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Festival Terras sem Sombra leva música, património e biodiversidade a Coruche nos dias 11 e 12 de julho

O Festival Terras sem Sombra passa por Coruche nos dias 11 e 12 de julho com um programa dedicado ao tema do tempo e do território, propondo uma reflexão sobre a evolução da paisagem e da ocupação humana, desde os monumentos megalíticos que testemunham as primeiras comunidades agropastoris até à obra de irrigação do Vale do Sorraia, responsável por transformar profundamente a agricultura da região.

A componente musical do programa decorre na noite de 11 de julho, às 21h30, com o concerto “Cúspides do Sentimento: Uma Aproximação à Música dos Séculos XVIII-XX”, interpretado pelo Trío Berenson. O espetáculo reúne obras de compositores como Joseph Haydn, Antonín Dvořák e Joaquín Turina, numa viagem pela música dos séculos XVIII a XX.

Na tarde de sábado, às 15h00, realiza-se a atividade dedicada ao património, intitulada “Uma Rota Milenar: O Megalitismo na Região de Coruche”. O roteiro convida os participantes a conhecer a cultura material e espiritual das comunidades que habitaram o território durante a Proto-História, através da descoberta do património megalítico da região.

Já na manhã de domingo, 12 de julho, às 09h30, a biodiversidade estará em destaque com a iniciativa “Do Arroz ao Pinhão: Em Torno da Obra de Irrigação do Vale do Sorraia (1951-2026)”. A atividade aborda a relação entre engenharia, agricultura e ecologia, evidenciando o impacto da obra de irrigação na transformação da paisagem e dos ecossistemas do Vale do Sorraia.

Com esta programação, o Festival Terras sem Sombra reforça a sua aposta na valorização integrada da música, do património e da biodiversidade, promovendo uma abordagem multidisciplinar ao território e à sua história.

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