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Investimento de 1,57 milhões reforça abastecimento de água em Aljustrel

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O concelho de Aljustrel vai beneficiar de uma intervenção significativa ao nível do abastecimento de água, após a consignação da empreitada promovida pela Águas Públicas do Alentejo (AGDA). A obra, considerada estratégica para o território, representa um investimento superior a 1,57 milhões de euros.

A formalização do arranque do projeto decorreu nos Paços do Concelho, onde foi assinada a consignação entre a entidade gestora e a empresa responsável pela execução, estando prevista a conclusão dos trabalhos no prazo de um ano.

A intervenção abrangerá várias freguesias e inclui um conjunto de melhorias estruturais no sistema, nomeadamente a renovação de condutas e a criação de novas interligações entre infraestruturas. Um dos principais objetivos passa por aumentar a autonomia do Reservatório R12, reduzindo a sua dependência de outros pontos de abastecimento da vila.

Com estas alterações, o sistema deverá tornar-se mais equilibrado e eficiente, aliviando a pressão sobre a conduta de Santa Bárbara e garantindo uma distribuição mais regular da água, sobretudo em zonas que têm registado maiores dificuldades, como Vale d’Oca.

O projeto contempla ainda a requalificação de equipamentos fundamentais, incluindo os reservatórios de São João de Negrilhos e de Rio de Moinhos, bem como a conduta em alta que serve Messejana.

No total, a empreitada deverá ter impacto direto em cerca de sete mil habitantes, contribuindo para uma melhoria global da rede de abastecimento e para uma maior fiabilidade no fornecimento de água em todo o concelho.

LIVRE defende ambição política para novas Universidades Politécnicas de Beja e Portalegre

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A transformação do Instituto Politécnico de Beja e do Instituto Politécnico de Portalegre em Universidades Politécnicas é vista pelo partido LIVRE como um passo significativo para o reforço do ensino superior no Interior do país. Em comunicado, o Núcleo Territorial do Alentejo sublinha que esta mudança representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por estas instituições ao longo das últimas décadas, ao nível do ensino, da investigação e da ligação ao território.

Para o partido, esta nova designação deve marcar o início de uma etapa mais ambiciosa, capaz de reforçar a atratividade da região para estudantes, docentes e investigadores, bem como impulsionar a inovação e o desenvolvimento económico, social e cultural do Alentejo.

Apesar do avanço, o LIVRE alerta para os desafios persistentes no Interior, como a perda de população, o envelhecimento demográfico, a dificuldade em fixar jovens qualificados e as desigualdades territoriais. Neste contexto, considera que o ensino superior pode ser determinante para inverter esta realidade, desde que acompanhado por uma estratégia política consistente e financiamento adequado.

O partido defende, por isso, um reforço do investimento público nas novas universidades, incluindo melhores condições para contratação e valorização de docentes, mais infraestruturas científicas, residências estudantis e apoio aos centros de investigação. Destaca ainda a importância da internacionalização e da cooperação com a região espanhola da Extremadura, bem como a criação de cursos alinhados com áreas estratégicas como a transição climática, gestão da água, energias renováveis, turismo sustentável, saúde e inovação digital.

O LIVRE sublinha também a necessidade de cooperação entre instituições de ensino superior da região, defendendo uma articulação entre a Universidade de Évora e as novas Universidades Politécnicas de Beja e Portalegre, de forma a criar uma rede complementar de conhecimento ao serviço do Alentejo.

Para o partido, esta evolução institucional constitui “uma excelente notícia”, mas alerta que o seu sucesso dependerá da capacidade do Estado em garantir os meios necessários para que estas instituições cumpram plenamente a sua missão. O LIVRE reafirma ainda “o compromisso com um ensino superior público de qualidade, descentralizado e inclusivo”, defendendo que “o desenvolvimento do país também passa pelo reforço do Interior”.

Uma em cada 10 casas vendidas em menos de uma semana — Beja acompanha tendência, mas mercado continua mais lento

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Cerca de 10% das casas colocadas à venda em Portugal no segundo trimestre de 2026 foram retiradas do mercado em menos de sete dias, revelando um segmento de “vendas relâmpago” no setor imobiliário. Os dados são do idealista, que analisou o comportamento do mercado a nível nacional, por capitais de distrito e por regiões.

