A Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE) estreia, nos dias 22 e 23 de maio, às 21h30, no Teatro Garcia de Resende, em Évora, a nova criação da coreógrafa Nélia Pinheiro, intitulada A Vida Feral, Sem Desviar o Olhar.
A obra propõe uma reflexão sobre a memória da violência humana e os ciclos recorrentes de destruição, perda e sobrevivência ao longo da história. Em cena, os intérpretes atravessam um espaço marcado por tensão, vulnerabilidade e resistência, num diálogo contínuo entre passado e presente.
Inspirada simbolicamente na figura de Noé, não como salvador, mas como testemunha, a peça evoca uma humanidade que tenta preservar fragmentos e construir abrigo, mesmo perante o colapso iminente. O espetáculo convida o público a permanecer diante da perda, encarando a fragilidade e a violência sem recorrer a soluções fáceis.
Com direção e coreografia de Nélia Pinheiro, a criação conta com interpretações de Francisco Freire, Gustavo Nunes, Inês Afonso, Inês Gil, Rafaela Nunes e Sara Gomes. A componente sonora é assinada por Gonçalo Almeida Andrade, os figurinos por José António Tenente e o desenho de luz por Nuno Meira. O projeto inclui ainda acompanhamento artístico e científico de Suresh Nampuri.
A produção é da CDCE 2026, com apoio do C.A.M – Centro Artes Marvila, e resulta de uma coprodução entre a Companhia de Dança Contemporânea de Évora e o Cine-Teatro Avenida.
A estreia em Évora reforça a ligação da companhia à cidade e integra o seu percurso contínuo de criação contemporânea. A CDCE é uma estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes, com o apoio da Câmara Municipal de Évora.



















