O Festival Terras sem Sombra anuncia o regresso da cerimónia do Prémio Internacional Terras sem Sombra, que este ano distingue cinco personalidades — uma portuguesa e quatro estrangeiras — nas áreas da música, património, biodiversidade, cooperação internacional e novos talentos. A 28 de março, o Auditório Municipal António Chainho acolhe a entrega dos galardões, numa cerimónia organizada em parceria com o município e presidida pela infanta Maria Francisca de Bragança. Cada premiado receberá uma obra de arte criada pela artista plástica Tânia Gil, cujo trabalho combina pintura, desenho e instalação, valorizando a relação entre matéria, memória e território.
O diretor-geral do festival, José António Falcão, destaca que o prémio simboliza o reconhecimento do mérito e da gratidão, valores que considera por vezes esquecidos, e sublinha a importância da presidência da infanta Maria Francisca como sinal de renovação do evento, agora com um formato mais abrangente. Para o presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Bruno Gonçalves Pereira, o regresso do festival representa um entusiasmo comparável ao “filho pródigo”, reunindo músicos de renome internacional que habitualmente não atuam fora dos grandes centros culturais.
A cerimónia será encerrada com um piccolo concerto em dois momentos: “A Vida em 88 Teclas: Peças que Marcaram a Minha Trajetória”, pelo pianista Josep Maria Colom, e “Merci: Palavras sob a Forma de Música”, pela jovem acordeonista francesa Judith Tahan.
Os galardões são atribuídos a personalidades de excelência: na categoria Música, o prémio vai para Josep Maria Colom, pianista espanhol laureado com o Prémio Nacional de Música de Espanha e com carreira internacional consolidada; em Património, a distinção é atribuída a Carolino Tapadejo, investigador e defensor da conservação da natureza em Castelo de Vide; na categoria Biodiversidade, a investigadora francesa Lauriane Mouysset é reconhecida pelo seu trabalho em economia da biodiversidade; o diplomata checo Martin Pohl recebe o prémio Serviço à Comunidade/Cooperação Internacional, enquanto Judith Tahan é distinguida na nova categoria Sons sem Sombra/Novos Talentos.
O prémio, instituído em 2011, visa homenagear figuras ou instituições que se destacam internacionalmente nas áreas abrangidas pelo festival, promovendo o cosmopolitismo e a diversidade cultural na região do Alentejo. A 22.ª temporada do TSS decorre até dezembro sob o tema “Alegres Campos, Verdes Arvoredos: Música e Biosfera (Da Idade Média à Criação Contemporânea)”, com a próxima etapa marcada para Ferreira do Alentejo, nos dias 18 e 19 de abril, destacando o concerto “O Carnaval dos Animais – Peça para Dois Pianos e Orquestra”, de Camille Saint-Saëns. O festival conta com o apoio da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação La Caixa e a colaboração da Administração dos Portos de Sines e do Algarve.


















