GNR regista mais de 500 detenções e quase 8 500 infrações rodoviárias numa semana de operações nacionais
A Guarda Nacional Republicana realizou, entre os dias 23 e 29 de janeiro, um conjunto de operações em todo o território nacional que, para além da sua atividade operacional diária, tiveram como objetivo a prevenção e o combate à criminalidade, bem como a redução da sinistralidade rodoviária e a fiscalização de diversas matérias de âmbito contraordenacional. No âmbito destas ações, foram registados dados operacionais provisórios que refletem a intensidade da atuação da força de segurança ao longo do período em causa.
Durante esta semana, a GNR efetuou 504 detenções em flagrante delito, destacando-se 221 por condução sob o efeito do álcool e 129 por condução sem habilitação legal. Foram ainda detidas 27 pessoas por tráfico de estupefacientes, 12 por crimes de violência doméstica, oito por posse ilegal de armas e armas proibidas e cinco por furto e roubo.
No que diz respeito a apreensões, foram retiradas de circulação 1 471,12 doses de haxixe, 593,2 doses de heroína, 86 doses de MDMA, 83,45 doses de cocaína, 24,4 doses de liamba e 17 comprimidos de MDMA. As autoridades apreenderam ainda 1 042 munições de diversos calibres, 25 veículos, 25 armas de fogo, 22 armas brancas ou proibidas e 1 214,42 euros em numerário.
No âmbito da fiscalização rodoviária, foram detetadas 8 469 infrações, com destaque para 1 970 excessos de velocidade e 1 202 situações de falta de inspeção periódica obrigatória. Registaram-se ainda 385 infrações relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, 383 relativas a tacógrafos, 340 por falta de seguro de responsabilidade civil e 313 por condução com uma taxa de álcool no sangue superior ao legalmente permitido. A GNR identificou também 188 infrações por uso indevido do telemóvel durante a condução e 171 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistemas de retenção para crianças.
Exposição “Matassa” inaugurada hoje no Centro de Arqueologia e Artes de Beja
O Centro de Arqueologia e Artes de Beja acolhe, a partir de hoje, dia 31 de janeiro, a exposição “Matassa”, integrada no projeto Hypertextile, que apresenta o têxtil como linguagem artística e dispositivo de reflexão sobre o presente. A inauguração terá lugar nessa data e a mostra poderá ser visitada até 4 de abril de 2026.
A exposição reúne 51 obras de 34 artistas, ocupando a totalidade do edifício do Centro de Arqueologia e Artes da capital de distrito, e resulta de processos artísticos desenvolvidos em residências realizadas em Portugal entre 2024 e 2025.
“Matassa” surge no âmbito de uma candidatura ao Programa de Apoio a Projetos da DGArtes, apresentada em 2024 pela Córtex Frontal – Residências e Oficinas, associação sediada em Arraiolos e liderada por Mercedes Vidal-Abarca, contando com o Município de Beja como parceiro. A curadoria é da responsabilidade de Antónia Gaeta e a organização é da Córtex Frontal e da Câmara Municipal de Beja.
Segundo a organização, a exposição é “estruturada a partir da metáfora e da concretude da matassa — um feixe de fios entrelaçados — propondo uma lógica não linear, marcada por sobreposições, acumulações e interdependências”. Entre o artesanal e o tecnológico, tradição e inovação, as obras evidenciam processos, gestos e decisões que moldam cada criação artística.
O Vereador da Câmara Municipal de Beja com o pelouro da Cultura, Vítor Picado, destaca a relevância da mostra, sublinhando que “o Centro de Arqueologia e Artes de Beja é reconhecido pelas exposições que recebe, com artistas de renome”, acrescentando que “Matassa volta a elevar a fasquia cultural da cidade e convida à reflexão sobre reaproveitamento, sustentabilidade e reinvenção do real”.
A exposição conta com obras de Alexander Sebastianus Hartanto, Aliya Al-Adwani, Anastasiia Podervianska, Andrea Ebert, Angelina Nogueira, Antonia Ablass, Athanasia Karampela, Beatriz Freire, Claudia Martínez, Emanuela Boccia, Jacobo Alonso, Janis Dellarte, Jiôn Kiim, Karolina Lizurej, Lars Preisser, Lia Porto, Louis Nye, Lucas Selezio de Souza, Luisa Ramires, Malou Raulin, Margarida Lopes Pereira, Maria Appleton, Maria Esteve, Marta Pokojowczyk, Martina Manyà, Mustafa Boga, Nuno Trigueiros, Pinelopi Triantafyllou, Tadeo Muleiro, Teresa TAF, Vicky Vasileiou, Ylana Yaari, Zé Ardisson e Zsófia Tettamanti.
