O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento significativo das condições meteorológicas em Portugal continental devido à influência da depressão ORIANA. A partir da tarde desta quarta-feira, 12 de fevereiro, são esperados períodos de chuva, por vezes forte e persistente, sobretudo no litoral das regiões Norte e Centro e na região de Lisboa e Vale do Tejo.
O mau tempo deverá ainda fazer-se sentir com vento forte, com rajadas que podem atingir os 80 km/h, podendo chegar aos 100 km/h nas terras altas. Está igualmente prevista forte agitação marítima na costa ocidental, com ondas de oeste/noroeste até seis metros, que poderão alcançar os 11 metros de altura máxima.
De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), existe risco significativo de inundações nos próximos dias em várias bacias hidrográficas do país. Entre as zonas potencialmente afetadas estão municípios das bacias do Mondego, Tejo, Sorraia, Vouga, Águeda, Sado, Minho, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e Guadiana, abrangendo dezenas de concelhos de norte a sul do território continental.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta que o período mais crítico deverá ocorrer entre a tarde de hoje e o dia de amanhã, 13 de fevereiro, com especial incidência na região de Lisboa e Vale do Tejo. A precipitação intensa registada nos últimos dias contribuiu para a saturação dos solos, fragilização das margens dos rios e subida dos caudais, aumentando a probabilidade de cheias e inundações urbanas.
São expectáveis transbordos de cursos de água, inundações em zonas urbanas por obstrução dos sistemas de drenagem, instabilidade de vertentes com risco de deslizamentos e derrocadas, além de pisos rodoviários escorregadios e possíveis cortes de estradas. O vento forte poderá provocar queda de árvores e desprendimento de estruturas móveis, enquanto a forte agitação marítima representa perigo acrescido na orla costeira.
Face a este cenário, a Proteção Civil recomenda a adoção de medidas preventivas, nomeadamente a desobstrução de sistemas de escoamento, a retirada de bens e veículos de zonas inundáveis, a não travessia de áreas alagadas e a fixação adequada de estruturas soltas. É ainda aconselhada condução defensiva, especial cuidado junto a áreas arborizadas e a evitação de atividades na orla costeira.
As autoridades apelam à população para que acompanhe as informações meteorológicas e hidrológicas divulgadas pelo IPMA, pela APA e pela Proteção Civil, mantendo-se atenta às indicações das forças de segurança.

















