Os responsáveis por um projeto que combina energia solar e turismo na região de Alqueva recorreram a uma reclamação administrativa depois de terem recebido uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) negativa.
O investimento global está estimado em cerca de 350 milhões de euros e inclui a construção de uma central fotovoltaica de grande porte e um projeto turístico no concelho de Moura. A central solar prevista terá capacidade superior a 400 megawatts, ocupará mais de 500 hectares e integrará centenas de milhares de painéis solares.
A recusa baseou-se num parecer do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que apontou preocupações ambientais, sobretudo relacionadas com o impacto numa colónia de morcegos e a redução de áreas de olival.
Os promotores do projeto defendem, no entanto, que foram introduzidas medidas de mitigação significativas e que o plano foi reformulado para cumprir todos os requisitos ambientais, incluindo a redução da área inicialmente proposta.
Alertam ainda que a não aprovação da central solar poderá comprometer o desenvolvimento do projeto turístico, avaliado em cerca de 50 milhões de euros, que poderia criar emprego e impulsionar a economia local. Os investidores mantêm a expectativa de que a reclamação administrativa permita reverter a decisão e viabilizar a iniciativa.


















