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Sábado, Abril 18, 2026

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Barragem do Monte da Rocha iniciou descargas para o rio Sado após atingir capacidade máxima

A Barragem do Monte da Rocha começou no domingo a efetuar descargas de água para o rio Sado, confirmou à Rádio Castrense a Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, entidade responsável pela gestão da albufeira situada no concelho de Ourique.

De acordo com o diretor-adjunto da associação, Ilídio Martins, a descarga deverá manter-se apenas por um curto período, sendo considerada ligeira devido à ausência de precipitação significativa e à falta de caudais consistentes que alimentem a barragem. Os dados mais recentes indicam que a albufeira ultrapassou ligeiramente a capacidade máxima, atingindo cerca de 100,1% de armazenamento, o que corresponde a quase 103 milhões de metros cúbicos de água.

A situação repete-se nas restantes barragens sob gestão da associação, que também se encontram cheias. Nesse contexto, está em curso articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente para criar condições que permitam encaixar parte da água nos próximos dias. A estratégia passa por evitar novas descargas enquanto decorre a drenagem natural dos terrenos e perante a ausência de previsão de chuva significativa até ao final do mês.

A albufeira do Monte da Rocha tem um papel essencial no abastecimento público de vários concelhos do distrito de Beja, incluindo Ourique, Almodôvar e Castro Verde, servindo ainda parte dos territórios de Mértola e Odemira. A infraestrutura assegura igualmente a rega de cerca de 1.800 hectares agrícolas no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

Há cerca de um ano, esta barragem encontrava-se entre as que apresentavam menores níveis de armazenamento em Portugal, com apenas 13% da capacidade. Atualmente, decorrem obras que vão permitir a ligação do Monte da Rocha ao sistema de Alqueva, através da barragem do Roxo, em Aljustrel, num investimento próximo dos 30 milhões de euros que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.

As fortes chuvas associadas às depressões recentes provocaram elevados impactos no país, com vítimas mortais, danos em habitações e infraestruturas, cortes de serviços e cheias em várias regiões, sobretudo no Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. A situação de calamidade decretada para os concelhos mais afetados terminou no domingo.

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