A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo prepara-se para um novo ciclo de governação com as eleições agendadas para o próximo dia 12 de janeiro. O principal protagonista desta sucessão é o socialista Ricardo Pinheiro, antigo autarca de Campo Maior e ex-secretário de Estado do Planeamento, que se perfila como o sucessor de António Ceia da Silva na presidência do organismo. Em declarações recentes, o atual deputado do PS confirmou que conta com o apoio dos dois maiores partidos para a sua candidatura, a qual se encontra em fase de formalização documental. O percurso de Ricardo Pinheiro inclui uma década na liderança da Câmara de Campo Maior e a presidência da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, experiência que agora transporta para esta nova etapa administrativa.

Este processo eleitoral decorre no âmbito de um entendimento político entre o PSD e o PS, que estabeleceram um acordo para a partilha das presidências das cinco CCDR do país. Segundo este compromisso, os sociais-democratas assumirão a liderança no Norte e Centro, enquanto os socialistas ficarão responsáveis por Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. No caso específico da região alentejana, o acordo prevê ainda que a vice-presidência a ser votada pelos autarcas seja ocupada por um nome do PS, sendo Aníbal Reis Costa, atual vice-presidente e antigo autarca de Ferreira do Alentejo, o candidato indicado. Por outro lado, o vice-presidente a eleger pelo Conselho Regional será uma indicação direta do PSD, garantindo assim o equilíbrio político previsto entre as duas forças partidárias.
As eleições, reguladas por diploma recentemente publicado e promulgado, terão um formato de votação indireta, ocorrendo em simultâneo em todas as assembleias municipais, comunidades intermunicipais e áreas metropolitanas do país. Esta reforma administrativa introduzida pelo Governo da AD altera a estrutura interna das CCDR, que passarão a contar com um presidente e dois vice-presidentes eleitos, aos quais se juntarão mais cinco vice-presidentes nomeados pelo Governo para pastas setoriais específicas, como Educação, Saúde, Cultura, Ambiente e Agricultura.
O escrutínio de 12 de janeiro de 2026 marcará, assim, o arranque de um modelo de gestão mais complexo e com maior representatividade territorial no Alentejo.


















