A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam, entre os dias 19 e 25 de maio de 2026, uma nova campanha de segurança rodoviária no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026, desta vez dedicada aos veículos de duas rodas a motor.
Sob o lema “Duas Rodas – Agarre-se à Vida”, esta é a quinta de um total de 11 campanhas previstas para este ano e a segunda centrada nos motociclos e ciclomotores, considerados um dos grupos mais vulneráveis nas estradas.
A iniciativa pretende alertar os condutores para os comportamentos de risco associados à condução destes veículos, promovendo práticas mais seguras, responsáveis e defensivas. Paralelamente, procura também sensibilizar os restantes utilizadores da via para a importância da partilha segura do espaço rodoviário.
Tal como nas restantes ações do PNF, a campanha integra duas vertentes: ações de sensibilização, a cargo da ANSR, e operações de fiscalização, realizadas pela GNR e pela PSP, com especial incidência nos comportamentos de risco ligados a acidentes graves.
Sinistralidade continua elevada
Os dados mais recentes reforçam a preocupação das autoridades. Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram-se 34.177 acidentes com vítimas envolvendo veículos de duas rodas a motor.
Destes acidentes resultaram 439 vítimas mortais, 3.028 feridos graves e 34.514 feridos leves. Embora a maioria das vítimas sejam condutores e passageiros de motociclos e ciclomotores, os números incluem também outros intervenientes, como peões e ocupantes de outros veículos.
Segundo o PNF 2026, quase metade da sinistralidade grave com este tipo de veículos ocorre em meio urbano e em estradas nacionais, onde a exposição ao risco é maior.
Principais comportamentos de risco
A campanha alerta, em particular, para várias práticas perigosas, entre as quais:
- Excesso de velocidade;
- Ultrapassagens perigosas;
- Circulação irregular entre filas de trânsito;
- Manobras bruscas ou mudanças de direção sem sinalização;
- Condução sob o efeito de álcool ou substâncias psicotrópicas;
- Uso incorreto ou ausência de capacete e equipamento de proteção;
- Condução distraída;
- Falta de perceção dos motociclistas por outros condutores.
As autoridades recordam que o uso adequado de capacete homologado e de equipamento de proteção pode reduzir significativamente a gravidade das lesões em caso de acidente.
As ações de sensibilização vão decorrer em simultâneo com operações de fiscalização em locais e vias identificados como mais críticos em termos de sinistralidade.
O Plano Nacional de Fiscalização é desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP, seguindo recomendações europeias e alinhado com o objetivo da Visão Zero 2030, que visa eliminar as mortes nas estradas.
As autoridades sublinham que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que muitas das suas consequências podem ser evitadas com a adoção de comportamentos seguros por todos os utilizadores da via.
Foto: Rádio Castrense


















