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Sábado, Janeiro 24, 2026

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Helicópteros do INEM de Loulé e Évora passam a partir de hoje a operar 24 horas por dia

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou que, a partir desta segunda-feira, 20 de Outubro, os helicópteros de emergência médica (SHEM) de Évora e Loulé passam a funcionar de forma contínua, 24 horas por dia. Este reforço operacional marca o início da expansão da capacidade de resposta aérea de emergência no país.

Em comunicado, o INEM adiantou que o processo visa ter as quatro aeronaves previstas no novo serviço totalmente operacionais 24 horas por dia até ao início de novembro. A aeronave baseada em Macedo de Cavaleiros, no Norte do país, manterá por enquanto a operação de 12 horas diárias, enquanto se ultiman os preparativos para a expansão gradual do serviço noturno naquela região.

A prioridade dada ao Sul do país (Évora e Loulé) para a implementação inicial da operação noturna foi justificada pelo INEM com questões de segurança, uma vez que o relevo e os obstáculos naturais são menos significativos no Sul, exigindo menor treino adicional para as equipas de voo noturno.

O INEM assegura que a implementação total do serviço 24 horas nas quatro bases do SHEM (Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé) deverá estar concluída até 1 de Novembro, com quatro helicópteros médios, os quais possuem capacidade para transporte de incubadoras. Este reforço é visto como um “aumento significativo da capacidade de resposta aérea” na assistência a situações de emergência.

As equipas do SHEM têm reportado um feedback positivo sobre o serviço prestado pela nova empresa operadora, destacando a rapidez de descolagem, estabilidade em voo e as condições de segurança e conforto das aeronaves. O transporte aéreo de emergência médica é atualmente assegurado pela empresa Gulf Med Aviation Services, de Malta, em complementaridade com a Força Aérea Portuguesa.

A Gulf Med foi a empresa vencedora do concurso público internacional, lançado em novembro de 2024, para a operação do serviço até 2030, um contrato avaliado em cerca de 77 milhões de euros. Contudo, o processo de adjudicação foi conturbado, tendo sido alvo de controvérsia após o Tribunal de Contas ter recusado o visto a um ajuste direto com a mesma empresa, obrigando o INEM a recorrer a um novo procedimento para evitar a interrupção do serviço. A Gulf Med refutou as acusações do Tribunal de Contas e admitiu avançar com uma ação legal contra o Estado português.

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