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Quarta-feira, Fevereiro 11, 2026

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Utentes regressam ao lar da Misericórdia de Mértola após subida do Guadiana

Os utentes do lar da Santa Casa da Misericórdia de Mértola começaram hoje a regressar às instalações da instituição, depois de terem sido retirados preventivamente no passado dia 4 de fevereiro, devido à subida do nível das águas do Rio Guadiana.

Em declarações à agência Lusa, o provedor da SCMM, José Alberto Rosa, explicou que a operação de regresso teve início durante a manhã, a partir do lar de São Miguel do Pinheiro, onde os utentes estavam temporariamente instalados, devendo ficar concluída perto da hora de almoço. “Esta tarde já devemos ter todo o pessoal aqui”, afirmou.

Dos 72 utentes retirados na noite da cheia, 71 regressam agora à instituição, mantendo-se um deles em casa de familiares. O transporte está a ser assegurado pelo autocarro da Misericórdia, no caso dos utentes com maior mobilidade, enquanto os restantes são deslocados em carrinhas adaptadas. Os bombeiros apoiam a operação, garantindo o transporte em maca de duas ou três pessoas com maiores limitações físicas.

Durante a última semana, os utentes estiveram acolhidos no lar de São Miguel do Pinheiro, equipamento inaugurado no ano passado, mas que ainda não se encontrava em funcionamento pleno. A situação obrigou a um esforço logístico acrescido por parte da instituição, já que as refeições continuaram a ser confecionadas em Mértola e a roupa tratada igualmente na vila, implicando deslocações constantes. O provedor reconheceu que esta solução temporária criou constrangimentos significativos e desgaste tanto para utentes como para funcionários.

Também os beneficiários do centro de dia regressam hoje às instalações da Santa Casa, situadas na Achada de São Sebastião, junto às margens do Guadiana.

Recorde-se que desde 28 de janeiro, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, morreram 15 pessoas em Portugal, registando-se ainda centenas de feridos e desalojados. As intempéries provocaram danos significativos em habitações, empresas e infraestruturas, além de quedas de árvores, encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas. O Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao próximo dia 15 em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros.

Rádio Castrense / Lusa

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