O líder da distrital de Beja do PSD considera ser de uma tremenda “hipocrisia política, intelectual e ética” a ideia, frequentemente apontada em praça pública, de que os governos sociais-democratas se limitam a inaugurar obras realizadas por executivos socialistas.
Gonçalo Valente contesta esta leitura, defendendo que a realidade não pode ser generalizada e que a conclusão não corresponde aos factos, sobretudo no contexto do Baixo Alentejo.
O responsável social-democrata admite que esta situação pode, em determinados casos, “beneficiar” tanto o PSD como o PS, ou outros partidos, mas sublinha que não se trata de uma regra, nem de uma evidência.
Como exemplo, aponta a Barragem de Alqueva, uma das maiores infraestruturas da região, que foi anunciada durante o governo de Cavaco Silva, mas acabou por ser inaugurada mais tarde por um executivo do PS, liderado por António Guterres.
Para Gonçalo Valente, este caso demonstra que as grandes obras públicas resultam, muitas vezes, de processos longos e de decisões políticas que atravessam diferentes ciclos governativos, rejeitando, assim, simplificações no debate político.



















