A Comissão Dinamizadora de AMAlentejo reuniu no passado dia 6 de julho para fazer um ponto de situação da sua estrutura e definir estratégias com vista à retoma do processo de criação das Regiões Administrativas, consideradas o terceiro pilar do Poder Local Democrático.
Num momento em que a Assembleia da República volta a discutir a regionalização, o movimento reafirma a importância desta reforma para o desenvolvimento regional e a coesão territorial, defendendo que o atual modelo centralista tem demonstrado limitações na resposta às necessidades das regiões.
Em comunicado, a AMAlentejo sublinha que, passados mais de 30 anos sobre o referendo, a criação da Região Administrativa do Alentejo é hoje “ainda mais necessária e inadiável”, lembrando a vontade reiterada dos alentejanos expressa ao longo dos anos em assembleias municipais e congressos regionais.
Após um período de menor atividade, marcado por ciclos eleitorais e reorganizações autárquicas, a comissão pretende agora retomar o contacto com a população e dinamizar esforços para colocar novamente a regionalização na agenda política.
Entre as iniciativas previstas está a realização de uma reunião da Comissão Promotora, agendada para setembro, na Casa do Alentejo, em Lisboa, com o objetivo de alargar a participação a novos membros e redefinir a sua estrutura. O encontro deverá envolver eleitos locais, associações, instituições de ensino e cultura, bem como agentes económicos e sociais da região.
A AMAlentejo destaca ainda que o Alentejo é uma região com identidade geográfica e cultural bem definida, alertando para as desigualdades provocadas por políticas centralistas e defendendo uma maior participação na definição de estratégias regionais.
No ano em que se assinalam os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e do Poder Local Democrático, o movimento considera fundamental promover um debate alargado e esclarecedor sobre as vantagens da regionalização, prevendo a realização de encontros e debates em todas as sub-regiões do Alentejo.
O objetivo passa por mobilizar a sociedade civil e reforçar a discussão pública em torno de um modelo que, segundo a AMAlentejo, poderá potenciar o desenvolvimento económico, social e territorial da região.






















