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Quinta-feira, Fevereiro 12, 2026

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Festival Terras Sem Sombra promove integração de comunidades migrantes através da música

O Festival Terras Sem Sombra, que se realiza entre fevereiro e dezembro, terá início no próximo dia 28 de fevereiro e vai percorrer 13 concelhos alentejanos e um espanhol, com uma programação que combina música, património e atividades ambientais. Um dos eixos centrais desta 22.ª edição é a integração das comunidades migrantes, utilizando a música como instrumento de aproximação e partilha cultural.

O diretor-geral do festival, José António Falcão, explicou que o evento se organiza em torno de dois pilares: o território e a sociedade civil, destacando a cultura como “agente de transformação da sociedade”. “A integração das comunidades migrantes não é algo superficial, mas uma necessidade objetiva da nossa sociedade. A cultura ajuda a criar pontes através do mútuo conhecimento”, afirmou.

Entre as iniciativas da edição de 2026 está uma produção especial da obra “O Carnaval dos Animais”, de Camille Saint-Saëns, que será adaptada com a colaboração das comunidades migrantes, promovendo a participação cultural de diferentes origens. O espetáculo está marcado para 18 de abril, na Herdade do Marmelo, em Figueira dos Cavaleiros, no concelho de Ferreira do Alentejo.

Com o mote “Alegres Campos, Verdes Arvoredos: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)”, o festival celebra também os 500 anos de Luís Vaz de Camões e estabelece uma ligação entre arte e natureza. Nesta edição, a Polónia é o país convidado, através da Associação dos Compositores de Música de Câmara, numa colaboração que visa “pensar a Europa em conjunto” e reforçar a projeção do Alentejo no contexto da Capital Europeia da Cultura Évora 2027.

O festival abrirá em Arroches, com atividades previstas também no Ribatejo, em Coruche, nos dias 11 e 12 de julho, e na Espanha vizinha, em Ribera de Arriba, próximo de Oviedo, nos dias 30 e 31 de maio. Além dos concelhos já conhecidos, haverá ainda um “concelho mistério”, a revelar posteriormente.

A direção artística desta edição é assumida por um comissariado de voluntários, incluindo José António Falcão, mantendo o modelo habitual do festival: cada concelho recebe um concerto de música erudita, uma visita guiada ao património e uma atividade ambiental. Entre os espetáculos previstos, destaca-se a apresentação da ópera “Maria Stuart”, de Martin Hennessy, no dia 21 de novembro, no Teatro Pax Julia, em Beja, pela Companhia de Ópera LaJoven, de Espanha. Ao todo, a programação incluirá cerca de 20 atividades musicais, com atenção especial à criação e renovação do público para a música erudita.

O festival volta a atribuir o Prémio Internacional Terras sem Sombra, instituído em 2011, que homenageia personalidades ou instituições que se destacam na promoção da música, valorização do património cultural ou salvaguarda da biodiversidade. A entrega do prémio está prevista para 28 de março, no Auditório Municipal António Chainho, em Santiago do Cacém, distrito de Setúbal.

O orçamento do Festival é de cerca de 200 mil euros, e a programação completa pode ser consultada em www.terrassemsombra.pt .

Rádio Castrense / Lusa

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