A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. promoveu, no dia 18 de junho de 2026, a reunião do Conselho Geral do Observatório para a Transição Justa do Alentejo Litoral, que teve lugar no Instituto de Nossa Senhora de Fátima, em Vila Nova de Milfontes, no concelho de Odemira.
Enquanto entidade responsável pela dinamização e coordenação deste instrumento, a CCDR Alentejo reafirma, através do Observatório, o compromisso com a condução de um processo de transição energética sustentável, justo e gerador de novas oportunidades para o território.
A sessão contou com a presença do presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, naquela que foi a sua primeira participação no Observatório, ocasião marcada por uma intervenção com forte enfoque estratégico sobre o papel deste mecanismo no futuro da região.
A abertura dos trabalhos incluiu as boas-vindas do vice-presidente da Câmara Municipal de Odemira, Ricardo Cardoso, seguindo-se a intervenção de Ricardo Pinheiro, que apresentou o enquadramento estratégico do Observatório, sublinhando a sua relevância como instrumento de governação e articulação entre políticas públicas, agentes económicos e parceiros sociais.
Na sua intervenção, o responsável destacou que o Observatório deve funcionar como um espaço ativo de acompanhamento, avaliação e antecipação, capaz de transformar os desafios da transição energética em oportunidades concretas para o Alentejo Litoral, defendendo ainda uma forte proximidade ao território e às populações, garantindo que “ninguém fica para trás”.
Foi igualmente sublinhada a importância de uma atuação integrada, alinhada com os instrumentos de política pública e com os financiamentos disponíveis, nomeadamente o Fundo para uma Transição Justa (FTJ), destacando o papel da CCDR Alentejo na coordenação e monitorização da sua implementação na região.
Durante a reunião, o Conselho Geral aprovou a ata da sessão anterior e analisou a proposta de Plano de Ação do Observatório, que define prioridades nas áreas da diversificação económica, qualificação de recursos humanos e promoção do emprego.
Foi ainda apresentado o ponto de situação da execução do FTJ, evidenciando o número de candidaturas submetidas e o volume de investimento aprovado, com especial destaque para a inovação produtiva e a diversificação económica.
No plano social, foi analisada a evolução das medidas de apoio aos ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, encerrada em 2021, sublinhando-se os instrumentos de integração no mercado de trabalho e os mecanismos de compensação de rendimentos destinados a garantir uma transição equilibrada.
A reunião permitiu também apreciar o Plano Anual de Avisos 2026/2027, que prevê investimentos em áreas como habitação acessível, mobilidade sustentável, inovação empresarial e qualificação profissional.
A CCDR Alentejo reforça que “este Observatório assume um papel central na construção de uma transição energética que promova desenvolvimento, coesão e futuro para o Alentejo Litoral”.



















