A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a alertar para uma burla que envolve a simulação de acidentes de viação e que está a provocar prejuízos cada vez mais elevados às vítimas.
Nos primeiros seis meses de 2026, foram registadas 30 denúncias relacionadas com este esquema em Portugal, mais 15,4% do que no mesmo período de 2025. Os prejuízos ascendem já a 72.540 euros, praticamente o mesmo montante registado durante todo o ano passado, quando foram contabilizados 77.480 euros.
O distrito de Faro apresenta a maior incidência, com seis denúncias, seguindo-se Lisboa, Porto, Viseu e Beja.
Como funciona a burla?
De acordo com a GNR, o esquema começa normalmente quando os criminosos seguem uma vítima depois de esta sair de um parque de estacionamento, muitas vezes junto a superfícies comerciais.
Os suspeitos utilizam sinais de luzes ou avisos sonoros para levar o condutor a parar e, posteriormente, afirmam que ocorreu uma colisão. Para sustentar a história, apontam para danos no veículo, como riscos ou espelhos partidos, que podem já existir.
A abordagem é geralmente cordial e convincente. Em alguns casos, os burlões fazem-se acompanhar por mulheres ou crianças, procurando transmitir uma maior sensação de confiança.
Depois, os suspeitos pressionam a vítima para resolver a situação de imediato, tentando convencê-la a efetuar um pagamento e a evitar uma participação às autoridades ou o envolvimento das seguradoras.
GNR deixa recomendações
Perante um acidente suspeito, a GNR aconselha os condutores a não efetuarem pagamentos imediatos no local, nem entregarem o cartão bancário ou revelarem o código PIN.
É igualmente recomendado fotografar os veículos e os danos existentes, solicitar a documentação da outra parte e preencher a declaração amigável de acidente. Sempre que necessário, deve também ser contactada a seguradora.
Perante uma situação suspeita, a GNR aconselha a contactar de imediato as autoridades.
A Guarda alerta ainda que, caso alguém insista para que a vítima se desloque a um multibanco ou tente resolver a situação através de pagamentos informais, deve ser recusada essa abordagem e procurada a intervenção das autoridades e das seguradoras.
Foto: Rádio Castrense

























