de euros que nos foram retirados?” questiona Valente.

Adicionalmente, foi criticada a postura da CIMBAL, de maioria socialista, por alegar que o Baixo Alentejo “continua a contar pouco para quem tem a responsabilidade de nos governar”, ignorando que a decisão da CCDR, eleita pelos socialistas alentejanos, não teve intervenção governamental. Gonçalo Valente recorda que “os últimos governos socialistas subjugaram o Baixo Alentejo à total irrelevância social, económica e territorial”, e acrescenta que “o atual Governo tem procurado inverter essa situação com decisões tomadas nos primeiros tempos de mandato e consideradas decisivas para o futuro da região”.

A evolução do processo será acompanhada de perto, “aguardando-se respostas que sirvam os superiores interesses do Baixo Alentejo” destaca Valente.

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