O Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR) vai intensificar este ano a aposta na digitalização do regadio e na modernização da agricultura portuguesa. A instituição quer promover tecnologias de monitorização, sensorização e apoio à decisão para otimizar o uso da água, aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais.
Gonçalo Morais Tristão, presidente do COTR, afirma que “a água será cada vez mais o fator crítico da competitividade da agricultura. A digitalização do regadio é essencial para garantir sustentabilidade e eficiência, especialmente num contexto de pressão crescente sobre os recursos hídricos.”
O centro prepara ainda um projeto internacional inovador e organiza em 20 de março, na Quinta da Saúde, em Beja, o Open Innovation Forum – Ferramentas Digitais para a Gestão da Rega, integrado no projeto Smart Green Water. A instituição destaca também a importância da execução da estratégia nacional “Água que Une”, apontando que atrasos na modernização de barragens e infraestruturas hidroagrícolas têm impacto direto na estabilidade produtiva e no custo económico do país.
Segundo o COTR, garantir previsibilidade no acesso à água e estabilidade regulatória é fundamental para atrair investimento e promover a renovação geracional no setor agrícola. Ainda em 2026, será realizado o XI Congresso Nacional de Rega e Drenagem, em Beja, e lançada uma plataforma de experimentação de tecnologias de rega em contexto real, reforçando a eficiência hídrica e a resiliência face às alterações climáticas.
A mensagem do COTR é clara: a competitividade do regadio português dependerá da capacidade de combinar digitalização, investimento em infraestruturas e governação eficaz dos recursos hídricos.


















