A campanha “Cinto-me Vivo”, integrada no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026, terminou com 619 infrações relacionadas com a não utilização ou utilização incorreta de dispositivos de segurança, como o cinto de segurança, sistemas de retenção para crianças e capacete.
A operação decorreu entre 8 e 14 de setembro e envolveu a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Das 619 infrações detetadas, 609 ocorreram no Continente e dez nas Regiões Autónomas. A GNR registou 499 infrações e a PSP 120.
Ao longo da campanha, as forças de segurança fiscalizaram presencialmente ou através de radares 3.758.836 veículos e condutores, tendo sido registadas, no total, 20.312 infrações rodoviárias.
Sete mortos em 2.800 acidentes
Entre 8 e 14 de setembro, foram registados em território nacional 2.800 acidentes, dos quais resultaram sete vítimas mortais, 70 feridos graves e 972 feridos leves.
No Continente ocorreram 2.630 acidentes, que provocaram seis mortos, 65 feridos graves e 929 feridos leves.
Nas Regiões Autónomas foram registados 170 acidentes, com uma vítima mortal, cinco feridos graves e 43 feridos leves.
Na área de jurisdição da GNR registaram-se 1.679 acidentes, com cinco mortos, 51 feridos graves e 546 feridos leves. Na área de atuação da PSP ocorreram 1.121 acidentes, que provocaram duas vítimas mortais, 19 feridos graves e 426 feridos leves.
Face ao período homólogo de 2025, registaram-se menos três vítimas mortais, menos quatro feridos graves e menos 14 feridos leves, além de uma redução no número de acidentes.
8.210 passageiros do banco traseiro vítimas de acidentes
A campanha procurou também chamar a atenção para a importância da utilização correta dos sistemas de segurança, sobretudo por parte das crianças.
Dados referentes ao período entre 2021 e 2024 indicam que 8.210 passageiros que viajavam no banco traseiro sem um sistema de retenção adequado foram vítimas de acidentes rodoviários. Deste total, 274 ficaram gravemente feridos e 69 morreram.
Durante a campanha foram ainda sensibilizados 500 condutores e passageiros para a importância da utilização de cadeirinhas e sistemas de retenção homologados, do cinto de segurança em todos os lugares do veículo e do capacete devidamente ajustado.
No Continente realizaram-se cinco ações conjuntas de sensibilização e fiscalização: uma no distrito de Viana do Castelo, duas no distrito de Castelo Branco e outras duas no distrito da Guarda.
A iniciativa contou também com a participação dos serviços das administrações regionais dos Açores e da Madeira.
A ANSR, a GNR e a PSP sublinham que a fiscalização, acompanhada de sensibilização, é uma das medidas mais eficazes para promover comportamentos seguros na estrada.
Até ao final do ano serão realizadas mais duas campanhas no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização 2026, incidindo sobre temas como a velocidade, o álcool, a utilização do telemóvel, os veículos de duas rodas a motor e, pela primeira vez, os utilizadores vulneráveis.
As autoridades reforçam que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que muitas das suas consequências mais graves podem ser evitadas através de comportamentos responsáveis por parte de todos os utilizadores da estrada.






















