Tiago Casimiro, depitado municipal do PSD na Asembleia Municipal de Almodôvar, defende maior atenção “à delinquência juvenil, ao abandono escolar e à falta de oportunidades” e pede uma “intervenção política mais próxima dos jovens”.
Tiago Casimiro, estudante de Ciência Política considera que “os problemas da juventude no distrito de Beja exigem uma resposta política mais próxima do território”.
Numa reflexão sobre os jovens do distrito, recorda o relatório da Comissão de Análise Integrada da Delinquência Juvenil e da Criminalidade Violenta, divulgado em abril de 2024, que, com dados de 2023, colocava Beja entre os distritos com valores mais elevados de delinquência juvenil e maior expressão de criminalidade grupal.
Para Tiago Casimiro, estes dados não devem servir para “condenar uma geração”, mas para compreender os contextos que podem contribuir para situações de delinquência, abandono escolar ou falta de oportunidades.
“Uma criança que entra num percurso de delinquência não nasceu destinada a isso. Um aluno que abandona a escola não é apenas um número. Um jovem que não encontra oportunidades não é simplesmente alguém que ‘não quis trabalhar’”, afirma.
Tiago CAsimiro defende ainda que “o debate sobre juventude deve incluir os jovens que ficam fora dos percursos habitualmente associados ao sucesso escolar, académico, associativo ou desportivo” e considera que também as juventudes partidárias devem reforçar a sua ligação às comunidades locais. “Não podem existir apenas para discutir política. Têm de existir para fazer política”, defende.
Na sua perspetiva, a participação política deve passar pelo conhecimento dos problemas concretos dos diferentes concelhos e pela sua transmissão a quem tem capacidade de decisão.
Sublinha que os jovens de Almodôvar, Moura, Odemira, Beja, Serpa, Mértola, Castro Verde ou dos restantes concelhos do distrito vivem sobretudo nos territórios onde estudam, trabalham e procuram construir o seu futuro.
“Se não podemos resolver, podemos alertar. Se não podemos decidir, podemos exigir”, afirma.
Para Tiago Casimiro, a política de juventude não deve estar centrada apenas em cargos ou estruturas partidárias, mas nas condições que permitem aos jovens estudar, trabalhar e, eventualmente, regressar e permanecer no território.
“Talvez devêssemos deixar de perguntar apenas porque é que os jovens não entram nas juventudes partidárias. Talvez devêssemos começar por perguntar: o que estamos a fazer para que eles queiram entrar?”, questiona.
A reflexão termina com um apelo à liderança política no distrito: “Falta coragem a quem lidera”.





















