O Governo e os sindicatos da UGT selaram, esta quarta-feira, um acordo plurianual que define a trajetória dos rendimentos no Estado para os próximos anos. O documento, assinado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, prevê aumentos salariais para todos os trabalhadores da Administração Pública já no decorrer do presente ano, estabelecendo uma estratégia de atualizações anuais consecutivas que se estenderá até 2029.
Uma das medidas centrais deste compromisso é a valorização da base remuneratória da função pública. Segundo o plano traçado, o salário mínimo no Estado deverá atingir os 1117 euros num horizonte de três anos, refletindo o esforço do executivo em reforçar os rendimentos na esfera pública.
Contudo, a medida está longe de gerar consenso entre as estruturas sindicais. A presidente do STAL – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, Cristina Torres, manifestou uma posição crítica em relação ao entendimento alcançado. Em declarações sobre o tema, a dirigente considerou que “o acordo estabelecido com a UGT não é suficiente para fazer face às necessidades da classe”, classificando-o como mais um passo para o “empobrecimento dos trabalhadores”.














