O mercado pecuário iniciou o ano de 2026 com uma tendência de forte valorização, segundo os dados mais recentes do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA). Entre os dias 5 e 11 de janeiro, registou-se um aumento generalizado nos preços médios dos borregos em diversas categorias de peso, com especial incidência na região do Campo Branco. Esta zona, que compreende os concelhos do sul do distrito de Beja, tem visto a sua produção ser alvo de uma intensa procura, tanto no mercado interno como no plano internacional, o que tem impulsionado as cotações para níveis elevados.
No entanto, este cenário de preços favoráveis para quem vende esconde uma realidade difícil para os produtores da região. António Lopes, presidente do Campo Branco – Agrupamento de Produtores Agropecuários, sediado em Castro Verde, confirma que, embora os valores de mercado sejam positivos, existe uma carência acentuada de animais para satisfazer as encomendas. Segundo o dirigente, esta escassez de oferta é o resultado direto do impacto da doença da língua azul, que tem dizimado efetivos e limitado a disponibilidade de gado, criando um desequilíbrio entre a elevada procura mundial e a capacidade de resposta das explorações alentejanas.














