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Quinta-feira, Abril 16, 2026
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Depressão ORIANA agrava estado do tempo com chuva forte, vento e risco de inundações

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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um agravamento significativo das condições meteorológicas em Portugal continental devido à influência da depressão ORIANA. A partir da tarde desta quarta-feira, 12 de fevereiro, são esperados períodos de chuva, por vezes forte e persistente, sobretudo no litoral das regiões Norte e Centro e na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O mau tempo deverá ainda fazer-se sentir com vento forte, com rajadas que podem atingir os 80 km/h, podendo chegar aos 100 km/h nas terras altas. Está igualmente prevista forte agitação marítima na costa ocidental, com ondas de oeste/noroeste até seis metros, que poderão alcançar os 11 metros de altura máxima.

De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), existe risco significativo de inundações nos próximos dias em várias bacias hidrográficas do país. Entre as zonas potencialmente afetadas estão municípios das bacias do Mondego, Tejo, Sorraia, Vouga, Águeda, Sado, Minho, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e Guadiana, abrangendo dezenas de concelhos de norte a sul do território continental.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta que o período mais crítico deverá ocorrer entre a tarde de hoje e o dia de amanhã, 13 de fevereiro, com especial incidência na região de Lisboa e Vale do Tejo. A precipitação intensa registada nos últimos dias contribuiu para a saturação dos solos, fragilização das margens dos rios e subida dos caudais, aumentando a probabilidade de cheias e inundações urbanas.

São expectáveis transbordos de cursos de água, inundações em zonas urbanas por obstrução dos sistemas de drenagem, instabilidade de vertentes com risco de deslizamentos e derrocadas, além de pisos rodoviários escorregadios e possíveis cortes de estradas. O vento forte poderá provocar queda de árvores e desprendimento de estruturas móveis, enquanto a forte agitação marítima representa perigo acrescido na orla costeira.

Face a este cenário, a Proteção Civil recomenda a adoção de medidas preventivas, nomeadamente a desobstrução de sistemas de escoamento, a retirada de bens e veículos de zonas inundáveis, a não travessia de áreas alagadas e a fixação adequada de estruturas soltas. É ainda aconselhada condução defensiva, especial cuidado junto a áreas arborizadas e a evitação de atividades na orla costeira.

As autoridades apelam à população para que acompanhe as informações meteorológicas e hidrológicas divulgadas pelo IPMA, pela APA e pela Proteção Civil, mantendo-se atenta às indicações das forças de segurança.

Força Aérea Portuguesa reforça frota com chegada do quinto A-29 Super Tucano a Beja

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A Base Aérea N.º 11 recebeu, no dia 29 de janeiro de 2026, o quinto A-29 Super Tucano, reforçando a capacidade operacional da Força Aérea Portuguesa.

A chegada desta aeronave “representa mais um passo na modernização dos meios aéreos e no fortalecimento das missões de formação, vigilância e apoio aéreo”. Desde o toque na pista até aos procedimentos pós-voo, “o momento foi vivido com orgulho pelos militares envolvidos, simbolizando a confiança, a preparação e o compromisso com a segurança nacional” frisa a Força Aérea.

Cada novo A-29 não é apenas tecnologia avançada, mas também um reforço da prontidão operacional e da capacidade da Força Aérea em responder aos desafios atuais e futuros.

MP pede condenação de mais de 30 arguidos em julgamento por alegada exploração de imigrantes no Tribunal de Beja

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O Ministério Público defendeu esta quarta-feira, no Tribunal de Beja, a condenação dos mais de 30 arguidos que estão a ser julgados por alegada exploração de trabalhadores imigrantes no Alentejo. O processo teve início a 15 de dezembro do ano passado e envolvia inicialmente 35 arguidos — 22 pessoas e 13 empresas — tendo uma das sociedades sido separada logo na primeira sessão para tramitação autónoma.

Na audiência realizada durante a manhã, dois arguidos prestaram declarações por sua iniciativa, seguindo-se o arranque das alegações finais, que continuam durante a tarde. A acusação está a ser sustentada por duas procuradoras do Ministério Público, que consideram ter ficado demonstrada, em julgamento, a responsabilidade criminal de todos os arguidos, defendendo a respetiva condenação com base na prova reunida no processo.

O MP sustentou ainda que o coletivo de juízes deve valorizar as declarações prestadas pelos arguidos e pelas alegadas vítimas no momento das detenções, no âmbito da investigação.

Este julgamento decorre de um dos processos resultantes da chamada “Operação Espelho”, levada a cabo pela Polícia Judiciária, em novembro de 2023, relacionada com a alegada exploração de dezenas de trabalhadores estrangeiros em propriedades agrícolas no Alentejo.

Segundo os despachos de acusação e de pronúncia, a maioria dos arguidos responde por crimes como tráfico de pessoas, associação criminosa, auxílio à imigração ilegal, associação de auxílio à imigração ilegal e branqueamento de capitais. Alguns enfrentam ainda acusações por falsificação de documentos e detenção de arma proibida.

