O Sindicato dos Médicos da Zona Sul alerta para a situação “grave” em que se encontra a Hematologia no Algarve e no Baixo Alentejo e exige ao Governo “o investimento necessário no Serviço Nacional de Saúde para reverter a situação”.
Nas regiões NUTS II Alentejo e Algarve, que representam mais de um terço da área geográfica de Portugal, existem atualmente apenas duas médicas hematologistas ao serviço: uma em Évora e outra em Portimão-Beja.
A situação é particularmente preocupante no Algarve e Baixo Alentejo, onde existe apenas uma médica para assegurar o tratamento de doenças como linfomas e leucemias. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, a profissional encontra-se numa situação de “stress extremo”, perante a elevada responsabilidade e a falta de recursos humanos.
Em declarações à Rádio Castrense, André Gomes, presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul e da Federação Nacional dos Médicos, considera que a situação “não pode passar incólume”.
O dirigente sindical adianta que irá levar o problema às administrações das Unidades Locais de Saúde (ULS) do Algarve e do Baixo Alentejo, defendendo uma resposta urgente para garantir a continuidade e a qualidade dos cuidados prestados aos doentes hematológicos.
Para o Sindicato dos Médicos da Zona Sul, a escassez de especialistas nesta área evidencia as dificuldades de resposta do Serviço Nacional de Saúde e torna indispensável um reforço do investimento e da contratação de profissionais.
O sindicato defende, assim, que o Governo deve intervir para inverter uma situação que considera insustentável, sobretudo numa área médica que acompanha doentes com patologias graves e que exige acompanhamento especializado e continuado.




