Apesar destas vendas rápidas, a maioria dos imóveis continua a demorar mais tempo a encontrar comprador. Segundo o estudo, 18% das casas foram vendidas entre uma semana e um mês, 31% entre um e três meses e a maior fatia — 35% — entre três meses e um ano. Apenas 6% permaneceram no mercado por mais de 12 meses.

Capitais: Beja entre as cidades com vendas rápidas, mas também com prazos mais longos

Entre as capitais de distrito, Aveiro, Coimbra e Porto lideram nas vendas mais rápidas, com 11% dos imóveis vendidos em menos de sete dias. Logo a seguir surge Braga (10%) e o Funchal (9%).

Beja aparece num grupo intermédio, com 8% das casas vendidas em menos de uma semana — ao nível de Faro, Leiria e Viana do Castelo — demonstrando que também no Alentejo existem negócios a concretizar-se rapidamente.

No entanto, os dados mostram outra realidade relevante: Beja está também entre os mercados onde as vendas demoram mais tempo. Cerca de 39% dos imóveis são vendidos entre três meses e um ano, um valor acima da média nacional, o que evidencia um ritmo de absorção mais lento da oferta.

Distritos: Beja mantém equilíbrio, mas longe dos mais dinâmicos

Quando analisado o distrito de Beja, os números confirmam esta tendência mista. Cerca de 8% das casas são vendidas em menos de sete dias, um valor alinhado com várias regiões do país, mas ainda distante dos territórios mais dinâmicos, como o Porto e a ilha da Madeira, onde esse indicador atinge os 15%.

A maioria das transações no distrito distribui-se por prazos intermédios: 27% das casas são vendidas entre uma semana e um mês e outros 27% entre um e três meses. Já 35% dos imóveis demoram entre três meses e um ano a sair do mercado, enquanto apenas 3% ultrapassam esse período.

Mercado com ritmos distintos no país

A análise evidencia fortes assimetrias regionais. Enquanto zonas como o Porto e a Madeira registam maior rapidez nas vendas, outras regiões, sobretudo do interior, continuam a enfrentar prazos mais longos.

Ainda assim, o facto de uma em cada 10 casas ser vendida em menos de uma semana demonstra que, mesmo em mercados menos dinâmicos como Beja, existe procura ativa — sobretudo para imóveis com preços ajustados e boas características.

O retrato geral aponta para um mercado imobiliário resiliente, mas marcado por diferentes velocidades, onde a localização continua a ser determinante no tempo de venda dos imóveis.

Santiago do Cacém: Homem detido por tráfico de droga em Vila Nova de Santo André

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Um homem de 36 anos foi detido no passado dia 2 de agosto por tráfico de estupefacientes, no concelho de Santiago do Cacém, pelo Comando Territorial de Setúbal da GNR, através do Posto Territorial de Santo André.

A detenção ocorreu no âmbito de uma ação de patrulhamento na localidade de Vila Nova de Santo André, quando os militares da Guarda abordaram um indivíduo que evidenciou um comportamento suspeito perante a sua presença.

No decorrer das diligências policiais, foi realizada uma revista pessoal de segurança, tendo sido possível apurar que o suspeito se encontrava na posse de produto estupefaciente.

Da operação resultou a apreensão de 113 doses de cocaína, 226 doses de heroína e ainda 627,67 euros em numerário.

O suspeito foi detido e permaneceu nas instalações da Guarda, tendo sido presente, no dia 4 de agosto, no Departamento de Investigação e Ação Penal de Setúbal, para aplicação das respetivas medidas de coação.

As alterações climáticas são “a grande dor de cabeça do setor agrícola” afirma Hélder Alves

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A Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos Romane (APCOR) considera que as alterações climáticas representam atualmente a maior “dor de cabeça” para o setor agrícola, face aos crescentes desafios e dificuldades que estão a impor aos produtores.

Em declarações à Rádio Castrense, Hélder Alves, presidente da direção da APCOR, alerta para o impacto significativo que as condições climatéricas adversas têm vindo a provocar na atividade, nomeadamente ao nível da produção, da disponibilidade de recursos e da sustentabilidade das explorações.

O responsável sublinha que é fundamental uma maior sensibilidade política, tanto a nível local como central, para responder às necessidades do setor, defendendo medidas concretas de apoio aos agricultores.

Hélder Alves acrescenta que as dificuldades sentidas no terreno estão a tornar-se cada vez mais incomportáveis, colocando em risco a continuidade de muitas explorações agrícolas e o futuro da produção pecuária em várias regiões do país.

