A Distrital de Beja do CHEGA criticou a forma como decorreu a II.ª volta das Eleições Presidenciais, afirmando que deixou de existir um debate político “livre e plural” em Portugal.
Em comunicado, a estrutura distrital considera que se assistiu à “defesa cerrada de um regime instalado”, com o envolvimento da comunicação social e de várias figuras públicas, que, segundo o partido, atuaram para travar a candidatura de André Ventura. “André Ventura não foi tratado como adversário político, mas como uma ameaça existencial”, lê-se na nota assinada por Mário Cavaco.
O CHEGA de Beja sustenta ainda que a cobertura mediática teve como objetivo “condicionar o voto” e não esclarecer os eleitores, afirmando que “o que se viu foi propaganda, da pior espécie, em defesa da autopreservação do sistema”.
Quanto aos resultados eleitorais, a distrital destaca a votação obtida por André Ventura, acima dos 33%, defendendo que este resultado “fixou e reforçou a base eleitoral do CHEGA” e demonstra que “o País virou à direita”. Para o partido, a vitória do candidato vencedor resultou de um “cordão sanitário erguido para impedir que qualquer força questione o status quo”.
No comunicado, a estrutura local conclui que André Ventura “sai politicamente vencedor” destas Presidenciais e rejeita as acusações de ameaça à democracia, afirmando que o incómodo que provoca decorre do “risco real que representa para um regime corrupto e esgotado”.

















