A associação ambientalista ZERO considera que o projeto do Novo Cais de Carga Geral do Porto de Sines pode assumir um papel relevante na transição energética e no desenvolvimento de uma cadeia industrial associada à eólica offshore em Portugal.
Promovido pela Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), o projeto representa um investimento superior a 90 milhões de euros e encontra-se em consulta pública no âmbito do respetivo Estudo de Impacte Ambiental.
Num parecer apresentado durante este processo, a ZERO alerta, contudo, que a utilização futura do terminal ainda não está suficientemente definida.
As características previstas para o novo cais, nomeadamente a capacidade de carga, as áreas de terrapleno e a ligação ferroviária, conferem-lhe condições para apoiar o desenvolvimento da indústria eólica offshore.
A ZERO defende, por isso, que o terminal seja orientado para atividades de maior valor acrescentado, como a montagem, manutenção e reparação de equipamentos, bem como para serviços de logística especializada. O objetivo seria contribuir para a criação de uma cadeia industrial em Portugal ligada à produção de energia eólica no mar.
A ZERO entende, assim, que a definição clara da vocação futura do terminal será determinante para garantir que o investimento público e privado associado ao novo cais de Sines contribua não apenas para a movimentação de cargas, mas também para a criação de capacidade industrial e tecnológica ligada à transição energética, como afirma Carolina Silva da associação, em declarações à Rádio Castrense.
Segundo a associação, estas medidas permitiriam reduzir progressivamente a utilização de combustíveis fósseis nas operações portuárias e aumentar o contributo do novo cais para os objetivos de descarbonização.





