Durante a manhã, vários advogados de defesa apresentaram as suas alegações, ficando as restantes intervenções agendadas para a tarde. De forma generalizada, os defensores pediram a absolvição dos seus constituintes, alegando ausência de prova produzida em julgamento que sustente as acusações.

Uma das advogadas afirmou que nenhuma testemunha identificou diretamente o arguido que representa, nem foi apresentada prova concreta que o associe à alegada rede. Outra defensora criticou a atuação do Ministério Público, considerando que a acusação se baseia em “generalidades” e carece de factos concretos suscetíveis de configurar ilícitos criminais, apontando para aquilo que classificou como “inexistência probatória”.

Entre os 22 arguidos individuais, cinco têm nacionalidade portuguesa, sendo os restantes oriundos de vários países estrangeiros.

De acordo com o Ministério Público, a rede terá sido estruturada em data anterior a 1 de janeiro de 2020, com o objetivo de facilitar a entrada de cidadãos estrangeiros em situação irregular em Portugal, provenientes sobretudo da Roménia, Moldova, Ucrânia, Índia, Senegal, Nepal, Timor-Leste e Paquistão, para serem utilizados como mão-de-obra a baixo custo, em condições próximas de exploração.

A acusação refere que muitos destes trabalhadores, apesar de procurarem melhores condições de vida, acabavam colocados em explorações agrícolas e obras em diferentes pontos do país, vivendo em alojamentos considerados degradantes, com quartos sobrelotados, sem climatização adequada e em mau estado de conservação. Alegadamente, eram ainda cobrados valores por alojamento, documentação, alimentação, serviços básicos e transporte.

Em vários casos, sustenta o despacho de acusação, os trabalhadores não recebiam qualquer remuneração mensal, ficando sem meios para assegurar a própria subsistência, o que os levava, por vezes, a pedir comida para sobreviver. Para conferir uma aparência de legalidade às atividades, os arguidos terão criado diversas sociedades comerciais.

Rádio Castrense / Lusa

Ourique investe 800 mil euros na modernização da recolha de resíduos

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A Câmara Municipal de Ourique vai avançar com um investimento na ordem dos 800 mil euros para renovar e tornar mais eficiente o sistema de recolha e gestão de resíduos no concelho. A medida é encarada pelo executivo como “uma aposta estratégica com impacto direto no futuro do território”.

O plano prevê “a aquisição de novos equipamentos, incluindo contentores inteligentes, viaturas e soluções tecnológicas de apoio à gestão, com o objetivo de otimizar os serviços e garantir uma resposta mais eficaz e ambientalmente sustentável às atuais exigências”.

Segundo a autarquia, “esta intervenção ultrapassa a dimensão meramente operacional, assumindo-se como uma prioridade política centrada na melhoria da qualidade de vida da população”. A meta passa por “assegurar um concelho mais limpo, organizado e comprometido com práticas ambientalmente responsáveis”.

Com esta modernização, o município pretende “reforçar a qualidade do serviço público prestado, contribuir para a proteção do ambiente e preparar Ourique para os desafios futuros, promovendo uma gestão de resíduos mais moderna, eficiente e ajustada às necessidades da comunidade”.

Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil de Vidigueira foi desativado

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O Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC) de Vidigueira foi desativado esta quarta-feira, 12 de fevereiro, pelas 10h00, informou a Câmara Municipal. A decisão foi tomada após consulta à Comissão Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarquia, a desativação ocorre na sequência da estabilização das ocorrências que estiveram na origem da ativação do plano, encontrando-se já em curso as ações de reposição da normalidade no concelho.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), não está previsto qualquer agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias no território.

O PMEPC tinha sido ativado no passado dia 4 de fevereiro, pelas 22h00, com caráter preventivo e com o objetivo de reforçar a prontidão operacional, assegurando a coordenação permanente entre os agentes de Proteção Civil e as entidades de apoio no concelho.

Concurso extraordinário coloca professores no Alentejo, mas maioria tem mais de 40 anos

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O Alentejo integra o conjunto de regiões onde foram recentemente colocados docentes através do Concurso Externo Extraordinário, mas os dados agora divulgados levantam preocupações quanto à renovação geracional na profissão.

De acordo com o movimento Missão Escola Pública (MEP), a idade média dos 1.639 professores colocados no passado mês de janeiro é de 41,4 anos, um indicador que, na sua perspetiva, demonstra dificuldades em atrair jovens para a carreira docente.

Segundo a mesma estrutura, verifica-se uma forte concentração de colocações na faixa etária entre os 40 e os 49 anos, existindo inclusivamente mais docentes com 50 ou mais anos do que profissionais com menos de 30. O movimento refere ainda que há grupos de recrutamento onde não foi integrado qualquer professor jovem.

No caso do ensino pré-escolar, os números são apontados como particularmente significativos, registando-se uma média de idades de 53,4 anos entre os docentes colocados. Entre estes, contam-se ainda seis professores com 65 ou mais anos.