A APCOR reforça, assim, o apelo a uma resposta urgente e eficaz que permita mitigar os efeitos das alterações climáticas e garantir a viabilidade do setor agrícola.

Aljustrel lança campanha para promover concelho mais limpo e sustentável

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A Câmara Municipal de Aljustrel avançou com uma nova campanha de sensibilização ambiental com o objetivo de incentivar a população a adotar comportamentos mais responsáveis na gestão de resíduos e na preservação do espaço público.

A iniciativa aposta na consciencialização dos cidadãos para a importância da participação individual na construção de um concelho mais limpo, sublinhando que pequenas ações do dia a dia podem ter um impacto significativo na qualidade de vida coletiva e na proteção do ambiente.

Ao longo da campanha, serão divulgados exemplos reais de situações de deposição incorreta de resíduos encontradas nas ruas do concelho. Em paralelo, a autarquia irá mostrar o mesmo espaço após intervenção, evidenciando a diferença e os benefícios de práticas adequadas, tanto ao nível da imagem urbana como da saúde pública.

A ação pretende também informar a população sobre os serviços disponíveis no concelho para o correto encaminhamento dos resíduos, reforçando a necessidade de utilização desses meios.

Com esta campanha, o município reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade e com a promoção de uma cidadania ativa, apelando à colaboração de todos para tornar Aljustrel um território mais cuidado, atrativo e ambientalmente responsável.

Odemira volta a apostar no turismo ativo com regresso das “Experiências no Mira”

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O concelho de Odemira prepara-se para receber mais uma edição das “Experiências no Mira”, iniciativa que convida residentes e visitantes a explorar o território através de um conjunto diversificado de atividades ligadas à natureza e ao mar.

O evento decorre entre os dias 27 e 30 de agosto e propõe um programa que inclui modalidades como canoagem, surf, bodyboard, stand up paddle, passeios de barco e pesca turística, proporcionando diferentes formas de contacto com os recursos naturais da região.

As atividades estarão distribuídas por vários pontos emblemáticos do concelho, nomeadamente a zona ribeirinha de Odemira, a albufeira de Santa Clara-a-Velha, a Praia do Carvalhal e a Praia da Zambujeira do Mar, permitindo aos participantes conhecer diferentes paisagens e ambientes naturais.

A participação está sujeita a inscrição prévia e limitada, podendo ser efetuada através do endereço eletrónico da organização ou nos postos de turismo de Odemira, Santa Clara-a-Velha e Zambujeira do Mar.

Com esta iniciativa, o município reforça a aposta na valorização do turismo de natureza e na dinamização do território, promovendo experiências que combinam lazer, desporto e descoberta.

Foto: Rádio Castrense

Beja recebe encontro internacional que liga vinhos portugueses a mercados externos

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A cidade de Beja volta a assumir um papel central na promoção do enoturismo nacional ao acolher, entre 16 e 20 de novembro, mais uma edição do Wine Destination Portugal, iniciativa que pretende reforçar a ligação entre produtores portugueses e operadores estrangeiros.

O evento, que se estende até Évora no seu encerramento, deverá reunir cerca de três dezenas de empresas nacionais e um número idêntico de compradores internacionais, provenientes de mercados estratégicos como Estados Unidos, Brasil e vários países europeus.

A participação está aberta a diferentes agentes do setor, desde quintas e adegas a unidades de turismo, hotéis, rotas vínicas e empresas de animação turística. No entanto, o número de vagas é limitado, com candidaturas disponíveis até 16 de outubro.

Encontros à medida para potenciar negócios

Ao contrário de feiras tradicionais, o Wine Destination Portugal aposta num modelo centrado em reuniões previamente organizadas. Cada participante terá acesso a uma agenda personalizada, desenhada com base no perfil do expositor e nos interesses dos compradores convidados.

O objetivo passa por criar condições mais eficazes para o desenvolvimento de parcerias e para a entrada de projetos portugueses em novos mercados internacionais, privilegiando contactos qualificados e direcionados.

Compradores especializados e renovação constante

A seleção dos participantes estrangeiros recai sobretudo sobre profissionais ligados ao enoturismo e ao turismo de nicho, incluindo agências especializadas, operadores turísticos e gestores de destinos. A organização procura ainda garantir a renovação da maioria dos compradores em cada edição, promovendo novas oportunidades de negócio para os expositores nacionais.

Experiência além das reuniões

Para além da vertente empresarial, o programa integra momentos de degustação de vinhos, refeições conjuntas e várias iniciativas de networking. O chamado Wine Lounge será um dos espaços centrais para a apresentação e prova de referências nacionais.

