O novo pacote laboral apresentado pelo Governo, designado “Trabalho 21”, está a provocar forte contestação por parte de estruturas sindicais e forças políticas, que alertam para possíveis retrocessos nos direitos dos trabalhadores.
Em declarações à Rádio Castrense, a presidente do STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional), Cristina Torres, defendeu que o Executivo deve demonstrar “mais consciência social” na definição das suas políticas laborais. A dirigente sindical considera que as medidas propostas podem agravar a precariedade e fragilizar as condições de trabalho.
Também a CGTP e o PCP já manifestaram oposição ao pacote, classificando-o como um “ataque aos direitos dos trabalhadores” e um retrocesso face a conquistas alcançadas ao longo das últimas décadas.
Cristina Torres alertou ainda que o descontentamento crescente poderá traduzir-se numa forte reação por parte dos trabalhadores, admitindo que o Governo começa a justificar a atribuição de um “cartão vermelho” pela sua atuação nesta matéria.
A contestação ao “Trabalho 21” promete intensificar-se nas próximas semanas, com sindicatos a ponderarem formas de luta para travar a implementação das medidas propostas.




















