Uma exploração pecuária familiar da freguesia de Selmes, no concelho de Vidigueira, foi alvo de um furto na madrugada da passada sexta-feira, tendo sido levados 30 ovelhas, 14 borregos e um cabrito, animais que constituíam uma parte essencial do sustento do agregado.
O caso foi participado às autoridades e está a ser investigado pela Guarda Nacional Republicana, que realizou diligências no local, com o apoio do Núcleo de Investigação Criminal.
Segundo Francisco Borges, filho do proprietário, a família só se apercebeu do sucedido na manhã de sábado.
“Os portões estavam abertos e demos logo conta do desaparecimento dos animais. Chamámos imediatamente a GNR, que esteve no local a recolher informação e a desenvolver as primeiras diligências”, explicou.
A exploração, de pequena dimensão, era mantida há cerca de duas décadas pelo pai, que conciliava a criação de gado com a atividade profissional. “É uma exploração pequena. O meu pai foi ficando com as crias mais novas, vai vendendo as mais velhas, e mantem-se assim”, referiu.
O rebanho representava um complemento importante ao rendimento familiar, quer pela venda de animais, quer pelo potencial de reprodução e acesso a apoios agrícolas.
O prejuízo direto está estimado em cerca de 10 mil euros, mas a família sublinha que a perda real será superior devido ao potencial produtivo que os animais ainda tinham.
“Não era intenção vender agora. Os animais iam dar mais criações, mais efetivos, os subsídios” e garantir continuidade à exploração, e depois desta desgraça ficámos sem nada”, lamentou.
Após o furto, restaram apenas quatro animais — duas ovelhas e dois borregos.
Francisco Borges garante que nunca tinha ocorrido situação semelhante na localidade.
“Tínhamos horta, tínhamos tudo, nunca foi furtada uma alface. No nosso concelho não há memória de um furto deste tipo”, afirmou.
Os animais estavam devidamente identificados com brinco eletrónico e registados, mas o familiar questiona a eficácia do sistema.
“De que vale terem chip se não permite localização? Era importante reforçar os meios de controlo”, defendeu.
A família tem divulgado o caso nas redes sociais e contactado comerciantes e produtores de várias regiões do país, na esperança de localizar os animais. Segundo relata, já recebeu mensagens de operadores do Norte e do interior a demonstrar disponibilidade para ajudar e estar atentos a eventuais tentativas de venda.
As autoridades prosseguem a investigação. Qualquer informação que possa contribuir para a recuperação do gado deverá ser comunicada às forças de segurança ou aos proprietários.
Fotografia meramente ilustrativa
