Após as reuniões, os compradores internacionais terão ainda oportunidade de conhecer o território através de visitas a produtores e projetos ligados ao vinho, numa abordagem que procura dar a conhecer não só os produtos, mas também o contexto cultural e humano que lhes está associado.

Ligação a Évora e projeção internacional

A edição de 2026 termina em Évora, numa estratégia que acompanha a projeção da cidade como Capital Europeia da Cultura em 2027 e reforça a promoção do Alentejo como destino de excelência no enoturismo.

Com um formato itinerante, o evento regressa assim à região onde teve origem, consolidando-se como uma plataforma de internacionalização para o setor vitivinícola e turístico português.

Alentejo entre os melhores do mundo na gastronomia sustentável

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O Alentejo acaba de alcançar reconhecimento internacional ao integrar o grupo restrito de finalistas do prémio “Destino Gastronómico Sustentável do Ano”, na estreia dos Olive Travel & Taste Awards, uma iniciativa britânica que distingue referências globais no cruzamento entre gastronomia e turismo.

A nomeação coloca a região alentejana entre apenas quatro destinos selecionados, evidenciando um modelo onde a tradição culinária se mantém enraizada no território, nas comunidades locais e no respeito pelos ciclos naturais dos produtos.

Mais do que uma distinção pontual, esta presença reflete um percurso consistente de valorização da identidade gastronómica regional. Produtores, chefs e projetos turísticos têm vindo a apostar numa abordagem que combina herança cultural com inovação, promovendo simultaneamente práticas mais sustentáveis e o uso consciente dos recursos.

Para José Manuel Santos, presidente da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, esta escolha reforça o posicionamento da região no panorama internacional. O responsável sublinha que, no Alentejo, a sustentabilidade não é apenas uma tendência, mas uma realidade integrada no quotidiano, desde a produção até à experiência oferecida a quem visita.

Os vencedores serão conhecidos na edição de setembro da revista Olive, disponível a partir de 4 de setembro de 2026. A seleção está a cargo de um painel composto por editores da publicação e especialistas nas áreas da gastronomia, turismo e hotelaria.

Criados para destacar destinos e experiências que estão a moldar o futuro das viagens gastronómicas, os Olive Travel & Taste Awards abrangem várias categorias, desde enoturismo a escapadas rurais, passando por propostas de luxo e iniciativas que promovem formas mais responsáveis de viajar.

A presença do Alentejo nesta lista final reafirma o crescente reconhecimento internacional da região, cada vez mais vista como um destino onde a autenticidade, a qualidade e a sustentabilidade caminham lado a lado.

Volta a Portugal: 1ª etapa liga a Lourinhã a Sintra nesta quinta-feira

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A 87.ª Volta a Portugal em bicicleta prossegue esta quinta-feira com a primeira etapa em linha, que liga a Lourinhã a Queluz, num percurso de 157,1 quilómetros que promete emoção até aos últimos metros. A partida está marcada para as 13h35 e coloca na estrada os 119 ciclistas ainda em prova.

Depois do prólogo disputado em Lisboa, que foi ganho pelo dinamarquês Julius Johansen, da UAE Emirates, o camisola amarela entra nesta tirada na liderança da classificação geral, sendo um dos nomes a seguir numa etapa que pode terminar ao sprint, mas que também deixa espaço para surpresas.

O percurso inclui três metas volantes, a primeira ao quilómetro 46,4, em Silveira, no concelho de Torres Vedras, e dois sprints intermédios praticamente consecutivos ao quilómetro 109, numa passagem simbólica junto ao Palácio Nacional de Mafra.

As maiores dificuldades estão reservadas para a parte final da etapa, com duas contagens de montanha de terceira categoria nos últimos 50 quilómetros, que poderão fracionar o pelotão e criar diferenças entre os principais candidatos.

A chegada está instalada junto ao Palácio Nacional de Queluz, no concelho de Sintra, após um final descrito como “traiçoeiro”, onde posicionamento e estratégia serão decisivos.

O jornalista Teixeira Correira, em serviço especial na Volta para a Rádio Castrense, antevê uma etapa muito disputada, com vários cenários possíveis: desde um sprint em pelotão compacto até ataques tardios que possam surpreender os homens da geral.

A etapa desta quinta-feira marca assim o verdadeiro arranque da luta pela camisola amarela naquela que é considerada a prova rainha do ciclismo nacional.