Recorde-se que o Governo anunciou, no final do mês passado, a colocação de 1.639 docentes em zonas identificadas com carência de professores, como o Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo, Península de Setúbal e Algarve, no âmbito de um concurso que disponibilizou 1.800 vagas.

Para o Missão Escola Pública, os dados agora conhecidos contrariam o objetivo de rejuvenescimento do corpo docente e evidenciam a ausência de uma efetiva renovação geracional no setor.

Feira do Queijo do Alentejo debate futuro do Queijo Serpa DOP com foco nas novas gerações

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No próximo dia 21 de fevereiro, sábado, pelas 14h00, realiza-se em Serpa o colóquio “O Futuro tem Queijo Serpa DOP – Novas gerações, novas ideias, o mesmo sabor de sempre”, uma iniciativa integrada na Feira do Queijo do Alentejo e dedicada à valorização e continuidade deste produto emblemático da região.

O encontro pretende refletir sobre a atratividade do setor para as novas gerações, destacando oportunidades de formação, inovação e empreendedorismo ligadas à produção do Queijo Serpa DOP, reconhecido como um dos principais símbolos identitários e económicos do território.

A sessão contará com a participação de três queijeiras, mulheres diretamente ligadas à produção, num ano em que se assinala o Ano Internacional da Mulher Rural. A sua presença pretende evidenciar o papel determinante das mulheres na preservação do saber-fazer tradicional, bem como na dinamização e desenvolvimento das comunidades rurais. As produtoras realizaram a sua formação na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Serpa e na Escola Superior Agrária de Beja, demonstrando a ligação entre conhecimento técnico, tradição e inovação.

O programa inclui ainda a colaboração da Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, que apresentará e promoverá a degustação de aplicações gastronómicas inovadoras desenvolvidas pelos seus alunos, tendo como base o Queijo Serpa DOP.

Com esta iniciativa, a organização pretende reforçar a importância deste produto como herança cultural, mas também como fator de futuro e motor de desenvolvimento sustentável da região, afirmando o Queijo Serpa DOP como um recurso estratégico que alia identidade, qualificação e criatividade.

Carnaval das Escolas anima Almodôvar nesta quinta-feira

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O concelho de Almodôvar acolhe esta quinta-feira, 12 de fevereiro, o tradicional Carnaval das Escolas, que reúne alunos de diversos estabelecimentos de ensino do município em desfile pelas ruas da vila. A concentração está marcada para as 10h30, junto à Escola E.B.1. de Almodôvar.

Inicialmente previsto para sexta-feira, 13 de fevereiro, o desfile foi antecipado devido à previsão de chuva, garantindo que a festa decorre sem contratempos. A iniciativa promete colorir as ruas com fantasias criativas, música e animação, envolvendo alunos, professores e a comunidade educativa.

Almodôvar celebra São Valentim com passatempo romântico no Mercado Municipal

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O Município de Almodôvar vai assinalar o Dia de São Valentim com um programa especial destinado a casais, no dia 14 de fevereiro de 2026, a partir das 11h00, no Mercado Municipal. A iniciativa, intitulada “São Valentim em Almodôvar”, pretende celebrar o amor, premiar os participantes e, ao mesmo tempo, apoiar o comércio local.

A participação é gratuita e aberta a todos os casais com idade igual ou superior a 18 anos. Para participar, os interessados devem inscrever-se no local e tirar uma fotografia num espaço decorado especialmente para a ocasião, autorizando posteriormente a sua publicação na página oficial do Município no Facebook.

Os três casais vencedores serão selecionados por um júri e receberão vouchers no valor de 75€, 50€ e 25€, para gastar nas lojas do concelho. Os resultados do concurso serão divulgados no dia 20 de fevereiro de 2026.

Festival Sudoeste adiado este verão e prepara regresso para 2027

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O Festival Sudoeste, um dos eventos de música mais emblemáticos da Zambujeira do Mar, no concelho de Odemira, não irá realizar-se no verão de 2026. A promessa é de um regresso em 2027, ano em que o festival irá celebrar o seu 30.º aniversário, segundo revelou Luís Montez, da promotora Música no Coração.

Este é o segundo ano consecutivo em que o festival é suspenso. O promotor lamentou “a forte concorrência no mercado de festivais” e a “falta de incentivos para que as empresas continuem a investir nas marcas associadas ao evento”, fatores que têm dificultado a organização do Sudoeste.

O Festival Sudoeste nasceu em 1997 e, ao longo das décadas, tornou-se um dos maiores festivais de verão do país, conhecido não só pela música, mas também pelo ambiente único da Zambujeira do Mar, atraindo milhares de jovens de todo o país e do estrangeiro. O evento destacou-se pela diversidade de géneros musicais, incluindo pop, rock, eletrónica e hip-hop, e pela capacidade de se reinventar ao longo dos anos, mantendo sempre uma forte ligação com a cultura local e o turismo da região.

O regresso em 2027 promete celebrar três décadas de história, com expectativas de trazer novamente grandes nomes da música nacional e internacional e reafirmar a Zambujeira do Mar como destino de referência no panorama dos festivais de verão.