Até 4 de abril de 2026, o público é convidado a percorrer um percurso expositivo que revela “o têxtil como campo crítico para pensar relações, temporalidades e formas de reinvenção do presente”, numa proposta que reforça o papel de Beja como polo cultural de referência na região.
Concerto à luz das Velas “Água que Mira” anima hoje a noite de Ourique
O Auditório da Biblioteca de Ourique recebe hoje, dia 31 de janeiro, entre as 20h30 e as 22h30, o concerto “Água que Mira”, integrado no ciclo Música entre Margens. O espetáculo terá lugar num ambiente intimista, iluminado exclusivamente pela luz das velas.
“Água que Mira” propõe uma viagem musical que parte das raízes portuguesas e se abre a outros oceanos sonoros, mantendo sempre a língua portuguesa como fio condutor. O projeto cruza influências diversas, explorando sonoridades que dialogam entre tradição e contemporaneidade.
Este evento é produzido pela Naif’s World, a Associação de Artesãos e Produtores e pela Câmara Municipal de Ourique e o concerto promete uma experiência sensorial única, onde música, palavra e ambiente se fundem, valorizando a proximidade entre artistas e público.
Em declarações à Rádio Castrense Helena Cavalheiro, presidente da Associação Naif’s World, informa que os convidados são “um casal, a Carolina e o Pedro. A Carolina tem uma voz fantástica e o Pedro faz magia com diferentes instrumentos” e sem querer revelar muito, informa também que os artistas irão apresentar “15 músicas de autor e 15 músicas contemporâneas.”
Ourique recebe cerca de 300 atletas no IV Torneio de Karaté
O Pavilhão da Escola Básica e Secundária de Ourique recebe neste sábado, 31 de janeiro, o IV Torneio de Karaté, uma iniciativa que reúne cerca de 300 atletas provenientes de vários pontos do país.
A competição tem início às 9h00 e decorre ao longo de todo o dia, com combates em diferentes escalões etários. Ao longo da jornada, jovens atletas competem no tatami num ambiente de elevada exigência física e mental, onde o foco, o controlo e a capacidade de decisão assumem um papel determinante em cada confronto.
O torneio é organizado pelo Clube Karaté de Ourique, com o apoio do Município de Ourique, dos Bombeiros Voluntários de Ourique e da Junta de Freguesia de Ourique, contando ainda com a colaboração da Associação de Pais, num esforço conjunto de várias entidades locais na promoção do desporto e da prática desportiva.
Atendendo à afluência esperada, a organização recomenda a utilização dos parques de estacionamento localizados junto à Piscina Municipal e ao Pavilhão Multiusos. A entrada é livre, convidando a população a assistir a um dia inteiramente dedicado ao karaté e à competição desportiva.
Artista moçambicano Pak Ndjamena em residência artística no Teatro Chamadarte, em Beja
Beja recebe, durante o mês de fevereiro, o artista multidisciplinar Pak Ndjamena, natural de Maputo, Moçambique, que estará em residência artística no Teatro Chamadarte. A iniciativa inclui oficinas de dança, percussão e cinema, abertas à comunidade e a participantes de todos os níveis de experiência.
Bailarino, coreógrafo, músico, ator e realizador, Pak Ndjamena desenvolve um trabalho artístico híbrido, onde corpo, ritmo e imagem se cruzam em processos de criação coletiva. Com um percurso internacional consolidado, o artista foi distinguido com o Mozal Arts & Culture Award 2019, na área da dança.
Durante a residência, Pak Ndjamena propõe um trabalho prático e imersivo, centrado na escuta, na partilha e na experimentação do movimento, do som e da imagem, promovendo o encontro entre artistas e a comunidade local.
Em declarações à Rádio Castrense, Clemente Tsamba, diretor da associação Chamadarte relembra que a associação “traz sempre artistas da lusofonia, principalmente, que depois acabam interagindo aqui com as comunidades de Beja” e dá como exemplo ” a vinda do Pak Ndjamena, “coreógrafo, e bailarino moçambicano, muito conceituado, que convidamos, então, para Beja, para também poder aqui interagir com a comunidade de Beja, no geral, através do seu trabalho que ele vai apresentar aqui, em forma de oficina.”
As oficinas e a residência artística decorrem nos dias 5, 8, 12 e 15 de fevereiro, às quintas-feiras, das 19h às 21h, e aos domingos, das 16h às 18h, no Teatro Chamadarte, situado na Rua Sousa Porto, nº 33, em Beja.



