A concelhia de Partido Socialista em Almodôvar divulgou um comunicado dirigido à população onde contesta o discurso do atual executivo municipal, afirmando que a narrativa de contenção financeira e falta de recursos “caiu por terra”.
Os socialistas defendem que os dados da prestação de contas de 2025 “demonstram uma situação financeira estável”, apontando para “mais de 21 milhões de euros de receita, dívida reduzida, pagamentos a fornecedores em cerca de cinco dias, mais de seis milhões de euros em tesouraria a 30 de setembro de 2025 e um saldo de gerência superior a 4,2 milhões de euros a transitar para 2026”.
Segundo o PS, “estes números resultam de documentos oficiais apresentados em Assembleia Municipal e validados por revisores oficiais de contas”, sustentando que “não havia bancarrota”, ao contrário do que terá sido transmitido pelo executivo.
No comunicado, os socialistas referem ainda que, “além da situação financeira, existiam projetos estruturados e prontos a avançar, incluindo financiamentos aprovados, concursos lançados e empreitadas adjudicadas”.
Entre os exemplos apontados, o partido destaca “a construção de uma creche, a requalificação do complexo desportivo e campos de padel, a Área de Acolhimento Empresarial de Gomes Aires e o parque de estacionamento da Rua do Algarve”, alegando que “vários destes projetos terão sido atrasados ou suspensos após a mudança de executivo”.
O Partido Socialista acusa ainda a atual gestão de “privilegiar decisões de caráter político, em detrimento da continuidade de investimentos considerados importantes para o concelho”, referindo igualmente “o aumento de avenças, ajustes diretos, nomeações e outras despesas”.
A concelhia de Almodôvar conclui que “continuará a acompanhar a situação”, afirmando estar empenhada em esclarecer a população sobre o que considera serem “os factos reais” da gestão municipal.



















