Morreu a Cantora Popular Cláudisabel. A notícia é avançada pela TDS – Telefonia do Sul.
Segundo a estação radiofónica, a cantora algarvia, natural de Loulé, foi vítima de um acidente de viação na A2 – Autoestrada do Sul, ao quilómetro 85, no sentido Norte-Sul. Tinha 40 anos. O acidente causou ainda um ferido.
Segundo a TDS, nas operações de socorro estiveram 24 operacionais, apoiados por 12 veículos, dos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal, GNR, Brisa e Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital do Litoral Alentejo.
Cláudia Isabel, conhecida por Claudisabel, era uma das mais bem-sucedidas cantoras de música ligeira em Portugal, com uma carreira consolidada de duas décadas e meia, cheia de singles de sucesso e álbuns de ouro. A sua discografia conta já com outro trabalhos de originais, o último lançado no ano de 2020, intitulado “Condenada”.
A cantora, que nasceu no Algarve – em Faro, mas viveu sempre em Loulé – a 4 de Outubro de 1982, tomou como nome artístico a justaposição do seu nome real, Cláudia Isabel, e foi uma das artistas mais reconhecidas e caminhada pelo público português.
Inicio da carreira de Cláudia Isabel
A carreira pública de Claudisabel pode ter começado nos anos 90, mas toda a sua vida foi feita com o microfone na mão. Aos seis anos já subia aos palcos, interpretando temas infantis em concertos no Algarve, onde ainda hoje vive.
Ao 12 anos venceu o primeiro de muitos concursos de radio e passa a integrar um trio de música ligeira. Mais tarde, ingressa no Conservatório Regional do Algarve, onde tem aulas de canto e integra o grupo “Vocallis”, consolidando-a definitivamente para a carreira musica que aí vem.
Apenas um ano depois, em 1995, editava o trabalho de estreia, chamado “Dizias Tu, Pensava Eu”. O seu sucesso foi imediato e não mais cessou a partir daí. À sua voz imponente, mas ao mesmo tempo doce, Cláudia Isabel juntava segurança e confiança em palco, que lhe conferiam presença e carisma, atraindo desde logo os olhares e a atenção do grande público.
A partir daí seguiu-se “Pensei com o Coração”, em 1998, e, apenas um ano depois, “Preciso d’Um Herói”, que incluía o single homónimo e que continua a ser o seu tema mais reconhecível.
Foi este disco que a consolidou como uma das maiores cantoras de música ligeira em Portugal. Uma artista essencialmente romântica, que tanto alterna um registo mais intimista e apaixonado, com outro mais atrevido e picante, sem cair na vulgaridade, como acontece com outras cantoras.
Além disso, os seus discos apresentam sempre arranjos cuidados e de bom gosto, servindo as canções e nunca o oposto. Não é por acaso que, na viragem do século, a terra onde nasceu lhe presta tributo, reconhecendo-a como a melhor voz feminina do Algarve.
Claudisabel lançaria em 2001 o seu quarto trabalho, chamado “Meu Sonho Azul”, que voltou a ter grande sucesso, especialmente graças ao single “Não Vou Voltar a Chorar”. “Preto no Branco” seria o sucessor, quatro anos depois, e “Quem és tu” vê a luz do dia em 2009.
Entretanto, depois de uma década afastada dos estúdios, Claudisabel regressa com “Condenada”, um trabalho em que se redefine e aborda um estilo diferente, que funde os ritmos urbanos com a língua portuguesa.
Entretanto, a carreira de Claudisabel passou ainda pelo festival da canção, quando concorreu com “Contra Tudo e Contra Todos”, uma produção do compositor espanhol Jordi Cubino, corria o ano de 2010.
Claudisabel não seria a representante portuguesa, numa edição que ficou a cargo de Filipa Azevedo, mas cumpria assim um sonho de infância, alcançando um marco dourado na carreira de qualquer artista europeu.
Fontes: TDS – telefonia do Sul / Boas.pt
Foto: Boas.pt
















