A EMAS – Empresa Municipal de Água e Saneamento de Beja, veio a público esclarecer informações divulgadas na comunicação social regional relativamente à greve em curso, iniciada a 30 de março de 2026.
Em comunicado, a empresa explica que “o pré-aviso de greve foi apresentado pelo STAL, abrangendo o trabalho prestado em regime de prevenção, incluindo trabalho extraordinário e períodos escalados fora do horário normal”. O sindicato manifestou desde o início oposição à definição de serviços mínimos.
Segundo a EMAS, “foram realizadas várias reuniões na DGERT, quer para tentar resolver o diferendo de fundo, quer para alcançar um entendimento quanto à fixação de serviços mínimos”. No entanto, “não foi possível chegar a acordo entre as partes” diz a empresa.
Perante a ausência de consenso e tendo em conta que a atividade da empresa responde a necessidades sociais essenciais, a EMAS “solicitou a fixação de serviços mínimos por despacho ministerial”. O pedido foi aceite, tendo os serviços mínimos sido definidos por despacho conjunto da Ministra do Ambiente e Energia e do Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, datado de 27 de março.
A empresa refere ainda que, “não tendo o STAL indicado os trabalhadores a afetar aos serviços mínimos, como previsto na lei, essa responsabilidade foi assumida pela própria EMAS”.
No comunicado, a empresa sublinha que “a definição de serviços mínimos resulta da existência da greve e não o contrário”, reforçando também que “não foi a EMAS a determinar esses serviços, mas sim as entidades competentes”.
Apesar da paralisação, a EMAS garante que, até ao momento, “a greve não teve impacto no normal funcionamento dos serviços prestados à população”. A empresa reafirma ainda “o respeito pelo direito à greve, assegurando simultaneamente o compromisso de continuar a garantir serviços essenciais com qualidade e segurança”.


















