A Aliança Democrática (AD) de Castro Verde anunciou ter chegado a um entendimento com o Partido Socialista (PS) para garantir a estabilidade política no mandato autárquico do próximo quadriénio. Este acordo surge na sequência das eleições de 12 de outubro, que resultaram na perda da maioria do PS tanto na Assembleia Municipal como na Assembleia de Freguesia, forçando a abertura de contactos entre as duas forças políticas.
Segundo o comunicado emitido pela AD, a coligação manifestou-se disponível para viabilizar o Orçamento e as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2026, mediante a inclusão de medidas concretas com impacto direto na qualidade de vida dos munícipes. O PS aceitou integrar no documento seis propostas da AD, que abrangem áreas sociais, empresariais e culturais.
Entre as medidas acordadas, destacam-se a criação de um regulamento de apoio ao tecido empresarial, a construção do Centro Interpretativo da Batalha de Ourique e a implementação de um Cartão Solidário que subsidiará 80% do preço dos medicamentos.
O acordo inclui igualmente um regulamento de apoio à recuperação de habitações para pessoas carenciadas, a atribuição de subsídios de natalidade e de apoio escolar, e o desenvolvimento de um loteamento municipal com preços acessíveis, destinado a jovens casais.
A AD, no entanto, ressalva que este entendimento não representa um “apoio incondicional” ao PS, e que a aprovação final dependerá do “rigor e do cumprimento efetivo” das medidas acordadas. Assinado por Adolfo Vitorino, o comunicado afirma que a AD “apoia sempre soluções que fazem bem a Castro Verde” e manterá o seu papel de “fiscalizar com independência e rigor”.
Justificando a sua decisão de não integrar a Mesa da Assembleia Municipal, a coligação defende que “quem governa deve ser escrutinado”, assumindo que exercerá o papel de “equilíbrio, vigilância e seriedade institucional, com total liberdade”.
A AD compromete-se, por fim, a iniciar uma “nova era de informação e contacto permanente com a população” e a manter uma postura “livre, independente e vigilante” nas assembleias.














