A recente saída de milhares de imigrantes de Portugal está a gerar forte preocupação junto de vários setores da economia nacional. A informação foi avançada pelo jornal Expresso, que na passada sexta-feira destacou o impacto negativo deste fenómeno em áreas essenciais como os lares de idosos, hotelaria, agricultura e outros serviços.
De acordo com os dados mais recentes, mais de 45 mil imigrantes terão abandonado o país nas últimas semanas, num êxodo considerado “extremamente preocupante” para o funcionamento de várias atividades económicas que dependem fortemente de mão de obra estrangeira.
Os efeitos desta saída já começam a fazer-se sentir, sobretudo em setores onde a escassez de trabalhadores poderá comprometer a prestação de serviços e a produtividade. Lares de idosos e unidades hoteleiras estão entre os mais vulneráveis, a par da agricultura, que tradicionalmente recorre a trabalhadores imigrantes para garantir as campanhas sazonais.
Confrontado com estes números, o presidente do NERBE – Associação Empresarial do Distrito de Beja, David Simão, manifestou preocupação com a situação, garantindo que acompanha o tema com atenção. O responsável sublinha que esta tendência poderá ter consequências significativas para o tecido empresarial, especialmente em regiões do interior, onde a falta de recursos humanos já é uma realidade.
Perante este cenário, cresce o alerta para a necessidade de medidas que garantam a fixação de trabalhadores e a estabilidade do mercado laboral, evitando impactos mais profundos na economia portuguesa.
Foto: Rádio Castrense





















