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Sábado, Fevereiro 21, 2026

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PS contesta encerramento da Linha do Alentejo durante eletrificação do troço Casa Branca – Beja

A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista (PS) manifestou publicamente a sua “profunda preocupação” e “total discordância” perante o anunciado encerramento do troço ferroviário entre Casa Branca e Beja. A suspensão da circulação, prevista para durar dois anos, foi a solução adotada pelo ministro Miguel Pinto Luz para viabilizar as obras de eletrificação de 63,5 quilómetros da Linha do Alentejo. No entanto, os socialistas contestam “veementemente” esta decisão, argumentando que “a interrupção total prejudica gravemente as populações locais e ignora alternativas tecnicamente viáveis”.

O PS recorda que o anterior Governo “havia inserido no caderno de encargos da Infraestruturas de Portugal (IP) uma orientação específica para que a intervenção decorresse sem grandes condicionalismos”. Essa alternativa previa que os trabalhos fossem realizados maioritariamente num período de interrupção diária, entre as 00h30 e as 04h30, “o que permitiria manter a circulação de 12 comboios diários”. A Federação sublinha que “a escolha pelo encerramento total representa um retrocesso face à planificação anterior, que garantia a mobilidade da região durante o período de obras”.

Para além dos transtornos imediatos, o Partido Socialista critica o que considera ser uma “versão minimalista” do projeto e uma gritante ausência de visão estratégica para o Alentejo. Segundo a Federação, “a solução atual abandona pilares fundamentais para o desenvolvimento regional, como a ligação ferroviária ao Aeroporto de Beja para transporte de passageiros e mercadorias” e a reabertura do troço entre Beja e Funcheira, que permitiria a ligação direta ao Algarve. O partido “lamenta que um investimento de 300 milhões de euros não seja aproveitado para potenciar o crescimento económico”, limitando-se ao que classifica como “mínimos olímpicos”.

Em comunicado, a estrutura regional socialista acusa o atual Executivo de “falta de ousadia no aproveitamento dos fundos comunitários” e de demonstrar uma “tacanhez” política ao alterar o projeto inicial.

Para a Federação do Baixo Alentejo, este desfecho “fecha portas a oportunidades cruciais de coesão territorial”, revelando um “desinvestimento na ambição necessária para alavancar a economia de toda a região sul do país através da modernização ferroviária integral”.

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